The Japan Times - Poderoso furacão Melissa está a horas de atingir a Jamaica

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Poderoso furacão Melissa está a horas de atingir a Jamaica
Poderoso furacão Melissa está a horas de atingir a Jamaica / foto: Ricardo Makyn - AFP

Poderoso furacão Melissa está a horas de atingir a Jamaica

O poderoso furacão Melissa está, nesta terça-feira (28), a poucas horas de tocar o solo na Jamaica, onde causará chuvas torrenciais e ventos devastadores que, segundo alertaram as autoridades, podem destruir a infraestrutura da pequena nação caribenha.

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Melissa avança lentamente em direção à ilha com ventos máximos sustentados de 290 km/h, segundo o último boletim do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Este furacão de categoria 5, a máxima na escala de Saffir-Simpson, está a caminho de ser o mais poderoso a atingir a Jamaica.

Há o temor de que Melissa provoque uma devastação comparável à de furacões históricos, como Maria em 2017 ou Katrina em 2005, que deixaram marcas permanentes em Porto Rico e na cidade americana de Nova Orleans.

Sete mortes — três na Jamaica, três no Haiti e uma na República Dominicana — já foram atribuídas ao agravamento das condições meteorológicas.

O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, quis ser honesto com a população sobre as consequências do furacão nas áreas mais atingidas. "Não acredito que haja infraestrutura nesta região que possa resistir a um furacão de categoria 5", declarou na segunda-feira.

"Para a Jamaica, será a tempestade do século até agora", afirmou Anne-Claire Fontan, da Organização Meteorológica Mundial.

O NHC localizou Melissa a cerca de 80 quilômetros ao sul-sudeste de Negril, uma cidade no oeste da ilha, em seu último relatório.

Segundo o centro americano, é provável que o furacão cause inundações potencialmente fatais e numerosos deslizamentos de terra, devido a marés ciclônicas e chuvas torrenciais.

As autoridades demonstraram preocupação porque muitos habitantes se recusavam a obedecer às ordens de evacuação.

O ministro do governo local, Desmond McKenzie, informou na noite de segunda-feira que muitos dos cerca de 880 abrigos da ilha ainda estavam vazios.

"Quero instar as pessoas... a se mudarem para áreas altas o mais rápido possível", disse.

Roy Brown, encanador e azulejista, contou à AFP que teve experiências ruins em abrigos governamentais durante furacões anteriores e que "não iria se mudar".

"Não acho que possa fugir da morte", afirmou.

- Em câmera lenta -

Prevê-se que Melissa alcance o extremo oriental de Cuba na noite de terça-feira, após atingir a Jamaica.

O Conselho de Defesa Nacional declarou a "fase de alerta" nas seis províncias do leste (Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín, Camagüey, Granma e Las Tunas).

As autoridades começaram a retirar cerca de 650.000 pessoas nessas províncias, onde a população está armazenando mantimentos e tentando assegurar os telhados de suas casas com cordas. As aulas e atividades laborais não essenciais foram suspensas.

Na Jamaica, a Cruz Vermelha, que distribuiu água potável e kits de higiene diante de possíveis interrupções nos serviços, destacou que a "lentidão" de Melissa aumentava a ansiedade.

O furacão avança a passo humano, o que significa que há temor de uma catástrofe na ilha tropical conhecida pelo turismo, pelo velocista Usain Bolt e pelo reggae.

"Era esperado que talvez passasse em quatro horas, mas Melissa não parece ser assim", disse à AFP uma porta-voz da Cruz Vermelha, Esther Pinnock.

Estima-se até um metro de chuva, com inundações repentinas e deslizamentos de terra também previstos no Haiti, na República Dominicana e em Cuba.

Os cientistas afirmam que a mudança climática causada pelo ser humano intensificou as grandes tempestades, aumentando sua frequência.

- Aquecimento global -

O meteorologista Kerry Emanuel explicou que o aquecimento global está provocando que mais tempestades se intensifiquem rapidamente, como ocorreu com Melissa, o que aumenta o risco de chuvas extremas.

"A água mata muito mais pessoas do que o vento", disse à AFP.

O último grande furacão que afetou a Jamaica foi Beryl, em julho de 2024, uma tempestade anormalmente forte para essa época do ano.

"A mudança climática causada pelo ser humano está piorando todos os aspectos mais graves do furacão Melissa", afirmou o cientista climático Daniel Gilford.

T.Ikeda--JT