The Japan Times - CIJ abre caminho para 'reparações' climáticas

EUR -
AED 4.262961
AFN 76.027334
ALL 96.356668
AMD 440.42289
ANG 2.077888
AOA 1065.595677
ARS 1673.858708
AUD 1.732004
AWG 2.092305
AZN 1.970105
BAM 1.951495
BBD 2.337344
BDT 141.936923
BGN 1.949379
BHD 0.437587
BIF 3435.907653
BMD 1.16078
BND 1.494304
BOB 8.019449
BRL 6.231409
BSD 1.16054
BTN 104.86006
BWP 15.497018
BYN 3.375554
BYR 22751.280407
BZD 2.334082
CAD 1.612729
CDF 2559.51905
CHF 0.932762
CLF 0.026128
CLP 1024.980047
CNY 8.086454
CNH 8.082334
COP 4278.471143
CRC 574.133606
CUC 1.16078
CUP 30.76066
CVE 110.622493
CZK 24.275267
DJF 206.619108
DKK 7.471631
DOP 73.999849
DZD 151.401679
EGP 54.838704
ERN 17.411694
ETB 180.646306
FJD 2.645992
FKP 0.863472
GBP 0.867422
GEL 3.128344
GGP 0.863472
GHS 12.553836
GIP 0.863472
GMD 85.310155
GNF 10157.982633
GTQ 8.898372
GYD 242.791326
HKD 9.051005
HNL 30.795613
HRK 7.533926
HTG 152.054606
HUF 385.359065
IDR 19606.49628
ILS 3.648458
IMP 0.863472
INR 104.890426
IQD 1520.621292
IRR 48897.841363
ISK 146.211964
JEP 0.863472
JMD 182.966422
JOD 0.822983
JPY 184.027094
KES 149.740734
KGS 101.508901
KHR 4673.299054
KMF 492.170944
KPW 1044.674423
KRW 1708.865204
KWD 0.357694
KYD 0.967079
KZT 592.972053
LAK 25072.840261
LBP 104431.609
LKR 359.117876
LRD 210.246181
LSL 18.955872
LTL 3.42748
LVL 0.702144
LYD 6.297199
MAD 10.721251
MDL 19.856458
MGA 5281.547506
MKD 61.55657
MMK 2437.721616
MNT 4135.896436
MOP 9.323056
MRU 46.129065
MUR 53.630767
MVR 17.933926
MWK 2011.631146
MXN 20.498792
MYR 4.706984
MZN 74.185216
NAD 18.955816
NGN 1651.788998
NIO 42.658442
NOK 11.735471
NPR 167.773933
NZD 2.020696
OMR 0.446321
PAB 1.160555
PEN 3.900086
PGK 4.956743
PHP 69.037327
PKR 324.902629
PLN 4.211721
PYG 7837.711982
QAR 4.226688
RON 5.089675
RSD 117.339691
RUB 90.831795
RWF 1692.416675
SAR 4.352942
SBD 9.437389
SCR 16.778428
SDG 697.628411
SEK 10.699782
SGD 1.495148
SHP 0.870885
SLE 28.003809
SLL 24340.967235
SOS 662.804894
SRD 44.411712
STD 24025.794376
STN 24.898723
SVC 10.154602
SYP 12837.729062
SZL 18.955186
THB 36.45221
TJS 10.810016
TMT 4.062729
TND 3.357552
TOP 2.794878
TRY 50.237616
TTD 7.877624
TWD 36.656374
TZS 2919.360455
UAH 50.47601
UGX 4119.912511
USD 1.16078
UYU 44.81058
UZS 13900.336115
VES 393.185712
VND 30493.680422
VUV 140.637228
WST 3.232448
XAF 654.518935
XAG 0.012766
XAU 0.000252
XCD 3.137065
XCG 2.091586
XDR 0.813676
XOF 652.929893
XPF 119.331742
YER 276.758908
ZAR 18.972711
ZMK 10448.445183
ZMW 22.949774
ZWL 373.770562
CIJ abre caminho para 'reparações' climáticas
CIJ abre caminho para 'reparações' climáticas / foto: Nick Gammon - AFP/Arquivos

CIJ abre caminho para 'reparações' climáticas

Estados que violam suas obrigações climáticas cometem um ato "ilícito" e podem ser obrigados a pagar indenizações aos países mais afetados, concluiu a Corte Internacional de Justiça (CIJ) nesta quarta-feira (23), em um parecer consultivo que pode influenciar a jurisprudência mundial.

Tamanho do texto:

A opinião da mais alta instância judicial da ONU não é vinculativa, mas constitui uma interpretação jurídica sólida para orientar futuras ações ou decisões judiciais em todo o mundo em termos de justiça climática.

A degradação do clima, causada pelas emissões de gases do efeito estufa, é uma "ameaça urgente e existencial", declarou o juiz Yuji Iwasawa, presidente da Corte, durante leitura solene de duas horas, que foi celebrada com aplausos de ativistas que acompanharam a audiência em um telão do lado de fora do Palácio da Paz.

O tribunal concluiu por unanimidade que a "violação" das obrigações climáticas por um Estado constitui "um ato ilícito internacional", capaz de dar origem a indenização para os países afetados, sob certas condições e caso a caso.

"As consequências jurídicas decorrentes da prática de um fato internacionalmente ilícito podem incluir [...] reparações plenas aos Estados prejudicados na forma de restituição, indenização e satisfação", afirmou Iwasawa, em nome do colegiado.

No entanto, os juízes acrescentaram que uma relação causal direta e certa deve ser estabelecida "entre o ato ilícito e o dano", o que, embora difícil de provar em um tribunal, "não é impossível".

O caso, segundo os especialistas, é o de maior envergadura tramitado pela CIJ, que realizou suas sessões em dezembro do ano passado no Palácio da Paz, em Haia, nos Países Baixos.

A demanda na CIJ começou há seis anos com estudantes da região do Pacífico, ameaçada pela mudança climática, incomodados com a falta de responsabilização pelos danos que afetam seus países.

- Uma 'vitória' para o clima -

"É uma vitória para o nosso planeta, para a justiça climática e para a capacidade dos jovens de impulsionar a mudança", reagiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.

O ministro da Mudança Climática de Vanuatu, Ralph Regenvanu, estava radiante. "Ao final, foi um parecer muito firme" e melhor que o esperado, disse ele à AFP na saída do tribunal.

Após a mobilização dos estudantes, a Assembleia Geral da ONU solicitou aos 15 juízes da CIJ que se pronunciassem sobre duas questões.

Primeiro: o que devem fazer os Estados, de acordo com o direito internacional, para proteger o meio ambiente das emissões de gases de efeito estufa no futuro?

Segundo: Quais são as consequências para os Estados cujas emissões causaram danos ambientais, especialmente nos ameaçados pela elevação do nível do mar e condições climáticas extremas?

Em um resumo detalhado do parecer, Iwasawa afirmou que o clima "deve ser protegido para as gerações presentes e futuras".

O efeito adverso do aquecimento global "pode prejudicar significativamente o exercício de determinados direitos humanos, incluído o direito à vida", assegurou.

- 'Final perfeito' -

"É uma vitória histórica para a justiça climática", reagiu o ex-relator especial da ONU para os direitos humanos e o meio ambiente, David Boyd.

O Acordo de Paris, alcançado através da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), gerou uma resposta global à crise, mas não na velocidade necessária para proteger o mundo do perigoso aquecimento.

O caso na CIJ opôs as principais economias ricas contra Estados menores e menos desenvolvidos, que são os mais vulneráveis ao aquecimento global. Mais de 100 nações e grupos apresentaram seus argumentos, muitos deles provenientes do Pacífico.

"É um final perfeito para uma campanha que começou em uma sala de aula", comemorou Vishal Prasad, diretor do movimento estudantil que deu início ao caso.

"Agora contamos com uma ferramenta muito sólida para exigir responsabilidades ao poder, e devemos fazer isso agora. A CIJ fez tudo o que era possível", declarou à AFP.

Os Estados Unidos, que retiraram seu financiamento da UNFCCC e se desvincularam do Acordo Climático de Paris sob o governo do presidente Donald Trump, tiveram uma resposta moderada.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que o governo "revisará o parecer consultivo da Corte nos próximos dias e semanas".

Os países pequenos exigem o pagamento de indenizações de poluidores históricos, uma demanda inaceitável para países mais industrializados.

K.Tanaka--JT