The Japan Times - Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50%

EUR -
AED 4.339975
AFN 76.814055
ALL 96.492679
AMD 444.535927
ANG 2.115423
AOA 1083.663344
ARS 1692.015434
AUD 1.685082
AWG 2.130101
AZN 2.013663
BAM 1.954639
BBD 2.37329
BDT 144.104396
BGN 1.984592
BHD 0.444236
BIF 3491.925652
BMD 1.181748
BND 1.500509
BOB 8.142163
BRL 6.165657
BSD 1.1783
BTN 106.731597
BWP 15.599733
BYN 3.385189
BYR 23162.260663
BZD 2.369792
CAD 1.617282
CDF 2599.846012
CHF 0.916635
CLF 0.025765
CLP 1017.355497
CNY 8.200091
CNH 8.189295
COP 4371.90291
CRC 584.152989
CUC 1.181748
CUP 31.316322
CVE 110.199537
CZK 24.230684
DJF 209.825355
DKK 7.471252
DOP 74.365824
DZD 153.099053
EGP 55.224195
ERN 17.72622
ETB 183.179684
FJD 2.611077
FKP 0.868124
GBP 0.867943
GEL 3.184858
GGP 0.868124
GHS 12.949308
GIP 0.868124
GMD 86.268024
GNF 10342.855918
GTQ 9.037631
GYD 246.523555
HKD 9.234002
HNL 31.12551
HRK 7.534948
HTG 154.358305
HUF 377.809361
IDR 19918.953296
ILS 3.676034
IMP 0.868124
INR 107.038538
IQD 1543.583048
IRR 49781.134392
ISK 145.012752
JEP 0.868124
JMD 184.420447
JOD 0.837906
JPY 185.77138
KES 151.999706
KGS 103.344316
KHR 4755.17523
KMF 495.152823
KPW 1063.561382
KRW 1729.84719
KWD 0.363045
KYD 0.981917
KZT 582.993678
LAK 25320.958308
LBP 105522.815101
LKR 364.543446
LRD 221.518409
LSL 19.009707
LTL 3.489395
LVL 0.714828
LYD 7.461568
MAD 10.817274
MDL 20.090066
MGA 5230.892634
MKD 61.603405
MMK 2481.227493
MNT 4216.320453
MOP 9.482267
MRU 46.591323
MUR 54.43176
MVR 18.258453
MWK 2043.186263
MXN 20.401229
MYR 4.664955
MZN 75.33688
NAD 19.009707
NGN 1615.426317
NIO 43.36424
NOK 11.451852
NPR 170.770555
NZD 1.97898
OMR 0.453131
PAB 1.1783
PEN 3.964645
PGK 5.052998
PHP 69.145302
PKR 329.485672
PLN 4.218238
PYG 7785.375166
QAR 4.294849
RON 5.093811
RSD 117.310313
RUB 90.746093
RWF 1719.778381
SAR 4.430064
SBD 9.522701
SCR 16.366678
SDG 710.825762
SEK 10.663153
SGD 1.504252
SHP 0.886617
SLE 28.894177
SLL 24780.663673
SOS 672.200685
SRD 44.691391
STD 24459.797516
STN 24.485455
SVC 10.309876
SYP 13069.630436
SZL 19.00571
THB 37.266468
TJS 11.040741
TMT 4.142027
TND 3.41737
TOP 2.845365
TRY 51.538989
TTD 7.97926
TWD 37.331853
TZS 3045.890616
UAH 50.612034
UGX 4192.509477
USD 1.181748
UYU 45.542946
UZS 14469.404578
VES 446.683163
VND 30666.360419
VUV 140.844072
WST 3.227011
XAF 655.567566
XAG 0.015204
XAU 0.000238
XCD 3.193733
XCG 2.123638
XDR 0.815316
XOF 655.567566
XPF 119.331742
YER 281.732962
ZAR 18.960639
ZMK 10637.154271
ZMW 21.945963
ZWL 380.522372
Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50%
Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50% / foto: PEDRO LADEIRA - AFP/Arquivos

Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 10,50%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou, nesta quarta-feira (8), sua taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 10,50%, reduzindo o ritmo no atual ciclo de baixa, devido a um processo desinflacionário "mais lento" e um cenário global "desafiador".

Tamanho do texto:

Este é o sétimo corte consecutivo da Selic, em meio a mudanças na política fiscal e a um ambiente externo "mais adverso", indicou o Copom em comunicado.

A taxa de juros, anunciada pelo Copom após uma reunião de dois dias, está agora no nível mais baixo desde fevereiro de 2022, quando era de 9,25%.

A menor magnitude do corte é uma má notícia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, desde a sua chegada ao poder, tem pressionado por uma queda acelerada para impulsionar o crescimento econômico.

Lula tem insistido no tema porque a política de taxas altas implementada para controlar os preços encarece o crédito e desestimula o consumo e o investimento.

"A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação desancoradas e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária", indicou o Copom.

Com a Selic a 10,50%, o Brasil continua em segundo lugar no ranking global das maiores taxas de juros reais (descontando a inflação projetada para 12 meses), atrás apenas da Rússia, segundo o site MoneYou.

- Mudança de ritmo -

A decisão expôs divisões entre as autoridades do Copom sobre a moderação do ritmo dos cortes, com cinco votos a favor e quatro contra.

No entanto, o comitê não divulgou estimativas sobre seu próximo passo, como é habitual.

O mercado estava dividido às vésperas da decisão, embora a maioria esperasse um ajuste de 0,25 ponto percentual, entre 118 instituições financeiras pesquisadas pelo jornal econômico Valor.

O corte anterior da Selic foi em março, quando o Copom diminuiu a taxa em 0,5 ponto percentual, para 10,75%.

Até agora, esse havia sido o ritmo constante dos cortes desde o início do ciclo em agosto de 2023, com a Selic a 13,75%.

Mas a situação fiscal no Brasil e as dúvidas das autoridades das economias desenvolvidas sobre o rumo da inflação global aumentaram as incertezas.

O presidente do Banco Central (BCB), Roberto Campos Neto, havia alertado em um discurso no mês passado para uma revisão das ações implementadas pelo Copom, ao indicar que a entidade faria "o que fosse necessário" para manter a inflação alinhada com suas expectativas.

Lula, no entanto, considera que a inflação, em 3,93% a.a. até março, está controlada e, portanto, não justifica o alto nível da Selic.

O mercado prevê uma alta nos preços ao consumidor de 3,72% no final deste ano, segundo a pesquisa Focus do BCB.

Embora o número esteja dentro da meta, o Copom destacou uma tendência de alta nas expectativas de inflação subjacente.

O mercado espera uma Selic de 9,63% no final de 2024, uma expectativa em alta em relação ao mês passado (9%), segundo o boletim Focus.

- Incerteza doméstica e exterior -

No cenário doméstico, "o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado maior dinamismo do que o esperado", indicou o Copom.

Analistas alertaram sobre um reaquecimento do mercado de trabalho que pressiona a inflação, em particular, no setor de serviços.

Além disso, ponderou os riscos sobre mudanças recentes na política fiscal, após a postergação da meta de déficit zero pelo governo.

No ambiente externo, o BCB prevê adversidades pela "incerteza elevada e persistente referente ao início da flexibilização de política monetária nos Estados Unidos e à velocidade com que se observará a queda da inflação de forma sustentada em diversos países".

Dias atrás, o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) condicionou o cenário, ao deixar sua taxa de referência na faixa entre 5,25% e 5,50%.

M.Yamazaki--JT