The Japan Times - Furacão Melissa deixa ao menos 30 mortos no Haiti e se aproxima de Bermudas

EUR -
AED 4.228093
AFN 74.824423
ALL 93.226638
AMD 421.295497
AOA 1056.750053
ARS 1719.783145
AUD 1.644777
AWG 2.072059
AZN 1.954867
BAM 1.953753
BBD 2.31814
BDT 142.119343
BHD 0.434017
BIF 3405.124673
BMD 1.151144
BND 1.476057
BOB 14.012343
BRL 5.865765
BSD 1.150924
BTN 109.673926
BWP 15.653712
BYN 3.364455
BYR 22562.416614
BZD 2.314813
CAD 1.616304
CDF 2618.852233
CHF 0.933301
CLF 0.02702
CLP 1066.914398
CNY 7.771716
CNH 7.778399
COP 3730.23513
CRC 522.818071
CUC 1.151144
CUP 30.505308
CVE 110.140493
CZK 24.213129
DJF 204.950986
DKK 7.475493
DOP 66.765975
DZD 153.104429
EGP 57.696125
ERN 17.267156
ETB 185.767622
FJD 2.553119
FKP 0.853856
GBP 0.856825
GEL 3.010237
GGP 0.853856
GHS 13.479919
GIP 0.853856
GMD 84.603481
GNF 10106.575156
GTQ 8.781264
GYD 241.170515
HKD 9.027603
HNL 30.849796
HRK 7.532745
HTG 150.482504
HUF 364.513686
IDR 20690.65695
ILS 3.503661
IMP 0.853856
INR 109.668137
IQD 1507.728353
IRR 1582966.487118
ISK 142.017091
JEP 0.853856
JMD 182.318652
JOD 0.816153
JPY 180.375011
KES 149.016002
KGS 100.668118
KHR 4650.863699
KMF 491.538751
KRW 1645.669283
KWD 0.356198
KYD 0.959141
KZT 545.964678
LAK 26031.251717
LBP 103070.628234
LKR 386.433233
LRD 207.750565
LSL 18.981655
LTL 3.399028
LVL 0.696315
LYD 7.335898
MAD 10.731548
MDL 20.095807
MGA 4902.585703
MKD 61.452134
MMK 2417.037031
MNT 4136.667777
MOP 9.296933
MRU 46.095893
MUR 54.034696
MVR 17.796958
MWK 1995.72662
MXN 19.936307
MYR 4.714741
MZN 73.569574
NAD 18.981655
NGN 1569.077604
NIO 42.352124
NOK 10.98318
NPR 175.479443
NZD 1.96175
OMR 0.442596
PAB 1.150914
PEN 3.887206
PGK 5.07939
PHP 70.096015
PKR 319.591151
PLN 4.308978
PYG 6865.388212
QAR 4.195748
RON 5.247141
RSD 117.384436
RUB 92.258613
RWF 1687.835995
SAR 4.308189
SBD 9.302513
SCR 15.481419
SDG 690.686581
SEK 11.000882
SGD 1.476509
SLE 28.43061
SOS 657.770717
SRD 43.520133
STD 23826.35054
STN 24.472866
SVC 10.070616
SZL 18.984951
THB 38.483442
TJS 10.628923
TMT 4.040514
TND 3.377355
TRY 54.718698
TTD 7.804313
TWD 37.363845
TZS 3045.080179
UAH 51.627784
UGX 4307.243185
USD 1.151144
UYU 46.28888
UZS 13799.700007
VES 858.40372
VND 30260.114568
VUV 137.043837
WST 3.147792
XAF 655.233376
XAG 0.020079
XAU 0.000285
XCD 3.111023
XCG 2.0743
XDR 0.813664
XOF 655.233376
XPF 119.331742
YER 274.321302
ZAR 19.010281
ZMK 10361.675417
ZMW 21.629831
ZWL 370.667803
Furacão Melissa deixa ao menos 30 mortos no Haiti e se aproxima de Bermudas
Furacão Melissa deixa ao menos 30 mortos no Haiti e se aproxima de Bermudas / foto: YAMIL LAGE - AFP

Furacão Melissa deixa ao menos 30 mortos no Haiti e se aproxima de Bermudas

Melissa, o pior furacão a passar pelo Atlântico em quase um século, segue enfraquecido em direção a Bermudas nesta quinta-feira (30), após sua passagem devastadora pelo Caribe, que deixou ao menos 30 mortos no Haiti, e partes de Cuba e Jamaica em ruínas.

Tamanho do texto:

As previsões indicam uma redução das inundações em Bahamas, que suspendeu o alerta de furacão, mas elas podem persistir em Cuba, Jamaica, Haiti e República Dominicana, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês).

"As condições em Bermudas vão se deteriorar rapidamente esta tarde e noite", disse o NHC, ao se referir à chegada de Melissa a esse arquipélago no Oceano Atlântico, com ventos máximos sustentados de 165 km/h.

A força e a capacidade destrutiva deste furacão se intensificou devido à mudança climática provocada pela atividade humana, segundo uma análise do Imperial College de Londres.

No Haiti, que não foi impactado diretamente pelo furacão, mas sofre com fortes chuvas, pelo menos 30 pessoas, incluídas dez crianças, faleceram e 20 estão desaparecidas, segundo um novo balanço publicado nesta quinta-feira pelas autoridades locais.

A maioria das mortes (23) foi provocada por uma inundação repentina no sudoeste do país.

Em Cuba, a passagem de Melissa na quarta-feira agravou uma situação que já estava difícil devido à grave crise econômica que afeta a ilha há cinco anos.

Em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, a tempestade provocou o desabamento parcial de residências e arrancou telhados. A cidade estava sem eletricidade e muitos cabos de alta tensão jaziam pelo chão.

"Este ciclone nos matou, pois nos deixou destruídos", disse à AFP Felicia Correa, que vive no vilarejo de La Trampa, cerca de 20 km a leste de Santiago de Cuba.

"Já estávamos passando tremenda necessidade. Agora, claro que estamos muito pior", acrescentou esta mulher de 65 anos.

Em El Cobre, próximo a La Trampa, era possível ouvir o som dos martelos: pessoas que perderam os tetos de seus casas tentavam repará-los com a ajuda de amigos e vizinhos, observou a AFP.

Outros se aventuraram a sair em busca de comida, enquanto alguns comércios começavam a reabrir.

As autoridades cubanas informaram que cerca de 735 mil pessoas foram evacuadas, especialmente nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo.

- 'Ajuda humanitária imediata' -

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que viajou à província de Holguín, uma das mais afetada, declarou que o furacão havia causado "danos consideráveis", mas nenhuma vítima.

O governo americano de Donald Trump disse que enviou equipes de resgate e resposta a Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas e ofereceu ajuda a Cuba, seu histórico rival ideológico.

"Os Estados Unidos estão preparados para proporcionar assistência humanitária imediata" ao "valente povo cubano", indicou o secretário de Estado americano Marco Rubio na rede social X.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, anunciou o envio de 26 toneladas de ajuda humanitária a Cuba.

O Reino Unido garantiu uma ajuda de emergência de aproximadamente 3,3 milhões de dólares (R$ 17,7 milhões) para a região e informou que disponibilizará voos para facilitar a saída de cidadãos britânicos da Jamaica.

"El Salvador enviará amanhã três aviões de ajuda humanitária à Jamaica", indicou o presidente salvadorenho Nayib Bukele no X.

- 300 km/h -

Cerca de 40 pessoas morreram na região devido à passagem do ciclone, algumas delas enquanto protegiam suas casas antes de sua chegada.

A potência de Melissa superou a de furacões como o Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans em 2005.

Melissa foi a tempestade mais forte a tocar o solo na Jamaica em 90 anos. Na terça-feira, atingiu o país caribenho como furacão de categoria 5, a mais alta na escala Saffir-Simpson, segundo uma análise da AFP com base em dados meteorológicos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Em 1935, o furacão do Dia do Trabalho devastou o arquipélago de Florida Keys, nos Estados Unidos, com ventos também próximos a 300 km/h e uma pressão atmosférica de 892 milibares.

O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, declarou o país como "zona de desastre".

 

Cientistas afirmam que as mudanças climáticas causadas pelos humanos intensificaram as grandes tempestades e aumentaram sua frequência.

M.Fujitav--JT