The Japan Times - Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola

EUR -
AED 4.373597
AFN 78.008519
ALL 96.439056
AMD 449.22804
ANG 2.131814
AOA 1092.059999
ARS 1672.016311
AUD 1.673583
AWG 2.146606
AZN 2.029311
BAM 1.9576
BBD 2.399816
BDT 145.753984
BGN 1.99997
BHD 0.44893
BIF 3531.461107
BMD 1.190905
BND 1.508493
BOB 8.233845
BRL 6.189728
BSD 1.1915
BTN 107.87779
BWP 15.631435
BYN 3.423061
BYR 23341.732788
BZD 2.396313
CAD 1.61077
CDF 2631.899639
CHF 0.913394
CLF 0.025807
CLP 1019.009883
CNY 8.230164
CNH 8.230771
COP 4367.595476
CRC 589.644504
CUC 1.190905
CUP 31.558975
CVE 110.370164
CZK 24.254084
DJF 212.175933
DKK 7.4722
DOP 74.678962
DZD 154.131262
EGP 55.72299
ERN 17.863571
ETB 184.962803
FJD 2.603139
FKP 0.87141
GBP 0.871956
GEL 3.202936
GGP 0.87141
GHS 13.112494
GIP 0.87141
GMD 87.531244
GNF 10459.658912
GTQ 9.137707
GYD 249.28753
HKD 9.307486
HNL 31.486076
HRK 7.53521
HTG 156.294329
HUF 378.210499
IDR 19982.190533
ILS 3.671249
IMP 0.87141
INR 107.876924
IQD 1560.84135
IRR 50166.862111
ISK 145.028529
JEP 0.87141
JMD 186.42215
JOD 0.844359
JPY 182.986133
KES 153.579467
KGS 104.144829
KHR 4802.434781
KMF 493.513806
KPW 1071.817896
KRW 1734.427675
KWD 0.365405
KYD 0.992929
KZT 586.218724
LAK 25588.629672
LBP 106697.729402
LKR 368.680456
LRD 222.22174
LSL 18.981028
LTL 3.516432
LVL 0.720366
LYD 7.511937
MAD 10.86255
MDL 20.165622
MGA 5274.871049
MKD 61.644304
MMK 2501.075503
MNT 4252.155365
MOP 9.59446
MRU 46.837415
MUR 54.400757
MVR 18.399084
MWK 2066.007843
MXN 20.444739
MYR 4.674339
MZN 76.09937
NAD 18.981267
NGN 1614.224183
NIO 43.850493
NOK 11.303663
NPR 172.599386
NZD 1.965981
OMR 0.457909
PAB 1.191505
PEN 4.000978
PGK 5.11172
PHP 69.588732
PKR 333.318701
PLN 4.219851
PYG 7842.241873
QAR 4.343238
RON 5.091238
RSD 117.3946
RUB 92.209291
RWF 1739.60643
SAR 4.467068
SBD 9.596487
SCR 16.486124
SDG 716.327147
SEK 10.553488
SGD 1.504468
SHP 0.893487
SLE 28.99814
SLL 24972.675949
SOS 680.9288
SRD 45.123225
STD 24649.323569
STN 24.522645
SVC 10.425627
SYP 13170.900099
SZL 18.962511
THB 37.104422
TJS 11.182455
TMT 4.180076
TND 3.432671
TOP 2.867413
TRY 51.968349
TTD 8.081565
TWD 37.471224
TZS 3079.267596
UAH 51.315287
UGX 4236.036238
USD 1.190905
UYU 45.693538
UZS 14679.555751
VES 458.248721
VND 30876.587041
VUV 142.671057
WST 3.231748
XAF 656.5633
XAG 0.014469
XAU 0.000236
XCD 3.218479
XCG 2.14741
XDR 0.816554
XOF 656.5633
XPF 119.331742
YER 283.822334
ZAR 18.944019
ZMK 10719.570151
ZMW 22.667933
ZWL 383.470838
Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola
Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola / foto: Aris MESSINIS - AFP

Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola

Os jovens do kibutz Beeri, devastado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro, retornaram à escola. Mas não há nada de normal neste novo ano letivo para esses garotos traumatizados, que enterraram seus entes queridos.

Tamanho do texto:

"Havia 17 alunos na minha turma. Restam apenas 15, porque dois morreram", disse Lotan Ron, de 15 anos, à AFP.

No nível superior, há apenas dez estudantes, porque três foram feitos reféns, e dois morreram.

O kibutz de Beeri, a menos de cinco quilômetros a leste da fronteira com a Faixa de Gaza, foi devastado por comandos do grupo islamista palestino. Dos 1.200 habitantes, pelo menos 85 pessoas morreram ali, e outras 30 foram feitas reféns.

Os sobreviventes foram evacuados, assim como todos os residentes das áreas atacadas. Há mais de um mês, os moradores de Beeri vivem em hotéis próximos ao Mar Morto, a mais de 100 quilômetros de casa.

No dia 8 de novembro, os alunos do ensino médio começaram a retornar às aulas, em edifícios pré-fabricados transformados em salas de aula, perto de seu alojamento temporário.

"Não é uma escola normal. Até os professores estão profundamente traumatizados", diz Ron, de bermuda e chinelo.

"Os professores, os psicólogos, ninguém tinha vivido algo assim antes, e ninguém sabe realmente o que fazer com a gente", afirma.

- Terapia -

As aulas não duram mais de três horas por dia. Estudam matemática, literatura, mas, acima de tudo, passam muito tempo conversando.

"Estamos tentando aprender, mas ninguém consegue se concentrar", continua o menino.

Para esse adolescente, que se sente "vazio", a "verdadeira terapia" é encontrar seus amigos. Cinco deles morreram.

"Durante o funeral de um amigo, me perguntei por que não estava vendo outro amigo meu, e então percebi que ele também estava morto", recorda.

Segundo as autoridades, mais de 1.200 pessoas, a maioria civis, morreram em solo israelense no ataque do grupo islamista palestino, sem precedentes em sua escala e violência. Cerca de 240 pessoas continuam mantidas como reféns em Gaza.

Em represália, Israel bombardeia sem cessar o pequeno enclave, onde mais de 11.200 pessoas morreram, incluindo 4.600 crianças, segundo o movimento islamista.

Nadav Kipins, de 27 anos, ofereceu-se para ajudar a supervisionar as crianças dessa escola. Seus pais foram assassinados, e sete membros de sua família são reféns.

"Alguns perderam tudo e se perguntam por que deveriam ir à escola. Nada mais importa para eles. É difícil dar sentido", diz ele.

Para Miri Gad Messika, uma consultora de marketing de 45 anos, mãe de filhos de 9, 14 e 15 anos, o novo ano letivo tem o mérito de recriar "uma certa forma de rotina".

"Antes, ficavam na cama, ou no quarto, entediados e esperando", lembra.

No dia 7 de outubro, a família escapou, saltando do segundo andar de seu prédio incendiado pelo Hamas.

A escola primária também reabriu, em uma localidade, um pouco mais distante.

Tom Gaz, de 10 anos, diz que não gosta de ir à escola, mas sente que isso lhe faz bem.

"Se ficarmos em nosso hotel e não fizermos nada, nunca vamos superar isso", diz, contado que ficou trancada por 20 horas no quarto blindado de sua casa e ainda tem "medo".

"Estou tentando me preparar para outro ataque. Se os terroristas vierem, terei que pular pela janela?", questiona.

Na escola, ela gosta especialmente do recreio. "Tentamos brincar, não falar sobre o que passamos, porque para algumas crianças que perderam a família é muito difícil".

H.Takahashi--JT