The Japan Times - Borja Iglesias, o atacante espanhol que 'não tem papas na língua'

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Borja Iglesias, o atacante espanhol que 'não tem papas na língua'
Borja Iglesias, o atacante espanhol que 'não tem papas na língua' / foto: Florencia Tan Jun - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Borja Iglesias, o atacante espanhol que 'não tem papas na língua'

Atacante à moda antiga e defensor das minorias, Borja Iglesias nada contra a corrente no futebol, um novo fôlego na seleção espanhola, apesar de ser o jogador mais velho. "Não tenho papas na língua", diz ele em entrevista à AFP.

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A Espanha encerrou seu último treino na Baylor School (Chattanooga) antes de viajar para Guadalajara para enfrentar o Uruguai na sexta-feira (26), pela terceira rodada da Copa do Mundo.

Iglesias, de 33 anos, que busca comemorar seu primeiro gol após oito jogos pela seleção, está aproveitando ao máximo o torneio.

"A verdade é que eu não tinha chegado a me ver nem a me imaginar aqui até esses meses anteriores ao Mundial", confessa o jogador do Celta de Vigo.

Pergunta: Como você lida com a paciência sabendo que, a qualquer momento, uma partida pode se complicar e a Espanha vai precisar do seu perfil em campo?

Resposta: "É complexo conviver com essa paciência, a sensação de participar ou não em função do cenário... Obviamente é algo que não depende do jogador, então tento estar preparado sobretudo mentalmente, a qualquer momento pode ser a minha vez".

P: Há alguns meses uma reportagem sobre você intitulada 'Um óvni do futebol com as unhas pintadas' deu o que falar. Você gostou?

R: "Está bem, obviamente pela parte que me diz respeito e, muitas vezes, pelos estereótipos que se formam, eu gosto. Mas a realidade é que acho que o jogador de futebol em si não é um estereótipo, há muitos tipos de pessoas, muitas formas de entender nossa profissão, nossa vida, e a verdade é que acho que cada vez mais tenho afinidade com gente menos estereotipada".

P: Por que você acha que as pessoas o veem como alguém diferente?

R: "Entendo que é porque eu não tenho papas na língua e, às vezes, acho que temos muito medo de expor o que pensamos por causa da repercussão que isso possa ter. Eu também tinha esse medo e chegou um ponto em que percebi que não acontece nada de mais se você mostra o que pensa".

P: Como você perdeu o medo de mostrar o que realmente pensava?

R: "Na verdade, foi um processo de tentativa e erro, ir experimentando, porque a vontade de falar era maior do que a de ficar calado, porque eu sentia que, pessoalmente, me fazia melhor dizer o que pensava e ser como sou".

P: Você se considera o atacante de todas as lutas?

R: "De todas não... Eu não teria força para tudo (risos), mas a verdade é que, se vejo algo de que não gosto ou que considero injusto, sim, tento contribuir com algo a partir do meu ponto de vista, pela repercussão e pela capacidade que temos na nossa profissão".

P: Quais são as lutas que mais o tocam?

R: "Sempre defendi os direitos humanos, o respeito e a inclusão. É assim que eu entendo a convivência e a sociedade, é o mínimo que devemos ter".

P: O assassinato de George Floyd, asfixiado por um policial em Minneapolis em 2020, levou você a pintar as unhas de preto como forma de solidariedade.

R: "Já expliquei isso algumas vezes, também não foi realmente para reivindicar nada de fora, e sim como uma forma de ter um alerta físico, visual... Muitas vezes temos pensamentos sexistas, machistas, racistas e homofóbicos pré-estabelecidos. Servia para você perceber um pouco, naquele momento era algo muito visual. Tento fazer isso continuamente de maneira mental e gosto porque acredito que, pouco a pouco, você vai construindo a pessoa que quer ser".

P: Para além do futebol, como você percebe disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos na era de Donald Trump?

R: "No fim das contas, eu vim para estar com a minha seleção jogando uma Copa do Mundo, mas a realidade é que acontecem coisas que não me agradam, mas também acontecem na Espanha, é algo com que convivemos e acredito que, a partir da nossa posição e da nossa forma de entender a vida e vivê-la, se somarmos forças para que isso não aconteça, pouco a pouco as coisas vão melhorar, esse é um pouco o meu pensamento. Obviamente, eu adoraria mudar muitas outras coisas, mas não é fácil".

P: Outro dos temas com os quais você mais se envolveu é a luta contra a homofobia.

R: "Acho que é um pouco a luta pela inclusão, por entender que cada um pode ser quem quiser ser. Você pode gostar de quem for, pode se deitar com quem quiser e acredito que, não estou falando nada de estranho, isso deveria ser o normal".

M.Sugiyama--JT