The Japan Times - Presidente da COP30 pede metas 'mais ambiciosas possíveis' para redução das emissões

EUR -
AED 4.296525
AFN 74.874664
ALL 95.983925
AMD 433.927327
ANG 2.09402
AOA 1073.986263
ARS 1629.105392
AUD 1.629005
AWG 2.105854
AZN 1.991712
BAM 1.955473
BBD 2.356632
BDT 143.595337
BGN 1.951544
BHD 0.442226
BIF 3496.56957
BMD 1.169919
BND 1.49265
BOB 8.115641
BRL 5.809352
BSD 1.170069
BTN 111.224372
BWP 15.88334
BYN 3.309646
BYR 22930.413655
BZD 2.353706
CAD 1.592827
CDF 2714.212348
CHF 0.917357
CLF 0.026787
CLP 1054.261312
CNY 7.988499
CNH 7.98712
COP 4278.686497
CRC 532.008626
CUC 1.169919
CUP 31.002855
CVE 110.246536
CZK 24.392052
DJF 208.405097
DKK 7.472384
DOP 69.594365
DZD 155.030644
EGP 62.64893
ERN 17.548786
ETB 182.743994
FJD 2.570193
FKP 0.86132
GBP 0.863675
GEL 3.135592
GGP 0.86132
GHS 13.101806
GIP 0.86132
GMD 85.403651
GNF 10269.236238
GTQ 8.942706
GYD 244.809
HKD 9.164087
HNL 31.104543
HRK 7.536735
HTG 153.133594
HUF 363.328314
IDR 20367.120986
ILS 3.464602
IMP 0.86132
INR 111.326749
IQD 1532.835385
IRR 1537273.650606
ISK 143.864961
JEP 0.86132
JMD 184.339127
JOD 0.829443
JPY 183.836985
KES 151.142186
KGS 102.274909
KHR 4694.213821
KMF 491.365838
KPW 1052.927155
KRW 1722.144058
KWD 0.36044
KYD 0.975237
KZT 542.81909
LAK 25712.693684
LBP 104801.847973
LKR 373.914181
LRD 214.754033
LSL 19.570191
LTL 3.454467
LVL 0.707673
LYD 7.409727
MAD 10.815289
MDL 20.146626
MGA 4875.183513
MKD 61.638112
MMK 2456.537262
MNT 4184.420886
MOP 9.442119
MRU 46.765968
MUR 54.705322
MVR 18.08107
MWK 2029.360126
MXN 20.46323
MYR 4.624737
MZN 74.758461
NAD 19.574122
NGN 1608.90779
NIO 43.054141
NOK 10.82684
NPR 177.956914
NZD 1.987546
OMR 0.449841
PAB 1.170304
PEN 4.104088
PGK 5.089148
PHP 72.211499
PKR 326.072492
PLN 4.256522
PYG 7274.781632
QAR 4.265767
RON 5.198072
RSD 117.406093
RUB 88.385862
RWF 1711.113426
SAR 4.389765
SBD 9.408618
SCR 16.211749
SDG 702.533879
SEK 10.834363
SGD 1.492653
SHP 0.873463
SLE 28.782244
SLL 24532.613328
SOS 668.779419
SRD 43.822825
STD 24214.962568
STN 24.490979
SVC 10.240241
SYP 129.305286
SZL 19.569722
THB 38.17508
TJS 10.954165
TMT 4.100566
TND 3.40513
TOP 2.816885
TRY 52.881418
TTD 7.948669
TWD 37.013835
TZS 3038.869425
UAH 51.564764
UGX 4391.382448
USD 1.169919
UYU 47.132106
UZS 14040.648497
VES 572.02345
VND 30815.083187
VUV 138.961562
WST 3.176551
XAF 655.84716
XAG 0.015893
XAU 0.000256
XCD 3.161765
XCG 2.109247
XDR 0.813831
XOF 655.84716
XPF 119.331742
YER 279.148142
ZAR 19.567423
ZMK 10530.689331
ZMW 21.91433
ZWL 376.713461
Presidente da COP30 pede metas 'mais ambiciosas possíveis' para redução das emissões
Presidente da COP30 pede metas 'mais ambiciosas possíveis' para redução das emissões / foto: Manjunath KIRAN - AFP/Arquivos

Presidente da COP30 pede metas 'mais ambiciosas possíveis' para redução das emissões

Os países devem apresentar suas próximas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa "o mais ambiciosas possíveis" antes da COP30, que acontecerá em novembro em Belém, disse o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, em entrevista à AFP.

Tamanho do texto:

Belém se prepara para esta reunião climática da ONU em um momento de preocupação com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada por Donald Trump, e à espera que atores como a União Europeia (UE) e a China revelem seus novos objetivos climáticos para 2035.

O prazo para a entrega desses planos — obrigatórios a cada cinco anos para os países signatários do Acordo — termina em 10 de fevereiro.

Porém, para Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, "o que importa" não é o prazo, mas a "ambição", depois que o mundo quebrou recordes de temperatura em 2023 e 2024, com uma média superior a 1,5 ºC pela primeira vez.

Este esboço "deve ser compatível" com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 ºC em comparação à era pré-industrial, disse o diplomata veterano de 65 anos, que foi nomeado presidente da COP30 em janeiro.

Sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil busca se posicionar na vanguarda dos esforços para combater a mudança climática, embora internamente o equilíbrio seja ambíguo: ao mesmo tempo em que consegue reduzir gradativamente o desmatamento na Amazônia, defende a exploração do petróleo, do qual é o nono maior produtor do mundo.

Pergunta: Você está preocupado que a China e a UE ainda não tenham apresentado seus planos de redução de emissões para 2035?

Resposta: "Alguns têm circunstâncias especiais nesse ano, como a União Europeia e a mudança que aconteceu na Comissão, que talvez dificultem que as datas coincidam com as datas previstas. Mas o mais importante é que os países apresentem NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) ambiciosas como o Brasil fez, como o Reino Unido fez. Estamos aí muito atentos".

P: Você acredita que o diálogo continuará com o governo Trump, apesar do anúncio de sua retirada do Acordo de Paris?

R: "Sem dúvida. Como é membro da Convenção Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, que é como um guarda-chuva do Acordo do Paris, há várias formas de dialogar com os Estados Unidos, com o governo americano sobre isso. E existem também outros contextos nos quais nós falamos de mudança do clima com os Estados Unidos, o G20, por exemplo".

P: O Brasil pediu à Argentina que permanecesse no Acordo após temer que Javier Milei seguisse os passos de Trump?

R: "A Argentina acaba de se juntar ao acordo (comercial) da União Europeia e do Mercosul e o acordo prevê que todos os países, para poder usar o acordo, têm que ser membro do Acordo de Paris. (A saída) é uma decisão argentina (...), mas o acordo (comercial) foi um ganho muito grande para todos os países".

P: Quais resultados concretos o Brasil busca na COP30?

R: "A COP de Belém está muito ligada à apresentação das NDC. Mas, na verdade, há uma série de negociações que ainda estão em curso. Há também um mandato para que o Brasil, junto com o Azerbaijão, apresente alternativas para nós conseguirmos aumentar os recursos financeiros de 300 bilhões de dólares (anuais aprovados na COP29 em Baku para os países em desenvolvimento, valor em 1,7 trilhão de reais na cotação atual) para 1,3 trilhão de dólares (7,5 trilhões de reais)".

P: A COP28 concordou em eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, mas o governo brasileiro apoia novas explorações de petróleo na Amazônia. Isso não é uma contradição com seu papel como líder na luta climática?

R: "A transição é algo que vai ser muito diferente segundo o país. Cada país tem que ter um debate para saber como chegar em 2050 (à neutralidade do carbono, quando um resultado líquido de zero emissões for alcançado). Então, esse processo pode ter caminhos que alguns consideram tortuosos ou não em linha reta. O exemplo que sempre é lembrado é que quando a Alemanha decidiu deixar a energia nuclear, que não emite gases de efeito estufa, ela voltou a usar carvão. Mas isso é um processo".

P: O Brasil não planeja seguir o exemplo do presidente colombiano, Gustavo Petro, que quer acabar com a dependência das energias fósseis?

R: "(Petro) considerou que isso daí deveria ser o caminho. Mas isso gerou também um grande debate com relação ao risco-país. O fato é que o recebimento dessa declaração da Colômbia não foi como se poderia imaginar, positivo. Inclusive do ponto de vista do financiamento internacional".

P: O que o Brasil espera da sociedade civil na COP30?

R: "A sociedade civil está compreensivelmente preocupada com o ritmo das ações para cumprir com aquilo que é necessário para combater a mudança climática. O Acordo de Paris tem uma série de decisões que precisam ser implementadas. É normal que haja uma frustração".

"A presença da sociedade civil, a pressão da sociedade civil e a atuação da sociedade civil é algo que nós, no Brasil, achamos que é absolutamente essencial".

S.Yamamoto--JT