The Japan Times - Denúncias apontam onda de prisões de sacerdotes nos últimos 10 dias na Nicarágua

EUR -
AED 4.095701
AFN 72.480008
ALL 90.882712
AMD 401.805034
ANG 1.995737
AOA 1023.635334
ARS 1721.721299
AUD 1.622157
AWG 2.007127
AZN 1.900047
BAM 1.951697
BBD 2.245579
BDT 138.86805
BGN 1.948955
BHD 0.420772
BIF 3356.362879
BMD 1.115071
BND 1.428792
BOB 13.374482
BRL 6.138357
BSD 1.114956
BTN 104.659009
BWP 15.359741
BYN 3.339105
BYR 21855.38619
BZD 2.242466
CAD 1.573756
CDF 2586.964483
CHF 0.914881
CLF 0.027698
CLP 1090.127033
CNY 7.444774
CNH 7.440667
COP 3625.685911
CRC 505.646021
CUC 1.115071
CUP 26.76054
CVE 110.842372
CZK 24.346956
DJF 198.170808
DKK 7.480457
DOP 67.740985
DZD 152.081196
EGP 59.957114
ERN 16.726061
ETB 179.75372
FJD 2.514764
FKP 0.826997
GBP 0.834821
GEL 2.893653
GGP 0.826997
GHS 13.029646
GIP 0.826997
GMD 83.077063
GNF 9876.743229
GTQ 8.520088
GYD 233.749058
HKD 8.744552
HNL 30.190584
HRK 7.547925
HTG 146.132606
HUF 363.51345
IDR 20192.258205
ILS 3.552538
IMP 0.826997
INR 104.869336
IQD 1688.217076
IRR 2108992.359359
ISK 136.919964
JEP 0.826997
JMD 176.947992
JOD 0.790629
JPY 176.744329
KES 144.903869
KGS 97.510486
KHR 4549.488945
KMF 492.86165
KPW 1003.563608
KRW 1520.737678
KWD 0.346765
KYD 0.929309
KZT 499.776184
LAK 25094.667032
LBP 99854.583719
LKR 370.763872
LRD 189.90075
LSL 18.465996
LTL 3.292514
LVL 0.674496
LYD 7.170329
MAD 10.880307
MDL 19.93044
MGA 5123.750363
MKD 61.556144
MMK 2341.596043
MNT 4016.453808
MOP 9.000882
MRU 44.882019
MUR 52.442198
MVR 17.176258
MWK 1936.878232
MXN 20.768572
MYR 4.528864
MZN 71.257178
NAD 18.465992
NGN 1502.23485
NIO 40.823159
NOK 10.548462
NPR 167.454215
NZD 2.010586
OMR 0.428348
PAB 1.115031
PEN 3.838635
PGK 5.008941
PHP 70.369926
PKR 308.456482
PLN 4.399568
PYG 6968.50605
QAR 4.062245
RON 5.343646
RSD 117.7359
RUB 91.352798
RWF 1644.729318
SAR 4.18675
SBD 8.974739
SCR 15.631155
SDG 670.719139
SEK 11.033072
SGD 1.430194
SHP 0.835103
SLE 25.591287
SLL 23382.48045
SOS 637.267002
SRD 41.908265
STD 23079.712667
STN 24.8382
SVC 9.75549
SYP 14498.149201
SZL 18.465983
THB 37.411034
TJS 10.285553
TMT 3.902748
TND 3.329048
TOP 2.684822
TRY 55.9111
TTD 7.561104
TWD 36.546782
TZS 2946.578434
UAH 50.509358
UGX 4560.432794
USD 1.115071
UYU 44.855697
UZS 13380.84906
VES 999.456181
VND 28526.296796
VUV 133.26585
WST 3.098241
XAF 655.957
XAG 0.021465
XAU 0.000274244363
XCD 3.013535
XCG 2.009331
XDR 0.788413
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.853652
ZAR 18.419263
ZMK 10036.978597
ZMW 22.65679
ZWL 359.052318
SSP 6406.300033
MXV 2.336546
Denúncias apontam onda de prisões de sacerdotes nos últimos 10 dias na Nicarágua
Denúncias apontam onda de prisões de sacerdotes nos últimos 10 dias na Nicarágua / foto: Ezequiel Becerra - AFP/Arquivos

Denúncias apontam onda de prisões de sacerdotes nos últimos 10 dias na Nicarágua

Ao menos 11 sacerdotes foram presos desde 20 de dezembro na Nicarágua, incluindo um bispo, em meio a uma forte tensão entre a Igreja Católica e o governo do presidente Daniel Ortega, segundo ativistas humanitários, opositores e veículos de imprensa nicaraguenses no exílio.

Tamanho do texto:

De acordo com essas fontes, entre os últimos presos estão os monsenhores Silvio Fonseca, vigário da família da Arquidiocese de Manágua; Miguel Mántica, da igreja de São Francisco, também na capital; e Marcos Díaz, da diocese de León (noroeste).

Também foram detidos os sacerdotes Gerardo Rodríguez, Mykel Monterrey e Raúl Zamora, que prestam serviços religiosos em igrejas de Manágua, noticiaram veículos de imprensa nicaraguenses editados na Costa Rica.

Estas detenções se somam às do bispo Isidoro Mora e de dois seminaristas em 20 de dezembro, às quais se seguiram, na última semana, as do vigário-geral de Manágua, Carlos Avilés, e dos sacerdotes Héctor Treminio, Fernando Calero e Pablo Villafranca.

A lista dos 11 detidos foi entregue à AFP pela advogada Martha Molina, especialista em temas da Igreja nicaraguense, exilada nos Estados Unidos.

Nem o governo, nem a polícia da Nicarágua se manifestaram sobre as denúncias até o momento.

Na quarta-feira passada, a vice-presidente e primeira-dama, Rosario Murillo, chamou de "diabos" os religiosos que, segundo ela, semeiam o "ódio" no país.

- Caçada feroz -

O bispo Silvio Báez, que saiu da Nicarágua em 2019, denunciou a "perseguição" contra a Igreja e pediu solidariedade aos bispos do mundo.

"A ditadura sandinista desatou esta semana uma caçada feroz contra os sacerdotes, levando para a prisão vários deles, que vêm se somar aos dois bispos que já estão presos", disse na rede social X (antigo Twitter).

Báez pediu às conferências episcopais do mundo que não "abandonem" a Igreja da Nicarágua, "se solidarizem e ergam sua voz, denunciando esta perseguição da ditadura".

O salvadorenho-espanhol José María Tojeira, porta-voz dos jesuítas na América Central, disse no X que os "perseguidores" da Igreja sempre acabam fracassando.

"Ao atingir a Igreja, não fazem mais que cavar sua própria destruição", assegurou.

A ordem jesuíta foi fechada em agosto na Nicarágua e sua universidade foi confiscada pelo governo.

Veículos como La Prensa, Confidencial e 100% Noticias, editados na Costa Rica, citaram em sua denúncia fontes eclesiásticas, as advogadas Molina e Yonarqui Martínez, e a ativista dos direitos humanos Haydée Castillo, todas no exílio.

- 'Desaparecimento forçado' -

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) condenou, na quinta-feira, o "desaparecimento forçado" do bispo Mora e a "nova onda de detenções de religiosos" na Nicarágua.

Com Mora, de 53 anos, agora são dois os bispos detidos.

Rolando Álvarez, de 57 anos, foi condenado em 10 de fevereiro a 26 anos de prisão por traição à pátria, propagação de notícias falsas e desacato, um dia depois de se recusar a partir para os Estados Unidos juntamente com 222 opositores presos expulsos.

Álvarez preferiu a prisão ao exílio e não estava incluído entre os 12 sacerdotes libertados em outubro e enviados a Roma após um acordo do governo com o Vaticano.

A relação entre a Igreja e o governo se deteriorou em meio aos protestos de 2018, depois que Ortega acusou religiosos de apoiarem os opositores no que considerou uma tentativa de golpe de Estado.

Os protestos deixaram mais de 300 mortos, segundo dados da ONU.

Uma investigação de Molina sustenta que, desde 2018, houve 740 ataques contra a Igreja e que 176 sacerdotes e religiosas foram expulsos, desterrados ou proibidos de entrar no país.

S.Fujimoto--JT