The Japan Times - Os problemas judiciais do ex-presidente Bolsonaro

EUR -
AED 4.334368
AFN 77.894758
ALL 96.747448
AMD 446.136227
ANG 2.112695
AOA 1081.6655
ARS 1702.480769
AUD 1.69272
AWG 2.125878
AZN 2.00686
BAM 1.957764
BBD 2.377785
BDT 144.384818
BGN 1.982033
BHD 0.444913
BIF 3498.523848
BMD 1.180224
BND 1.503608
BOB 8.157216
BRL 6.197829
BSD 1.180584
BTN 106.692012
BWP 15.629743
BYN 3.381692
BYR 23132.385833
BZD 2.374281
CAD 1.613779
CDF 2625.997782
CHF 0.916839
CLF 0.025797
CLP 1018.509037
CNY 8.19329
CNH 8.184451
COP 4338.703206
CRC 585.287044
CUC 1.180224
CUP 31.27593
CVE 110.375707
CZK 24.240023
DJF 209.749378
DKK 7.466918
DOP 74.504728
DZD 153.397249
EGP 55.447707
ERN 17.703357
ETB 183.94936
FJD 2.60546
FKP 0.864141
GBP 0.870657
GEL 3.174617
GGP 0.864141
GHS 12.962056
GIP 0.864141
GMD 86.740757
GNF 10361.392499
GTQ 9.055082
GYD 246.987729
HKD 9.221767
HNL 31.184278
HRK 7.536084
HTG 154.87534
HUF 379.297924
IDR 19909.607804
ILS 3.682233
IMP 0.864141
INR 106.520683
IQD 1546.551194
IRR 49716.926371
ISK 144.790096
JEP 0.864141
JMD 184.6452
JOD 0.836739
JPY 185.038434
KES 152.296234
KGS 103.210396
KHR 4764.79929
KMF 492.153066
KPW 1062.236802
KRW 1728.880289
KWD 0.362777
KYD 0.983833
KZT 582.254002
LAK 25374.450629
LBP 105723.736932
LKR 365.336433
LRD 219.591414
LSL 19.07233
LTL 3.484894
LVL 0.713906
LYD 7.478501
MAD 10.835668
MDL 20.063208
MGA 5223.23892
MKD 61.65878
MMK 2478.214053
MNT 4212.403865
MOP 9.500512
MRU 47.092234
MUR 54.337584
MVR 18.246005
MWK 2047.053199
MXN 20.516809
MYR 4.658371
MZN 75.251445
NAD 19.07233
NGN 1614.628457
NIO 43.443574
NOK 11.511271
NPR 170.70722
NZD 1.971393
OMR 0.453812
PAB 1.180594
PEN 3.96838
PGK 5.132148
PHP 69.355866
PKR 330.553045
PLN 4.220858
PYG 7795.819224
QAR 4.302716
RON 5.092197
RSD 117.389791
RUB 90.583357
RWF 1723.108581
SAR 4.425983
SBD 9.518088
SCR 16.183279
SDG 709.929084
SEK 10.645147
SGD 1.50269
SHP 0.885474
SLE 28.974233
SLL 24748.701417
SOS 673.475497
SRD 44.695013
STD 24428.249115
STN 24.524598
SVC 10.32936
SYP 13052.773144
SZL 19.063201
THB 37.487492
TJS 11.049883
TMT 4.136684
TND 3.420831
TOP 2.841695
TRY 51.385957
TTD 7.994018
TWD 37.355849
TZS 3050.878502
UAH 50.942996
UGX 4214.226879
USD 1.180224
UYU 45.555692
UZS 14480.523997
VES 446.106113
VND 30650.411229
VUV 141.258236
WST 3.217697
XAF 656.646218
XAG 0.015492
XAU 0.000243
XCD 3.189613
XCG 2.127643
XDR 0.815654
XOF 656.615587
XPF 119.331742
YER 281.276853
ZAR 19.111428
ZMK 10623.420988
ZMW 21.929181
ZWL 380.031571
Os problemas judiciais do ex-presidente Bolsonaro
Os problemas judiciais do ex-presidente Bolsonaro / foto: Sergio Lima - AFP

Os problemas judiciais do ex-presidente Bolsonaro

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, o caso mais grave que o ex-presidente enfrenta, mas longe de ser o único.

Tamanho do texto:

A acusação se apoia em uma investigação encerrada em novembro de 2024, que concluiu que Bolsonaro (PL), de 69 anos, promoveu um complô frustrado para se manter no poder após as eleições de outubro de 2022, nas quais foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro já tinha sido apontado como suspeito de obter certificados de vacinação anticovid falsos e de desviar itens de luxo recebidos como presentes quando exercia o mandato (2019-2022).

Ele também foi acusado de ter incentivado os ataques de seus apoiadores às sedes dos Três Poderes, em janeiro de 2023, em Brasília.

Bolsonaro nega todas as acusações e diz ser "perseguido".

Confira a seguir uma retrospectiva dos casos nos quais o ex-presidente está envolvido.

- Trama golpista -

Em um relatório de quase 900 páginas, divulgado em 26 de novembro, a Polícia Federal sustentou que o ex-presidente e várias pessoas próximas a ele, entre elas membros das Forças Armadas, tramaram um plano para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Com base nesta investigação, a Procuradoria Geral da República apresentou, na terça-feira, denúncias contra 34 pessoas acusadas de "estimular e realizar atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito".

O complô "tinha como líderes o então presidente da República (Bolsonaro) e seu candidato a vice-presidente (e general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa)".

Se for considerado culpado por estes atos, o ex-presidente pode pegar até 40 anos de prisão.

Segundo a PGR, o golpe não foi consumado por falta de apoio institucional do alto comando do Exército.

A acusação diz que Bolsonaro discutiu a elaboração de um decreto presidencial que justificava a necessidade de um estado de defesa para avaliar a validade do processo eleitoral no qual Lula foi eleito.

As discussões contemplaram, em seguida, a detenção do então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, e a convocação de novas eleições.

A PGR afirmou, ainda, que Bolsonaro tinha conhecimento e acatou um plano para assassinar Lula, supostamente tramado por oficiais das forças especiais do Exército.

Segundo a PF, este plano, chamado de "Punhal Verde e Amarelo", foi impresso no Palácio do Planalto e devia ser executado em 15 de dezembro de 2022.

- Ataque aos Três Poderes e desinformação -

Bolsonaro teve que depôr na Polícia Federal como suposto incentivador dos atos antidemocráticos, pelos quais alguns acusados foram condenados a penas de até 17 anos de prisão.

Segundo a PGR, a trama golpista culminou "no dia 8 de janeiro de 2023, ato final voltado à deposição do governo eleito e à abolição das estruturas democráticas".

Bolsonaro e os demais denunciados "programaram essa ação social violenta com o objetivo de forçar a intervenção das Forças Armadas".

Em 2021, o STF já tinha identificado a existência de "milícias digitais", que disseminavam notícias falsas para instalar uma narrativa sobre uma possível fraude nas eleições presidenciais.

No marco desta investigação, que está em aberto, a justiça ordenou a suspensão de contas de nomes da extrema direita nas redes sociais.

Em junho de 2023, em outro processo, o Tribunal Superior Eleitoral inabilitou politicamente Bolsonaro por oito anos por ter questionado, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas.

- Venda de joias -

Em julho de 2024, a Polícia indiciou Bolsonaro pelo suposto desvio de joias e outros artigos de luxo que recebeu de presente na qualidade de chefe de Estado de governos estrangeiros, entre eles da Arábia Saudita, e avaliados em 1,2 milhão de dólares (aproximadamente R$ 6,8 milhões, em cotação da época).

A investigação determinou que, durante seu governo, um grupo de funcionários investigados "atuou para desviar do acervo público brasileiro diversos presentes de alto valor" recebidos durante viagens internacionais e entregues por autoridades estrangeiras.

A intenção era vender as joias no exterior para "o enriquecimento ilícito do então presidente", segundo o relatório.

- Certificados de vacinação -

Apesar de admitir publicamente que nunca se imunizou, Bolsonaro obteve de forma fraudulenta um certificado de vacinação contra a covid-19 para ele e sua filha, segundo a Polícia.

A investigação concluiu que oito pessoas agiram para emitir estes certificados e os de alguns colaboradores com o objetivo de "burlar regras sanitárias" durante a pandemia.

A ideia seria desviar dos obstáculos para entrar nos Estados Unidos e permanecer no país na eventualidade de uma fuga do Brasil.

Bolsonaro viajou para a Flórida em dezembro de 2022, poucos dias antes do fim de seu governo, e ficou lá por três meses.

S.Suzuki--JT