The Japan Times - Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

EUR -
AED 4.216615
AFN 73.481634
ALL 95.953313
AMD 435.504042
ANG 2.055298
AOA 1052.861097
ARS 1601.113364
AUD 1.629228
AWG 2.066684
AZN 1.947596
BAM 1.956495
BBD 2.326893
BDT 141.730356
BGN 1.962557
BHD 0.433452
BIF 3425.488337
BMD 1.148158
BND 1.475213
BOB 7.98274
BRL 6.042525
BSD 1.155342
BTN 107.131193
BWP 15.667705
BYN 3.521441
BYR 22503.89551
BZD 2.323591
CAD 1.57548
CDF 2606.318501
CHF 0.909214
CLF 0.026625
CLP 1051.287497
CNY 7.891347
CNH 7.921853
COP 4255.417751
CRC 539.597459
CUC 1.148158
CUP 30.426185
CVE 110.316685
CZK 24.455591
DJF 205.734309
DKK 7.473027
DOP 69.848505
DZD 152.168352
EGP 59.981264
ERN 17.222369
ETB 180.394945
FJD 2.54696
FKP 0.860485
GBP 0.864086
GEL 3.117252
GGP 0.860485
GHS 12.5939
GIP 0.860485
GMD 84.963721
GNF 10125.581834
GTQ 8.849146
GYD 241.693238
HKD 9.000019
HNL 30.577856
HRK 7.530881
HTG 151.413468
HUF 393.538595
IDR 19473.906721
ILS 3.559347
IMP 0.860485
INR 106.828174
IQD 1513.309014
IRR 1509827.683702
ISK 143.209678
JEP 0.860485
JMD 181.399999
JOD 0.814015
JPY 183.289631
KES 149.547026
KGS 100.406079
KHR 4626.550435
KMF 491.411314
KPW 1033.317341
KRW 1720.86485
KWD 0.351991
KYD 0.962701
KZT 557.319947
LAK 24790.342066
LBP 103472.940549
LKR 359.733607
LRD 211.409049
LSL 19.284379
LTL 3.390211
LVL 0.694509
LYD 7.372096
MAD 10.810965
MDL 20.143192
MGA 4811.67344
MKD 61.604038
MMK 2411.250427
MNT 4100.188795
MOP 9.32657
MRU 46.111419
MUR 53.400489
MVR 17.750148
MWK 2003.313071
MXN 20.440438
MYR 4.516282
MZN 73.37875
NAD 19.284379
NGN 1565.719942
NIO 42.513436
NOK 11.000369
NPR 171.4245
NZD 1.972592
OMR 0.441469
PAB 1.155241
PEN 3.945202
PGK 4.984748
PHP 68.985343
PKR 322.737818
PLN 4.270804
PYG 7467.148862
QAR 4.200868
RON 5.092427
RSD 117.459043
RUB 96.310104
RWF 1686.429662
SAR 4.31097
SBD 9.237206
SCR 17.436198
SDG 690.043208
SEK 10.784969
SGD 1.471715
SHP 0.861416
SLE 28.302523
SLL 24076.31023
SOS 660.263977
SRD 42.912402
STD 23764.551115
STN 24.513513
SVC 10.108088
SYP 126.969918
SZL 19.289718
THB 37.576334
TJS 11.049677
TMT 4.018553
TND 3.399493
TOP 2.764488
TRY 50.88774
TTD 7.831215
TWD 36.647482
TZS 2989.492888
UAH 50.807129
UGX 4346.036202
USD 1.148158
UYU 46.781918
UZS 14087.600313
VES 517.753599
VND 30214.350116
VUV 137.311493
WST 3.138724
XAF 656.318803
XAG 0.015048
XAU 0.000236
XCD 3.102954
XCG 2.081994
XDR 0.816254
XOF 656.321662
XPF 119.331742
YER 273.921773
ZAR 19.449405
ZMK 10334.803798
ZMW 22.592553
ZWL 369.706386
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro / foto: Menahem KAHANA - AFP

Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

Para Adi Levy-Slame, o tempo parou em 7 de outubro. Nesse dia, milicianos do Hamas mataram a tiros cinco de seus familiares em Kfar Aza, um kibutz no sul de Israel, perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Tamanho do texto:

"Os encontramos abraçados, os cinco, mas não sabemos o que aconteceu", conta com a voz trêmula essa mulher de 37 anos.

Os assassinados foram sua irmã Livnat Kutz, de 49 anos, e toda sua família: seu marido Aviv de 53 anos, sua filha de 18 anos, Rotem, e seus filhos Yonatan e Yftah, de 16 e 14.

Adi e sua família visitaram este mês o kibutz destruído, parando antes no cemitério de Gan Yavne, a 30 quilômetros de Kfar Aza, para um memorial que marca o fim do período de luto judaico.

"Tristeza, culpa, frustração, dor... Todas essas emoções vivem em mim, dia e noite, desde 7 de outubro", afirma Asher Levy, irmão de Adi, em frente aos túmulos de seus parentes.

- "Símbolo de paz" -

O ataque do Hamas culminou na morte de 1.205 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais de Israel que inclui os reféns mortos em cativeiro.

Essa ação sem precedentes na história do Estado de Israel desencadeou uma campanha militar de represália contra a Faixa de Gaza, que matou 41.431 palestinos, segundo o balanço do Ministério da Saúde desse território governado pelo Hamas e que as Nações Unidas consideram confiável.

Em Kfar Aza, um kibutz de 800 habitantes localizado a dois quilômetros da Faixa de Gaza, 64 moradores foram mortos e 18 sequestrados pelos milicianos do Hamas.

A família Kutz não teve tempo de avisar aos seus parentes sobre o que estava acontecendo.

As portas traseiras quebradas de sua casa oferecem uma ideia de como os combatentes palestinos acessaram ao que, segundo Adi, antes era uma "ilha de felicidade".

Ao mostrar a casa à AFP, a mulher se lembra de piqueniques no pátio, com seus sobrinhos rindo e jogando basquete.

Sua sobrinha, explica, serviu como soldado.

Adia também se lembra de sua irmã, que era "tudo" para ela, e de seu cunhado, que todo ano organizava um festival de pipas no kibutz.

Justo na véspera do ataque, Aviv Kutz estava finalizando os preparativos para a 15ª edição do festival, programada para o dia seguinte.

Segundo Adi, seu cunhado entendia essas pipas como "um símbolo de paz" e um gesto conciliador para os milicianos para o outro lado da fronteira que regularmente lançam foguetes em direção a Israel.

- "Não há mais vida" -

Em uma longa conversa, interrompida por silêncios e lágrimas, Adi evoca a criatividade de sua irmã, apontando para as asas de anjo que confeccionava com brinquedos usados e que decoram a sala de jantar.

"Essas asas são um símbolo de que tudo é possível, de que cada um pode voar por conta própria e chegar muito longe", diz.

Livnat Kutz ia celebrar seu aniversário de 50 anos em 25 de outubro. Disse aos seus parentes e amigos que não queria presentes e pediu a eles que fizessem um ato de caridade para comemorar esse dia.

Em frente à casa dos Kutz, no denso silêncio no qual o kibutz submergiu após 7 de outubro, Adi se lembra de que visitou o local apenas uma semana depois do ataque.

"A casa estava intacta. As panelas nos fogões e o pão de sabbat na mesa mostram que havia vida. Agora não há mais vida", disse sem poder conter as lágrimas. "Meu coração está partido".

Benny Kutz, o pai de Aviv, também vivia nesse kibutz, mas conseguiu sobreviver e se mudou temporariamente com sua mulher para Tel Aviv.

No momento, não pensa em voltar ao local onde morou durante quase seis décadas.

"O tempo não ajuda e não esqueci nada. Penso nisso o tempo todo", diz esse aposentado de 80 anos. "Nunca serei o mesmo (...) Perdi minha família e minha casa, perdas imensas".

- O fim de um clã -

O pai de Benny se instalou nessa região há quase um século, na época do mandato britânico, após fugir dos pogromos em sua Polônia natal.

Cercado pelas fotos de seu único filho e de sua família, Benny também lamenta que o sobrenome de seu pai não vai deixar descendentes.

"O clã Kutz chegou ao seu fim".

Nesse bairro de Kfar Aza, onde viviam principalmente casais jovens, todas as casas ficaram destruídas pelo fogo.

Em frente a cada uma delas há cartazes colados com os nomes dos mortos e sequestrados em 7 de outubro.

Uma das casas, a de Sivan Elkabetz, de 23 anos, e sua esposa, Naor Hasidim, está aberta para visitação.

Suas paredes estão perfuradas por balas e no chão há um colchão e várias roupas.

Caminhando pelas ruas vazias do kibutz, Adi ainda não se conformou com o fato de que quem viveu ali "não vai voltar".

K.Abe--JT