The Japan Times - Países do mundo todo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos mortais

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Países do mundo todo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos mortais
Países do mundo todo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos mortais / foto: Manaure Quintero - AFP

Países do mundo todo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos mortais

Brasil, Estados Unidos e outros países, além de organizações internacionais, ofereceram ajuda à Venezuela, sacudida na quarta-feira (24) por dois fortes terremotos, que deixaram ao menos 188 mortos e mais de 1.500 feridos, segundo o último boletim oficial.

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- ONU -

A ONU está "completamente mobilizada" e os próximos dias vão exigir um "esforço coletivo maciço para apoiar a resposta liderada pelo Governo e ajudar as comunidades" afetadas, afirmou, nesta quinta-feira (25), o chefe da ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher.

Equipes de socorristas especializados, coordenadas pela ONU, já foram enviadas para trabalhar nas buscas por pessoas presas sob os escombros.

- Brasil -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua "grande preocupação e consternação". "Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades", destacou uma postagem em sua conta no X.

- Estados Unidos -

O presidente Donald Trump disse ter ordenado "a todas as agências" governamentais "que se preparem para agir rapidamente" para ajudar "o grande povo da Venezuela". "Estaremos ali para nossos novos e grandes amigos", prometeu em sua plataforma, Truth Social.

"Teremos uma resposta integral do governo. Será importante, rápida e eficaz", declarou o secretário de Estado, Marco Rubio.

- China -

"A China quer oferecer toda a ajuda possível de forma apropriada, de acordo com o que a Venezuela precisar", informou, durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz da Chancelaria, Guo Jiakun.

- Vaticano -

O papa Leão XIV enviou uma ajuda de emergência de 100.000 euros (590.620 reais). Esta quantia, desembolsada pelo Dicastério para o Serviço da Caridade - encarregado das obras de caridade do papa e de assistência a populações em dificuldades - constitui "uma primeira contribuição" para apoiar os trabalhos de socorro, noticiou a Vatican News.

- Cruz Vermelha -

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) informou que tinha liberado 2,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 13 milhões) para apoiar os trabalhos de recuperação.

- União Europeia -

A comissária de Gestão de Crises da União Europeia, Hadja Lahbib, informou que o sistema europeu Copernicus de detecção via satélite foi ativado para apoiar as operações de resgate na Venezuela. "Estamos preparados para reforçar nossa ajuda", declarou no X.

- México -

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, anunciou o envio para a Venezuela de uma equipe militar de socorristas e pessoal médico, e acrescentou que, se necessário, mandaria assistência adicional mais adiante. "O México sempre é e será solidário", publicou anteriormente no X.

- Cuba -

O chanceler Bruno Rodríguez expressou sua "solidariedade com o governo e o povo irmão" da Venezuela. "Os colaboradores da saúde de Cuba ali presentes estão totalmente mobilizados e prestando serviços médicos para a população afetada", acrescentou no X.

- El Salvador -

O presidente Nayib Bukele afirmou no X que está pronto para enviar a Caracas 300 socorristas e paramédicos e 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e itens de primeira necessidade.

- República Dominicana -

O presidente Luis Abinader anunciou o envio, nesta quinta-feira, de "equipes especializadas em busca, resgate e atenção a emergências de nossas Forças Armadas para apoiar os trabalhos que as autoridades venezuelanas realizam".

- Chile -

O presidente José Antonio Kast disse no X estar "administrando o envio de ajuda humanitária urgente e o deslocamento de equipes de resgate para enfrentar a emergência" na Venezuela. O Chile, onde vivem cerca de 700.000 venezuelanos, não tem relações diplomáticas com a Venezuela desde 2024.

- Equador -

O presidente Daniel Noboa destacou ter determinado "o envio imediato" de ajuda humanitária. "O Equador responderá com a rapidez e o compromisso que este momento exige porque, apesar das enormes diferenças, a humanidade sempre deve reger a atuação de um mandatário", afirmou.

- Argentina -

A Argentina anunciou que acompanhava de perto a situação e expressou "sua disposição para colaborar com a assistência humanitária". "Para além das diferenças que possam existir entre nossos governos, o presidente Javier G. Milei estende sua mão em solidariedade", assinalou em um comunicado.

- Japão -

O Japão ofereceu suas "sinceras condolências aos afetados" na Venezuela. Na quinta-feira, o país-arquipélago também sofreu um sismo de magnitude 7,2, do qual saiu praticamente ileso.

- Irã -

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, expressou a disposição do Irã "a proporcionar toda a ajuda necessária nas operações de resgate e salvamento" na Venezuela.

- Rússia -

O presidente Vladimir Putin transmitiu, em carta, sua "solidariedade aos familiares e amigos das vítimas, assim como nossos desejos de pronta recuperação para todas as pessoas afetadas".

- Uruguai -

"O Uruguai expressa sua solidariedade com as autoridades e o povo venezuelano. Acompanhamos com atenção a evolução da situação e reiteramos nossa disposição a colaborar no que o governo venezuelano considerar necessário", escreveu no X o presidente Yamandú Orsi.

- Guiana -

O presidente Irfaan Ali, chefe de Estado de um país em disputa diplomática com a Venezuela pelo território do Essequibo, também expressou sua solidariedade.

- Alemanha -

A Alemanha ofereceu seis aviões militares para ajudar a Venezuela.

- Espanha -

O chefe de governo Pedro Sánchez ofereceu "total apoio" ao povo venezuelano. A Espanha tem 54 efetivos da Unidade Militar de Emergências (UME) "preparados" para participar dos trabalhos de resgate, informou o Ministério da Defesa espanhol.

- França -

Na França, país cuja embaixada em Caracas foi danificada, o presidente Emmanuel Macron expressou sua solidariedade e anunciou o envio imediato de 85 socorristas franceses "especializados em operações de busca e resgate em estruturas colapsadas".

- Suíça -

A Suíça anunciou que enviará 80 socorristas e 18 toneladas de equipamento de resgate para ajudar as vítimas.

- Países Baixos -

Os Países Baixos anunciaram, por sua vez, o envio à Venezuela de uma equipe de socorristas, além de cães de busca e material.

- Itália -

A chefe de governo, Giorgia Meloni, informou que acompanhava com preocupação as consequências dos sismos, e o Ministério das Relações Exteriores destacou que a Itália está pronta para dar assistência.

- Portugal -

O ministro das Relações Exteriores, Paulo Rangel, anunciou que cerca de 50 socorristas se preparavam para realizar uma missão de emergência.

T.Ueda--JT