The Japan Times - María Corina Machado reaparece em Oslo após ser premiada com Nobel da Paz

EUR -
AED 4.237583
AFN 72.693752
ALL 96.083665
AMD 433.726263
ANG 2.065521
AOA 1058.097238
ARS 1611.096401
AUD 1.627012
AWG 2.076964
AZN 1.957395
BAM 1.955434
BBD 2.317406
BDT 141.175387
BGN 1.972318
BHD 0.435926
BIF 3416.234019
BMD 1.153869
BND 1.470256
BOB 7.950648
BRL 5.996198
BSD 1.150604
BTN 106.252936
BWP 15.636342
BYN 3.451113
BYR 22615.829146
BZD 2.314007
CAD 1.580015
CDF 2613.512848
CHF 0.907177
CLF 0.026486
CLP 1045.785768
CNY 7.946522
CNH 7.938554
COP 4269.233915
CRC 539.31065
CUC 1.153869
CUP 30.577524
CVE 110.246257
CZK 24.445461
DJF 204.885168
DKK 7.471843
DOP 70.228365
DZD 152.511672
EGP 60.430077
ERN 17.308033
ETB 179.623441
FJD 2.54889
FKP 0.864765
GBP 0.863994
GEL 3.127214
GGP 0.864765
GHS 12.535869
GIP 0.864765
GMD 84.844491
GNF 10083.329455
GTQ 8.813502
GYD 240.719076
HKD 9.044641
HNL 30.452955
HRK 7.528765
HTG 150.924996
HUF 390.627295
IDR 19568.461556
ILS 3.569811
IMP 0.864765
INR 106.997682
IQD 1507.230698
IRR 1516183.648142
ISK 143.298995
JEP 0.864765
JMD 181.000013
JOD 0.818054
JPY 183.519391
KES 149.56326
KGS 100.905754
KHR 4617.235044
KMF 492.702289
KPW 1038.457027
KRW 1723.170402
KWD 0.353753
KYD 0.958829
KZT 554.390945
LAK 24690.588441
LBP 103033.2836
LKR 358.295982
LRD 210.554204
LSL 19.248161
LTL 3.407074
LVL 0.697964
LYD 7.365748
MAD 10.789366
MDL 20.071588
MGA 4790.102621
MKD 61.593693
MMK 2423.243908
MNT 4120.582999
MOP 9.287041
MRU 45.769417
MUR 53.666511
MVR 17.827435
MWK 1995.026251
MXN 20.352175
MYR 4.519126
MZN 73.744171
NAD 19.248161
NGN 1564.577088
NIO 42.342985
NOK 11.060872
NPR 170.005834
NZD 1.972608
OMR 0.44369
PAB 1.15052
PEN 3.932614
PGK 4.964178
PHP 68.948263
PKR 321.238287
PLN 4.262882
PYG 7458.731962
QAR 4.194987
RON 5.091795
RSD 117.421168
RUB 96.593463
RWF 1682.684766
SAR 4.332929
SBD 9.283085
SCR 15.84955
SDG 693.475127
SEK 10.746038
SGD 1.47424
SHP 0.8657
SLE 28.383287
SLL 24196.065005
SOS 656.391253
SRD 43.414286
STD 23882.755212
STN 24.495942
SVC 10.067201
SYP 127.601462
SZL 19.251727
THB 37.528395
TJS 11.028225
TMT 4.05008
TND 3.391723
TOP 2.778239
TRY 51.023508
TTD 7.806605
TWD 36.807836
TZS 3007.247299
UAH 50.55213
UGX 4343.261614
USD 1.153869
UYU 46.772048
UZS 13962.505268
VES 516.71188
VND 30358.289022
VUV 137.994476
WST 3.154336
XAF 655.834136
XAG 0.014683
XAU 0.000235
XCD 3.118389
XCG 2.073629
XDR 0.815647
XOF 655.845502
XPF 119.331742
YER 275.255428
ZAR 19.297997
ZMK 10386.182289
ZMW 22.442185
ZWL 371.545294
María Corina Machado reaparece em Oslo após ser premiada com Nobel da Paz
María Corina Machado reaparece em Oslo após ser premiada com Nobel da Paz / foto: Odd ANDERSEN - AFP

María Corina Machado reaparece em Oslo após ser premiada com Nobel da Paz

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado reapareceu em público pela primeira vez em quase um ano nesta quinta-feira (11, data local) em Oslo, na Noruega, um dia depois de se ausentar da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz.

Tamanho do texto:

Após uma viagem secreta, Corina Machado, de 58 anos, chegou tarde para participar da cerimônia de entrega do prêmio na capital norueguesa, que acabou sendo recebido por sua filha Ana Corina Sosa.

A dirigente reaparece em público em plena crise entre Venezuela e Estados Unidos, que mobilizou desde agosto uma flotilha naval para, oficialmente, combater o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, onde causou 87 mortes.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, no entanto, acusa Washington de querer derrubá-lo para se apossar do petróleo de seu país.

Uma crítica implacável de Maduro, Corina Machado saiu para acenar a seus apoiadores da sacada de seu hotel em Oslo, depois das 2h locais (22h de quarta-feira em Brasília), recebendo uma ovação e o canto do hino nacional da Venezuela.

Depois, desceu para cumprimentar seus apoiadores nas ruas, que lhe deram o tratamento de uma estrela do rock, aos gritos de "Liberdade!", "Corajosa!" e com pedidos de "María, nos ajude a voltar!", interrompendo a calma do centro da aprazível capital norueguesa.

Muitos entonavam canções tradicionais com o "cuatro", um instrumento típico venezuelano, e gritavam palavras de ordem por uma "Venezuela livre".

Esta foi sua primeira aparição pública desde janeiro, quando participou de uma marcha em repúdio à posse de Maduro para um novo mandato presidencial.

Ainda não se sabe como ela saiu da Venezuela ou como retornará. A dirigente opositora não quis responder a perguntas em seu breve encontro com seus apoiadores em Oslo.

- 'Lutar por liberdade' -

Mais cedo, no discurso lido por sua filha Ana Corina Sosa Machado durante a cerimônia de premiação desta quarta-feira, a líder opositora venezuelana fez um chamado para "lutar por liberdade".

Por sua vez, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, enviou uma mensagem ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Senhor Maduro: você deve aceitar os resultados eleitorais e renunciar ao cargo", disse Frydnes, interrompido por aplausos do público.

O discurso de Corina Machado evocou "a luta contra uma ditadura brutal", na qual "tentamos de tudo".

A opositora denunciou os "crimes contra a humanidade, documentados pelas Nações Unidas" e um "terrorismo de Estado, usado para enterrar a vontade do povo".

"Se queremos ter democracia, devemos estar dispostos a lutar por liberdade", sustentou.

Dezenas de venezuelanos exilados, aliados políticos de Corina Machado e os presidentes de Argentina, Panamá, Equador e Paraguai viajaram à capital norueguesa para a cerimônia.

Não é a primeira vez que um vencedor do Nobel da Paz não pode comparecer à entrega. Isso já aconteceu com a iraniana Narges Mohammadi (2023), o chinês Liu Xiaobo (2010) e a birmanesa Aung San Suu Kyi (1991).

No mês passado, o procurador-geral da Venezuela declarou à AFP que Corina Machado seria considerada "foragida" caso deixasse o país, onde é acusada de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".

"Não seria do meu agrado que ela fosse detida, eu não ficaria feliz", declarou nesta quarta o presidente americano Donald Trump, em resposta a perguntas de jornalistas na Casa Branca.

Benedicte Bull, professora especialista em América Latina na Universidade de Oslo, destacou que Corina Machado "corre o risco de ser presa se voltar, embora as autoridades tenham mostrado mais moderação com ela do que com muitos outros, porque uma prisão teria um simbolismo muito forte".

Por outro lado, "ela é a líder indiscutível da oposição, mas se permanecer muito tempo no exílio, creio que isso mudará e ela perderá influência política progressivamente", acrescentou.

María Corina Machado passou à clandestinidade depois das eleições presidenciais de julho de 2024, que concederam um terceiro mandato a Nicolás Maduro. Os resultados não foram reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina.

Elogiada por seus esforços em favor da democracia na Venezuela, seus adversários criticam sua afinidade com Trump, a quem dedicou seu Nobel.

M.Matsumoto--JT