The Japan Times - EUA volta a atacar Irã após Trump prometer forte retaliação

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EUA volta a atacar Irã após Trump prometer forte retaliação

EUA volta a atacar Irã após Trump prometer forte retaliação

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), após a promessa do presidente Donald Trump de atacar "com muita força" a república islâmica.

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Embora Trump tenha ordenado a retaliação contra Teerã pelos ataques a navios no Estreito de Ormuz, também disse que espera que a nova investida de bombardeios termine em breve e deixou a porta aberta para novas conversas.

As forças americanas "começaram a realizar ataques adicionais contra o Irã para reduzir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", afirmou o Comando Central dos Estados Unidos no X.

Washington "responsabiliza o Irã pela recente agressão injustificada contra o transporte comercial", indicou.

A agência de notícias iraniana Irna informou que explosões foram ouvidas nas cidades portuárias de Bandar Abbas, Konarak e Chabahar.

"Isto é uma represália pelo bombardeio de navios de ontem por parte do Irã. Se voltar a acontecer, será muito pior", escreveu Trump nas redes sociais ao lado de uma imagem de um aparente bombardeio em um local iraniano.

Antes de ordenar os ataques, o presidente americano havia dito que o cessar-fogo com o Irã estava encerrado. Os mediadores Paquistão e Catar pediram uma desescalada, assim como as Nações Unidas.

O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico no conflito do Oriente Médio, que começou no fim de fevereiro com ataques americanos e israelenses que mataram Ali Khamenei, então líder supremo do Irã.

Teerã quer controlar essa via marítima crucial por meio da cobrança de taxas e advertiu que atacará navios que não respeitarem os corredores autorizados.

Desde junho, a república islâmica está em negociações com Washington para encontrar uma solução duradoura para a guerra.

Os bombardeios atribuídos ao Irã contra pelo menos três embarcações nos últimos dias desencadearam uma ofensiva americana contra alvos iranianos na terça-feira. Teerã respondeu atacando países do Golfo, aliados de Washington.

"No que diz respeito a mim, acabou", declarou Trump nesta quarta-feira, durante a cúpula da Otan na Turquia, ao ser questionado se a trégua com o Irã ainda permanecia em vigor.

Além disso, advertiu: "Esta noite vamos atacá-los com força" e, mais tarde, afirmou que esperava que os confrontos terminassem rapidamente.

Suas declarações impulsionaram os preços do petróleo e o barril de Brent do Mar do Norte saltou 5,21%, para 78,02 dólares. Ao longo do dia, chegou inclusive a superar a barreira dos 80 dólares, algo que não ocorria havia mais de duas semanas.

- "Reduzir a escalada" -

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou as partes a "adotarem medidas imediatas para reduzir a escalada" e a retomarem o diálogo.

O Irã informou que seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o primeiro-ministro do Catar conversaram por telefone nesta quarta-feira e "ressaltaram a importância de usar os meios diplomáticos para resolver os problemas regionais".

Segundo a agência estatal Irna, um membro da Guarda Revolucionária morreu. O Ministério das Relações Exteriores disse que locais de monitoramento e observação haviam sido atingidos na costa sul.

Pelo menos oito efetivos das Forças Armadas iranianas morreram nos ataques dos Estados Unidos, informou a imprensa estatal.

O comando americano no Oriente Médio (Centcom) afirmou que suas forças atacaram mais de 80 alvos, entre eles sistemas de defesa antiaérea iranianos, instalações de radar costeiro e 60 embarcações leves da Guarda Revolucionária.

Os bombardeios tinham como objetivo imediatamente "degradar a capacidade do Irã de continuar atacando o comércio internacional que transita por essa rota estratégica para o comércio mundial", afirmou.

- "O fantasma da guerra voltou" -

 

Nawal Saad, uma funcionária do Bahrein, expressou sua angústia após acordar com os alertas antiaéreos.

"O fantasma da guerra volta a pairar sobre nós", lamentou.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de cometerem "graves" violações do acordo entre ambos os países, incluindo a reimposição de sanções ao petróleo iraniano.

Washington revogou as isenções que permitiam determinadas vendas de petróleo enquanto continuam as negociações sobre um acordo definitivo para o conflito.

"As ações do Irã no estreito foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências", declarou a um funcionário americano à AFP.

A Organização Marítima Internacional (OMI) informou nesta quarta-feira que cerca de 6 mil marinheiros permanecem bloqueados no Golfo devido ao conflito no Oriente Médio e condenou a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.

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M.Saito--JT