The Japan Times - Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30

EUR -
AED 4.224055
AFN 73.034746
ALL 93.912556
AMD 423.509494
ANG 2.059295
AOA 1055.298283
ARS 1652.513696
AUD 1.637006
AWG 2.070333
AZN 1.954332
BAM 1.938266
BBD 2.317733
BDT 141.263308
BGN 1.944825
BHD 0.433739
BIF 3440.203335
BMD 1.150185
BND 1.474263
BOB 7.980803
BRL 5.855363
BSD 1.15079
BTN 108.762098
BWP 15.419509
BYN 3.185978
BYR 22543.626
BZD 2.314463
CAD 1.623049
CDF 2668.429339
CHF 0.921954
CLF 0.025886
CLP 1018.787718
CNY 7.772318
CNH 7.779921
COP 3950.885475
CRC 524.15827
CUC 1.150185
CUP 30.479903
CVE 109.670229
CZK 23.926206
DJF 204.410724
DKK 7.402752
DOP 67.400776
DZD 152.835402
EGP 57.40366
ERN 17.252775
ETB 182.160574
FJD 2.569169
FKP 0.858573
GBP 0.866384
GEL 3.042238
GGP 0.858573
GHS 12.994445
GIP 0.858573
GMD 83.963142
GNF 10095.747706
GTQ 8.771724
GYD 240.722336
HKD 9.014132
HNL 30.706716
HRK 7.532445
HTG 150.290417
HUF 345.802709
IDR 20414.173491
ILS 3.38297
IMP 0.858573
INR 108.47337
IQD 1506.74235
IRR 1581504.374934
ISK 143.002537
JEP 0.858573
JMD 182.003529
JOD 0.815503
JPY 184.332097
KES 148.972166
KGS 100.583404
KHR 4615.109336
KMF 488.828408
KPW 1035.166903
KRW 1738.924442
KWD 0.35437
KYD 0.959024
KZT 561.198313
LAK 25338.575324
LBP 102999.066812
LKR 385.525743
LRD 209.506002
LSL 18.627083
LTL 3.396197
LVL 0.695736
LYD 7.332452
MAD 10.63348
MDL 20.081337
MGA 4830.776941
MKD 61.059454
MMK 2415.32615
MNT 4116.951662
MOP 9.284806
MRU 46.099467
MUR 54.208496
MVR 17.782141
MWK 1996.721456
MXN 19.882477
MYR 4.675277
MZN 73.499243
NAD 18.635202
NGN 1563.239036
NIO 42.108388
NOK 11.060296
NPR 174.018253
NZD 1.990508
OMR 0.442244
PAB 1.15079
PEN 3.925018
PGK 5.046724
PHP 69.44013
PKR 320.0944
PLN 4.195495
PYG 7022.472113
QAR 4.187251
RON 5.183926
RSD 116.25041
RUB 83.930778
RWF 1711.47528
SAR 4.315372
SBD 9.272129
SCR 16.235003
SDG 690.685314
SEK 10.948358
SGD 1.474571
SHP 0.858729
SLE 28.467414
SLL 24118.808572
SOS 657.339385
SRD 42.938737
STD 23806.507286
STN 24.613959
SVC 10.069
SYP 127.132361
SZL 18.629409
THB 37.420695
TJS 10.667696
TMT 4.037149
TND 3.349052
TOP 2.76937
TRY 53.420578
TTD 7.817282
TWD 36.298116
TZS 3019.239041
UAH 51.538512
UGX 4257.48521
USD 1.150185
UYU 46.460109
UZS 13807.970761
VES 685.552123
VND 30279.77031
VUV 136.859249
WST 3.151221
XAF 650.07617
XAG 0.016846
XAU 0.000268
XCD 3.108433
XCG 2.07402
XDR 0.809382
XOF 649.854731
XPF 119.331742
YER 274.462925
ZAR 18.840732
ZMK 10353.037051
ZMW 20.339997
ZWL 370.359101
Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30
Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30 / foto: Pablo PORCIUNCULA - AFP/Arquivos

Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30

Indígenas que protestaram durante as negociações climáticas da ONU em Belém do Pará mencionaram entre suas principais queixas um projeto ferroviário que se estenderia do Mato Grosso ao Pará e atravessaria a floresta amazônica.

Tamanho do texto:

Para os agricultores, a Ferrogrão, como é conhecido o projeto de ferrovia, representaria uma revolução logística.

Os críticos veem outro projeto de infraestrutura descomunal que ameaça a Amazônia e mina o compromisso declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o meio ambiente e a causa indígena.

- Qual é a ideia por trás da Ferrogrão? -

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e milho, grande parte dos quais é produzida em Mato Grosso.

Atualmente, essa carga percorre longas distâncias em caminhões até os portos marítimos do sul ou os portos fluviais do norte.

Durante mais de uma década, os governos têm tentado impulsionar uma ferrovia de 933 quilômetros que conectaria a cidade de Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará.

A partir daí, os cereais e leguminosas chegariam ao rio Amazonas e ao oceano Atlântico.

- O que dizem os defensores do projeto? -

Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal organização de produtores agropecuários do país, disse à AFP que a ferrovia era "essencial para garantir a competitividade do agro brasileiro".

Mato Grosso, responsável por aproximadamente 32% da produção nacional de grãos, "precisa de uma rota logística mais eficiente para acompanhar o ritmo do crescimento do setor", enfatizou.

Lopes afirmou que se esperava que a ferrovia reduzisse o custo logístico das exportações de grãos em até 40%, além de diminuir o tráfego rodoviário e as emissões de carbono associadas.

- O que dizem os críticos? -

Mariel Nakane, do Instituto Socioambiental (ISA), disse à AFP que a ferrovia impactará terras indígenas e impulsionará o desmatamento e o avanço sobre terras.

Ela acrescentou que a mudança realizada pelo agronegócio na última década para exportar seus produtos a menor custo pelos portos fluviais do norte já transformou o rio Tapajós, sobre o qual se localiza o porto de Miritituba.

"Os ribeirinhos estão sendo expulsos", lamentou. "Eles não estão podendo mais pescar em algumas regiões, porque agora é só porto e esse trânsito de barcaça. Eles são atropelados pelas barcaças."

Nakane disse que a construção da Ferrogrão busca aumentar cinco vezes o volume de mercadorias transportadas nessa rota.

A especialista teme, por outro lado, que o descontrole reine em áreas já vulneráveis ao desmatamento.

Ela apontou que os procedimentos atuais de licenciamento não são suficientes para proteger a floresta e seus habitantes.

Nakane citou outros projetos polêmicos, como a exploração petrolífera da Margem Equatorial - que teve a fase de perfuração exploratória autorizada - perto da foz do Amazonas, e os planos para pavimentar a BR-319, uma rodovia importante na floresta.

"A gente vê que é muito fácil para o governo defender que está comprometido com a pauta do clima, mas deixar debaixo do tapete esses projetos controversos", afirmou.

- Por que isso surgiu durante a COP30? -

Com os olhos do mundo voltados para Belém, onde se realiza a COP30 para combater a mudança climática, as comunidades indígenas buscaram atrair atenção para suas reivindicações, como a proibição da Ferrogrão.

Os manifestantes também estão furiosos com um decreto assinado por Lula em agosto, que estabelece os principais rios amazônicos, incluindo o Tapajós, como prioridades para a navegação de carga e expansão portuária privada.

"A gente não vai permitir porque é a nossa casa, o nosso rio, a nossa floresta", disse a líder indígena Alessandra Korap, do povo munduruku.

"O rio é a mãe dos peixes."

- Em que ponto se encontra o projeto? -

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse à AFP, em comunicado, que "o processo de licenciamento da Ferrogrão está em etapa inicial, com avaliação de sua viabilidade ambiental".

Esse processo foi suspenso em 2021 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, enquanto o tribunal considerava uma contestação sobre a constitucionalidade dos planos de alterar os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para construir a ferrovia.

Moraes permitiu que o caso fosse retomado em 2023, e a corte começou a examiná-lo novamente no mês passado. O relator votou a favor de que o projeto seguisse em frente.

No entanto, a audiência está atualmente em pausa após o ministro Flávio Dino solicitar mais tempo para analisar o caso.

H.Nakamura--JT