The Japan Times - Israel desenvolve 'ciberdomo' contra os ataques informáticos iranianos

EUR -
AED 4.175552
AFN 72.766476
ALL 94.162098
AMD 417.226554
ANG 2.035648
AOA 1043.169984
ARS 1679.636802
AUD 1.644928
AWG 2.046559
AZN 1.92839
BAM 1.955047
BBD 2.284181
BDT 139.496304
BGN 1.922493
BHD 0.428616
BIF 3388.19249
BMD 1.136977
BND 1.471414
BOB 7.836708
BRL 5.905231
BSD 1.134143
BTN 107.003929
BWP 15.475839
BYN 3.227601
BYR 22284.755976
BZD 2.280982
CAD 1.614792
CDF 2580.938264
CHF 0.920495
CLF 0.026587
CLP 1046.394248
CNY 7.720645
CNH 7.732367
COP 3919.547483
CRC 516.189954
CUC 1.136977
CUP 30.1299
CVE 110.218696
CZK 24.259115
DJF 201.961371
DKK 7.474711
DOP 66.832805
DZD 151.71364
EGP 56.316417
ERN 17.05466
ETB 180.381436
FJD 2.576502
FKP 0.864046
GBP 0.861095
GEL 3.00102
GGP 0.864046
GHS 12.755641
GIP 0.864046
GMD 82.430365
GNF 9938.043459
GTQ 8.652403
GYD 237.290312
HKD 8.914414
HNL 30.380123
HRK 7.530884
HTG 148.229683
HUF 354.486503
IDR 20428.071971
ILS 3.391518
IMP 0.864046
INR 107.9276
IQD 1489.440323
IRR 1563400.698685
ISK 143.986411
JEP 0.864046
JMD 178.749622
JOD 0.806128
JPY 183.939063
KES 147.307059
KGS 99.429036
KHR 4559.279095
KMF 493.447827
KPW 1023.280009
KRW 1756.368857
KWD 0.352043
KYD 0.94512
KZT 549.658752
LAK 25087.404586
LBP 101564.518415
LKR 382.216151
LRD 206.406917
LSL 18.862653
LTL 3.357198
LVL 0.687746
LYD 7.283164
MAD 10.705207
MDL 20.130897
MGA 4835.075056
MKD 61.614805
MMK 2387.123574
MNT 4074.725728
MOP 9.158813
MRU 45.55903
MUR 54.790635
MVR 17.566605
MWK 1974.929588
MXN 19.897422
MYR 4.684233
MZN 72.659519
NAD 18.862627
NGN 1564.706343
NIO 41.624902
NOK 11.202746
NPR 171.205334
NZD 2.014667
OMR 0.437174
PAB 1.134124
PEN 3.890724
PGK 4.977128
PHP 69.735371
PKR 315.618218
PLN 4.285677
PYG 6930.301857
QAR 4.144273
RON 5.233052
RSD 117.356435
RUB 86.07175
RWF 1666.643804
SAR 4.269367
SBD 9.154888
SCR 15.49385
SDG 682.186179
SEK 11.066313
SGD 1.474626
SHP 0.848868
SLE 28.197192
SLL 23841.850618
SOS 648.14481
SRD 42.431636
STD 23533.135508
STN 24.490788
SVC 9.924005
SYP 125.672491
SZL 18.779028
THB 37.917899
TJS 10.48488
TMT 3.979421
TND 3.33987
TOP 2.737569
TRY 52.900029
TTD 7.702899
TWD 36.186007
TZS 2978.119975
UAH 50.996697
UGX 4196.237124
USD 1.136977
UYU 45.501085
UZS 13623.516284
VES 705.782081
VND 29925.24374
VUV 136.233463
WST 3.158268
XAF 655.684425
XAG 0.019648
XAU 0.000282
XCD 3.072738
XCG 2.043977
XDR 0.815475
XOF 655.693071
XPF 119.331742
YER 271.311222
ZAR 18.725679
ZMK 10234.145868
ZMW 20.47076
ZWL 366.106241
Israel desenvolve 'ciberdomo' contra os ataques informáticos iranianos
Israel desenvolve 'ciberdomo' contra os ataques informáticos iranianos / foto: Jack Guez - AFP/Arquivos

Israel desenvolve 'ciberdomo' contra os ataques informáticos iranianos

O sistema de defesa antiaérea israelense "Domo de Ferro" interceptou milhares de foguetes desde que foi colocado em operação em 2011. Para defender-se dos ataques cibernéticos, especialmente do Irã, Israel desenvolve agora um "ciberdomo".

Tamanho do texto:

"É uma guerra silenciosa, que não se vê", explica à AFP Aviram Atzaba, o chefe da cooperação internacional da Direção Nacional de Cibersegurança israelense.

O órgão, com sede em Tel Aviv e subordinado ao primeiro-ministro, é responsável pela defesa dos sistemas de informação do setor civil israelense, afirma Atzaba.

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, em 7 de outubro, houve um aumento acentuado de ataques cibernéticos por parte do Irã e dos seus "apoiadores", diz.

Atzaba cita em particular o Hezbollah libanês e o movimento islamista palestino. "Eles tentam hackear tudo que podem, mas sem causar nenhum dano real", afirma.

Segundo ele, quase 800 ataques foram frustrados desde 7 de outubro. Os alvos incluíam o Exército israelense, infraestruturas civis e agências governamentais. Os sistemas informáticos de dois hospitais israelenses nas cidades de Haifa e Safed, no norte, também foram hackeados.

Israel já possuía sistemas de defesa cibernética, mas durante muito tempo consistiram em "esforços locais que não estavam conectados", explica Atzaba.

Por isso, nos últimos dois anos, a agência desenvolveu um sistema centralizado para proteger todo o ciberespaço israelense.

- "Inimigo temível" -

Irã, inimigo de Israel, apostou relativamente tarde em mecanismos de ciberguerra, aponta Chuck Freilich, pesquisador do Instituto israelense de Estudos de Segurança Nacional.

Isso aconteceu após dois eventos importantes, explica ele no estudo "A ameaça cibernética iraniana", publicado em fevereiro.

O primeiro foi o papel da internet na revolta pós-eleitoral que abalou a República Islâmica em 2009. Além de reprimir o movimento das ruas, as autoridades cortaram o acesso às redes sociais e aos sites que cobriam os protestos.

O segundo foi o ataque cibernético com o vírus Stuxnet que atingiu o programa nuclear iraniano em setembro de 2010, atribuído por Teerã a Israel e Estados Unidos. O ataque causou uma série de danos às centrífugas de enriquecimento de urânio.

Desde então, o Irã desenvolveu uma verdadeira estratégia cibernética e tornou-se "um dos Estados mais ativos neste campo", explica Freilich à AFP.

"Seus ataques buscam sabotar e destruir infraestruturas, coletar dados para inteligência e divulgar informações falsas para fins de propaganda".

Israel não fica muito atrás. O país é considerado uma grande "potência cibernética" e vários ataques contra alvos iranianos lhe foram atribuídos, como a pane informática que paralisou o porto de Bandar Abbas em 2020.

Mas Israel enfrenta um "inimigo temível" que continuará melhorando, especialmente graças à ajuda chinesa e russa, alerta Freilich.

O pesquisador destaca ainda que a população iraniana é nove vezes maior que a população israelense e que Teerã forma cada vez mais estudantes em cibertecnologia e jovens militares em técnicas de guerra cibernética.

- "Ciberterrorismo" -

Aviram Atzaba acredita, no entanto, que o número de hackers é menos importante que a qualidade da tecnologia e o uso que se faz.

"Há dois anos, desenvolvemos um ciberdomo contra os ataques informáticos, que funciona como o domo de ferro contra os mísseis", explica.

O sistema é "pró-ativo" e é capaz de centralizar dados dispersos para oferecer uma visão geral da ameaça e responder a ela de forma coordenada, descreve.

"Scanners analisam continuamente o ciberespaço israelense para detectar vulnerabilidades e informar aos agentes de ciberdefesa as formas de mitigá-las", indica Atzaba.

"Algumas das funções do domo cibernético já estão operacionais", destaca, acrescentando que existe uma colaboração estreita como muitos países como França e Estados Unidos. "Todos os Estados enfrentam o ciberterrorismo", justifica.

T.Ueda--JT