The Japan Times - Guerra alimenta esperança de ex-colonos israelenses voltarem a Gaza

EUR -
AED 4.120404
AFN 72.927976
ALL 90.61102
AMD 405.008331
ANG 2.008071
AOA 1028.838576
ARS 1736.149261
AUD 1.600185
AWG 2.019531
AZN 1.902021
BAM 1.949582
BBD 2.259394
BDT 139.664576
BGN 1.961
BHD 0.423553
BIF 3351.909956
BMD 1.121962
BND 1.434027
BOB 13.601621
BRL 6.120077
BSD 1.121822
BTN 106.111585
BWP 15.40188
BYN 3.347325
BYR 21990.451181
BZD 2.256204
CAD 1.566466
CDF 2597.341285
CHF 0.917826
CLF 0.027517
CLP 1083.085532
CNY 7.483265
CNH 7.479682
COP 3622.960491
CRC 509.59069
CUC 1.121962
CUP 26.923136
CVE 109.914456
CZK 24.281104
DJF 199.762908
DKK 7.474964
DOP 67.367251
DZD 152.741328
EGP 60.523781
ERN 16.829427
ETB 184.123231
FJD 2.516782
FKP 0.833659
GBP 0.832804
GEL 2.922683
GGP 0.833659
GHS 13.052373
GIP 0.833659
GMD 83.580612
GNF 9940.581708
GTQ 8.57266
GYD 235.0404
HKD 8.801661
HNL 30.151779
HRK 7.594571
HTG 146.969968
HUF 362.939493
IDR 20253.598225
ILS 3.552299
IMP 0.833659
INR 105.976079
IQD 1700.676136
IRR 2113112.379791
ISK 136.59849
JEP 0.833659
JMD 177.820021
JOD 0.795514
JPY 177.696064
KES 145.73166
KGS 98.114772
KHR 4561.411909
KMF 494.785097
KPW 1009.765572
KRW 1507.810091
KWD 0.348762
KYD 0.934819
KZT 507.022982
LAK 25256.451125
LBP 100456.918812
LKR 373.279522
LRD 190.701806
LSL 18.465609
LTL 3.312862
LVL 0.678663
LYD 7.19306
MAD 10.958451
MDL 20.119833
MGA 5066.840631
MKD 61.552081
MMK 2355.946016
MNT 4040.693261
MOP 9.06489
MRU 45.632873
MUR 52.451665
MVR 17.33993
MWK 1945.196303
MXN 20.838756
MYR 4.539567
MZN 71.704527
NAD 18.465609
NGN 1508.948597
NIO 41.278353
NOK 10.413556
NPR 169.783815
NZD 1.993518
OMR 0.431359
PAB 1.121922
PEN 3.871951
PGK 5.034057
PHP 70.693134
PKR 310.317224
PLN 4.391072
PYG 6802.305817
QAR 4.089856
RON 5.339303
RSD 117.608484
RUB 91.579752
RWF 1650.742742
SAR 4.214469
SBD 9.03372
SCR 15.431268
SDG 674.857156
SEK 10.968394
SGD 1.432482
SHP 0.836473
SLE 25.704023
SLL 23526.982794
SOS 641.180837
SRD 42.145393
STD 23222.343924
STN 24.422654
SVC 9.815695
SYP 14587.746904
SZL 18.456139
THB 37.47857
TJS 10.348596
TMT 3.938086
TND 3.343437
TOP 2.701414
TRY 56.151723
TTD 7.604747
TWD 36.957727
TZS 2970.256953
UAH 51.086872
UGX 4605.312555
USD 1.121962
UYU 45.106146
UZS 13338.460453
VES 1002.774733
VND 28814.783799
VUV 134.248442
WST 3.1226
XAF 655.957
XAG 0.021283
XAU 0.000271871444
XCD 3.032158
XCG 2.021752
XDR 0.793285
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.979318
ZAR 18.383759
ZMK 10099.005166
ZMW 22.75144
ZWL 361.27124
SSP 6446.250014
MXV 2.345042
Guerra alimenta esperança de ex-colonos israelenses voltarem a Gaza
Guerra alimenta esperança de ex-colonos israelenses voltarem a Gaza / foto: HAZEM BADER - AFP/Arquivos

Guerra alimenta esperança de ex-colonos israelenses voltarem a Gaza

A guerra contra o Hamas faz com que ex-colonos israelenses de Gaza, apoiados por parte da opinião pública de Israel, alimentem a esperança de que pode ter chegado a hora de "voltar para lá".

Tamanho do texto:

Em 11 de setembro de 2005, Israel concluiu a retirada unilateral, determinada pelo governo chefiado então por Ariel Sharon, de suas tropas e dos 8.000 colonos que viviam na Faixa de Gaza.

As imagens de israelenses saindo de suas moradias, inconsoláveis, de soldados chorando ao lado daqueles a quem expulsavam após 32 anos de presença civil no território, de retroescavadeiras destruindo casas e palestinos incendiando sinagogas ficaram gravadas na memória coletiva dos israelenses.

Dezoito anos depois, Zevouloun Kalfa, personalidade da colônia Atzmona, lembra daquela época com saudade.

"Pedíamos carona para ir a Shejayya (um dos principais bairros de Gaza), sem armas, sem nada, apenas para fazer compras ou ir ao dentista", recorda o israelense de 61 anos, lamentando que seus antigos "vizinhos de Gaza" tenham permitido "que o Hamas pusesse ódio na mamadeira de seus filhos".

Para ele, a colonização e a dominação dos palestinos não existe. No máximo, admite um sentimento surgido do "palavrório e das promessas de Oslo", os acordos diplomáticos de 1993, que deviam levar à criação de um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza.

Nenhuma autoridade israelense mencionou que a possível incursão terrestre na Faixa de Gaza teria como objetivo voltar a ocupar militarmente, menos ainda de forma civil, o território palestino.

Mas para Kalfa, que atualmente administra o kibutz Saad, fronteiriço com Gaza e atingido pelo ataque do Hamas, em 7 de outubro, que desencadeou uma guerra sangrenta entre Israel e o movimento islamita palestino, "não pode ser mais perigoso que nossas famílias estejam em Gaza do que perto de Gaza".

Na saída do kibutz Saad, Yitzhak Amitai, rabino e figura da colonização em Gaza, armado e vestindo uniforme, apesar da idade, também faz um "convite a vir cobrir, com a ajuda de Deus", o retorno próximo de sua família a Gaza.

- "Prontos" -

Elad, um soldado de 50 anos que cresceu em Gaza e hoje mora em uma colônia da Cisjordânia ocupada, diz que luta para "voltar a Gaza, onde há praias melhores que as de Israel".

Zevouloun Kalfa se mostra mais prudente sobre o cenário hipotético de uma volta a Gaza, embora acrescente que a tomada, em 1967, de Jerusalém oriental, após a guerra dos Seis Dias, não fazia parte dos planos de Israel na época.

"Temos filhos e netos que sonham voltar para lá um dia. O governo decide, estamos prontos", afirma.

"Como dissemos já em 2014 (durante a última incursão armada israelense), a única solução é uma incursão terrestre, uma limpeza completa do Hamas e o restabelecimento da autoridade israelense" no território palestino de 2,4 milhões de habitantes, acrescenta o israelense.

Este argumento está ganhando força em uma opinião pública israelense traumatizada com os últimos acontecimentos - mais de 1.400 pessoas morreram do lado israelense desde o início da guerra - e que apoia maciçamente, segundo as pesquisas, até mesmo dentro da esquerda, a continuação da ofensiva contra o Hamas até sua destruição.

Segundo o movimento islamita palestino, desde o início dos bombardeios que os israelenses lançaram em represália, mais de 6.500 palestinos morreram, a grande maioria civis.

Esta inclinação das opiniões políticas para a direita, enquanto o governo do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, já era considerado antes da guerra um dos mais à direita da História de Israel, está revitalizando os nostálgicos de Gush Katif, nome dado ao bloco de assentamentos na Faixa de Gaza.

Na entrada de Jerusalém, cerca de 15 cartazes proclamam "Voltamos a Gaza" e fazem referência a uma plataforma de arrecadação de fundos para a colonização.

O popular cantor israelense Hanan Ben Ari incentivou as tropas em frente a uma base militar, cantando "Voltamos a Gush Katif" e "Estamos criando a praia de Nova na praia de Gaza", nome da festa rave que terminou no massacre de mais de 260 pessoas em 7 de outubro.

A música e a hashtag "praia Nova" viralizaram.

T.Ueda--JT