The Japan Times - COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade

EUR -
AED 4.231245
AFN 73.725097
ALL 95.962768
AMD 434.735824
ANG 2.062095
AOA 1056.342299
ARS 1606.393999
AUD 1.626239
AWG 2.073519
AZN 1.957604
BAM 1.95412
BBD 2.323522
BDT 141.558314
BGN 1.969047
BHD 0.434928
BIF 3421.305633
BMD 1.151955
BND 1.473031
BOB 7.97187
BRL 5.995001
BSD 1.153668
BTN 106.985319
BWP 15.644465
BYN 3.516233
BYR 22578.31327
BZD 2.320215
CAD 1.578374
CDF 2614.937616
CHF 0.909578
CLF 0.026702
CLP 1054.361214
CNY 7.917443
CNH 7.932522
COP 4269.950704
CRC 538.818112
CUC 1.151955
CUP 30.526801
CVE 111.797223
CZK 24.444653
DJF 204.725614
DKK 7.472483
DOP 69.175247
DZD 152.537418
EGP 60.177999
ERN 17.279321
ETB 180.856753
FJD 2.548643
FKP 0.863331
GBP 0.863321
GEL 3.127603
GGP 0.863331
GHS 12.562006
GIP 0.863331
GMD 85.244374
GNF 10114.162901
GTQ 8.837288
GYD 241.357858
HKD 9.029004
HNL 30.607446
HRK 7.53747
HTG 151.189535
HUF 391.62372
IDR 19539.456616
ILS 3.571117
IMP 0.863331
INR 106.993323
IQD 1509.060734
IRR 1514820.507162
ISK 143.2575
JEP 0.863331
JMD 181.144285
JOD 0.81669
JPY 183.535768
KES 149.235866
KGS 100.738475
KHR 4619.338365
KMF 493.036529
KPW 1036.734401
KRW 1729.129827
KWD 0.353005
KYD 0.961307
KZT 556.522279
LAK 24709.429743
LBP 103157.548449
LKR 359.231198
LRD 211.211295
LSL 19.376215
LTL 3.401423
LVL 0.696806
LYD 7.349679
MAD 10.798136
MDL 20.113313
MGA 4803.651589
MKD 61.677112
MMK 2419.224151
MNT 4113.747641
MOP 9.313507
MRU 46.21601
MUR 53.577753
MVR 17.809319
MWK 1999.793406
MXN 20.387203
MYR 4.51048
MZN 73.611468
NAD 19.375558
NGN 1563.13347
NIO 42.300018
NOK 11.020803
NPR 171.170971
NZD 1.970788
OMR 0.442921
PAB 1.153663
PEN 3.948325
PGK 4.956574
PHP 68.866739
PKR 321.735508
PLN 4.267705
PYG 7456.072821
QAR 4.197681
RON 5.092557
RSD 117.454429
RUB 96.613944
RWF 1680.701993
SAR 4.325527
SBD 9.267752
SCR 16.230038
SDG 692.324942
SEK 10.747156
SGD 1.473891
SHP 0.864264
SLE 28.395712
SLL 24155.927782
SOS 658.342883
SRD 43.054339
STD 23843.137717
STN 24.767027
SVC 10.094191
SYP 127.389792
SZL 19.375564
THB 37.565572
TJS 11.034248
TMT 4.031842
TND 3.360832
TOP 2.77363
TRY 50.935521
TTD 7.820006
TWD 36.757731
TZS 2999.3791
UAH 50.735507
UGX 4340.193737
USD 1.151955
UYU 46.719839
UZS 14025.049287
VES 519.46575
VND 30307.9297
VUV 137.765566
WST 3.149103
XAF 655.348139
XAG 0.015
XAU 0.000236
XCD 3.113216
XCG 2.079141
XDR 0.814294
XOF 652.58393
XPF 119.331742
YER 274.827596
ZAR 19.358311
ZMK 10368.954649
ZMW 22.559726
ZWL 370.928962
COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade
COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade / foto: Alberto PIZZOLI - AFP

COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade

Países ricos e em desenvolvimento negociam em ritmo acelerado nesta quinta-feira (27) em Roma para tentar chegar a um acordo sobre mecanismos financeiros capazes de preservar a biodiversidade do planeta, quatro meses após o fracasso das negociações da COP16 na Colômbia.

Tamanho do texto:

O tempo está se esgotando e são necessários milhões para que o mundo atinja sua meta de combater o desmatamento, a superexploração de recursos naturais e a poluição até 2030.

Todos esses flagelos colocam em risco o suprimento alimentar da humanidade e a sobrevivência de milhões de espécies ameaçadas de extinção.

A meta foi resultado do acordo histórico Kunming-Montreal assinado no final de 2022 e está articulada em um programa de 23 objetivos a serem cumpridos até o final da década.

O mais emblemático desses planos prevê a conversão de 30% das superfícies terrestre e marítima em áreas protegidas, uma porcentagem mais ambiciosa do que os atuais 17% e 8%, respectivamente, segundo dados das Nações Unidas.

De acordo com o cronograma inicial, os 196 países signatários deveriam ter definido na COP16 em Cali, no final de 2024, como financiar esse roteiro.

O roteiro prevê o aumento dos gastos com proteção da biodiversidade para US$ 200 bilhões (R$ 1,15 trilhão) anuais até 2030. Esse valor inclui US$ 30 bilhões (R$ 173,2 bilhões) em ajuda dos países mais desenvolvidos aos países pobres.

- Criar ou não criar um fundo -

A maior fonte de controvérsia é como o dinheiro deve ser arrecadado e distribuído, e a arquitetura institucional do mecanismo.

Foi isso que levou os países participantes a encerrarem a reunião de Cali, em 2 de novembro, sem um acordo, e o que forçou uma extensão das negociações por três dias em Roma, sendo esta quinta-feira o último dia previsto.

Após dois dias de negociações na sede da FAO, organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, em Roma, os negociadores receberam na quarta-feira, no final do dia, um novo texto preparado pela presidência colombiana, que busca superar as linhas vermelhas de cada bloco.

Os países em desenvolvimento pedem a criação de um fundo específico para a proteção da natureza, sob a autoridade da COP, conforme previsto no texto da Convenção sobre Biodiversidade de 1992.

No entanto, os países mais industrializados, liderados por UE, Japão e Canadá, na ausência dos Estados Unidos, que não assinaram a convenção, mas são um grande contribuidor, são hostis a essa ideia.

Eles temem que a possível criação de um novo fundo fragmente a ajuda ao desenvolvimento, que já está enfraquecida pelas dificuldades orçamentárias de alguns e pela retirada agressiva do governo Trump de tudo relacionado à mudança climática.

Nesse sentido, o compromisso da presidência colombiana, personificada pela ministra Susana Muhamad, prevê "melhorar o desempenho" dos instrumentos existentes, começando pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e o Fundo-Quadro Global para a Biodiversidade (GBFF), uma solução provisória adotada em 2022 e com uma modesta dotação de 400 milhões de dólares (R$ 2 bilhões, na cotação da época).

O texto da presidência colombiana também prevê que a COP18 sobre biodiversidade, em 2028, decida se um novo fundo precisa ser lançado ou se esses instrumentos existentes podem ser transformados para atender às expectativas dos países em desenvolvimento.

"É um texto muito equilibrado", disse o representante britânico, enquanto a ministra francesa, Agnès Pannier-Runacher, pediu resignação: "não existem textos que sejam satisfatórios para todos".

"Estamos realmente decepcionados", respondeu a negociadora-chefe do Brasil, Maria Angélica Ikeda. A criação de um novo fundo "deveria ter sido decidida na COP1, e estamos apenas 15 COPs atrasados", ou seja, 30 anos, disse ela enfaticamente.

Espera-se que os debates terminem à tarde/noite, embora uma extensão na sexta-feira não esteja descartada.

Abrindo as novas negociações, a ministra colombiana, Susana Muhamad, que preside a 16ª Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), lembrou que os países têm em suas mãos "a missão mais importante da humanidade no século XXI, ou seja, nossa capacidade de sustentar a vida neste planeta".

H.Nakamura--JT