The Japan Times - Papa pede 'exame de consciência' às autoridades de Camarões para combater corrupção

EUR -
AED 4.231182
AFN 76.040018
ALL 93.28332
AMD 419.960542
AOA 1057.652191
ARS 1711.458707
AUD 1.643934
AWG 2.073827
AZN 1.960953
BAM 1.952337
BBD 2.312508
BDT 141.778513
BHD 0.432936
BIF 3407.171149
BMD 1.152126
BND 1.473612
BOB 13.633994
BRL 5.849809
BSD 1.148148
BTN 109.45727
BWP 15.655299
BYN 3.33999
BYR 22581.676638
BZD 2.309214
CAD 1.617805
CDF 2621.087293
CHF 0.931898
CLF 0.027053
CLP 1068.193963
CNY 7.778353
CNH 7.781565
COP 3630.085168
CRC 521.479526
CUC 1.152126
CUP 30.531349
CVE 110.071189
CZK 24.204443
DJF 204.458219
DKK 7.475393
DOP 66.612421
DZD 153.121031
EGP 57.960488
ERN 17.281895
ETB 183.477644
FJD 2.553575
FKP 0.854585
GBP 0.856473
GEL 3.012759
GGP 0.854585
GHS 13.422366
GIP 0.854585
GMD 84.68235
GNF 10079.165325
GTQ 8.760575
GYD 240.177101
HKD 9.035303
HNL 30.764563
HRK 7.532716
HTG 150.130865
HUF 363.546597
IDR 20724.448947
ILS 3.51966
IMP 0.854585
INR 109.768614
IQD 1504.125456
IRR 1584317.759414
ISK 141.999892
JEP 0.854585
JMD 181.766793
JOD 0.816815
JPY 180.83793
KES 149.086432
KGS 100.75315
KHR 4645.980752
KMF 491.958073
KRW 1648.894445
KWD 0.356756
KYD 0.956807
KZT 544.057313
LAK 26002.215821
LBP 102821.361766
LKR 385.441323
LRD 207.241496
LSL 18.991261
LTL 3.401929
LVL 0.69691
LYD 7.346002
MAD 10.725814
MDL 20.064671
MGA 4910.311403
MKD 61.464255
MMK 2419.100294
MNT 4140.198973
MOP 9.275407
MRU 46.144549
MUR 54.081118
MVR 17.811624
MWK 1990.877223
MXN 19.963758
MYR 4.717923
MZN 73.632627
NAD 18.991096
NGN 1567.525326
NIO 42.255231
NOK 10.986072
NPR 175.130114
NZD 1.963586
OMR 0.442993
PAB 1.148139
PEN 3.891098
PGK 5.140903
PHP 70.237063
PKR 318.87157
PLN 4.299897
PYG 6845.886481
QAR 4.19721
RON 5.244248
RSD 117.354485
RUB 91.881726
RWF 1685.517545
SAR 4.311981
SBD 9.310454
SCR 16.117074
SDG 691.27601
SEK 10.988786
SGD 1.477625
SLE 28.449336
SOS 656.133304
SRD 43.529064
STD 23846.689499
STN 24.456725
SVC 10.046224
SZL 18.988401
THB 38.419381
TJS 10.597356
TMT 4.043964
TND 3.375357
TRY 54.769495
TTD 7.796205
TWD 37.395143
TZS 3045.742793
UAH 51.245723
UGX 4311.408559
USD 1.152126
UYU 46.197854
UZS 13743.681113
VES 859.136475
VND 30265.78339
VUV 137.160822
WST 3.150479
XAF 654.798361
XAG 0.019762
XAU 0.000284
XCD 3.113679
XCG 2.069239
XDR 0.814359
XOF 654.798361
XPF 119.331742
YER 274.548333
ZAR 18.995566
ZMK 10370.552523
ZMW 21.567837
ZWL 370.984218
Papa pede 'exame de consciência' às autoridades de Camarões para combater corrupção
Papa pede 'exame de consciência' às autoridades de Camarões para combater corrupção / foto: Daniel Beloumou Olomo - AFP

Papa pede 'exame de consciência' às autoridades de Camarões para combater corrupção

Leão XIV enviou nesta quarta-feira (15) uma forte mensagem política às autoridades de Camarões, às quais convidou a fazer um "exame de consciência" para combater a corrupção e os abusos de poder e proteger os direitos humanos.

Tamanho do texto:

O papa americano chegou à capital, Yaoundé, vindo da Argélia, onde o início de sua turnê africana foi prejudicado por um duplo atentado suicida a cerca de 40 quilômetros de Argel e pelas críticas de Donald Trump, que o acusou, entre outras coisas, de ser "terrível em política externa".

Diante das autoridades do país e de seu presidente, Paul Biya, de 93 anos, que governa Camarões com mão de ferro desde 1982, ele pronunciou um discurso de firmeza incomum, pedindo que se "quebrem as correntes da corrupção".

Por sua vez, o presidente Biya afirmou que "o mundo precisa da mensagem de paz" de Leão XIV.

Camarões, que ocupa a 142ª posição entre 182 países no índice da ONG Transparência Internacional, continua enfrentando um alto nível de corrupção, o que alimenta críticas da oposição e de organizações internacionais.

Nos últimos anos, Biya tem multiplicado suas estadias privadas no exterior, onde a oposição o acusa de gastar grandes somas de dinheiro público.

Sua reeleição em outubro de 2025 também foi seguida por manifestações reprimidas com violência.

Diversas organizações da sociedade civil denunciaram na terça-feira “uma fase de repressão sem precedentes”, exigindo a libertação de presos políticos.

"A segurança é uma prioridade, mas deve ser exercida sempre com respeito aos direitos humanos", afirmou o sumo pontífice, que também destacou o papel da sociedade civil, incluindo organizações humanitárias e sindicatos, na "paz social".

- Cantos e bandeiras -

Em um clima de grande entusiasmo, Leão XIV, escoltado por um comboio de segurança, abençoou de um veículo conversível os milhares de fiéis reunidos ao longo de seu trajeto do aeroporto até Yaoundé, entre percussões, bandeiras e sob um sol escaldante.

A recepção foi igualmente calorosa no orfanato católico Ngul Zamba, onde ele aplaudiu os cantos entoados pelas crianças. "Vocês são chamados a um futuro maior do que suas feridas", disse a elas.

"Esperamos que, assim que ele pise em solo camaronês, a guerra pare", disse à AFP Bénédicte Bélinka, vestida com um pano com a imagem do papa.

Tatah Mbuy, um sacerdote da cidade de Bamenda, viajou até a capital para receber Leão, na primeira visita de um papa ao país desde a de Bento XVI em 2009.

"É uma oportunidade de ouro. Todo camaronês espera que o papa venha pregar a paz", afirmou.

Bamenda, no noroeste do país, é o epicentro da insurgência separatista. Essa região anglófona é palco do confronto entre as forças governamentais e grupos separatistas, que já deixou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

Está previsto que o papa viaje para essa região na quinta-feira para realizar uma oração pela paz.

"A visita do papa amolecerá os corações dos extremistas para que possamos encontrar pontos em comum (...) e alcançar uma solução pacífica", afirmou o arcebispo de Bamenda, Andrew Nkea.

Em Camarões, um país da África Central onde cerca de 37% de seus 30 milhões de habitantes são católicos, a Igreja desempenha um papel de mediação e administra uma ampla rede de hospitais, escolas e obras de caridade.

Na segunda-feira, grupos separatistas anunciaram uma trégua de três dias nos combates a partir desta quarta-feira para garantir a segurança da visita do papa à região, onde vive quase 20% da população.

O conflito no país começou em 2017, após a repressão de protestos pacíficos, e opõe os independentistas que proclamaram a "República da Ambazônia" ao governo central.

Civis, encurralados, são vítimas de extorsão, violência, sequestros e assassinatos. Pelo menos 6.000 deles morreram desde 2016, segundo a ONU.

A visita do papa ao país será concluída na sexta-feira em Douala, a capital econômica, onde ele celebrará uma missa em um estádio com capacidade para milhares de pessoas.

A turnê de Leão XIV pela África começou na segunda-feira na Argélia, onde permaneceu por dois dias. O líder de 1,4 bilhão de católicos continuará seu percurso de 18.000 km por Angola e Guiné Equatorial, até 23 de abril.

T.Shimizu--JT