The Japan Times - Dez acontecimentos que marcaram o ano de 2023

EUR -
AED 4.209885
AFN 73.365394
ALL 95.800427
AMD 434.810135
ANG 2.052024
AOA 1051.183724
ARS 1598.50641
AUD 1.626713
AWG 2.063391
AZN 1.947207
BAM 1.953378
BBD 2.323185
BDT 141.504531
BGN 1.95943
BHD 0.433007
BIF 3420.030365
BMD 1.146329
BND 1.472863
BOB 7.970021
BRL 6.020654
BSD 1.153501
BTN 106.960496
BWP 15.642741
BYN 3.51583
BYR 22468.039124
BZD 2.319889
CAD 1.57482
CDF 2602.165752
CHF 0.907972
CLF 0.026582
CLP 1049.612476
CNY 7.878773
CNH 7.9149
COP 4250.987392
CRC 538.737696
CUC 1.146329
CUP 30.377706
CVE 110.140913
CZK 24.490508
DJF 205.406504
DKK 7.472199
DOP 69.737212
DZD 152.109771
EGP 59.887707
ERN 17.194928
ETB 180.107514
FJD 2.543471
FKP 0.860518
GBP 0.863971
GEL 3.112258
GGP 0.860518
GHS 12.573834
GIP 0.860518
GMD 84.828354
GNF 10109.448326
GTQ 8.835046
GYD 241.308138
HKD 8.982372
HNL 30.529135
HRK 7.53562
HTG 151.172215
HUF 393.484721
IDR 19465.804713
ILS 3.571696
IMP 0.860518
INR 106.909466
IQD 1510.897797
IRR 1507422.012458
ISK 143.210624
JEP 0.860518
JMD 181.110967
JOD 0.812738
JPY 182.425616
KES 148.540909
KGS 100.246273
KHR 4619.178761
KMF 490.628658
KPW 1031.681894
KRW 1716.839053
KWD 0.351705
KYD 0.961167
KZT 556.431947
LAK 24750.842591
LBP 103308.072843
LKR 359.160429
LRD 211.072202
LSL 19.253652
LTL 3.38481
LVL 0.693402
LYD 7.36035
MAD 10.79374
MDL 20.111097
MGA 4804.006802
MKD 61.678772
MMK 2406.99123
MNT 4110.55331
MOP 9.311709
MRU 46.037948
MUR 53.315552
MVR 17.722448
MWK 2000.12111
MXN 20.429093
MYR 4.509088
MZN 73.24617
NAD 19.253652
NGN 1562.365449
NIO 42.445698
NOK 10.962603
NPR 171.151362
NZD 1.970192
OMR 0.44076
PAB 1.153401
PEN 3.938916
PGK 4.976805
PHP 68.88116
PKR 322.223587
PLN 4.278385
PYG 7455.251146
QAR 4.194175
RON 5.097377
RSD 117.455107
RUB 99.295938
RWF 1683.742604
SAR 4.304888
SBD 9.222488
SCR 15.618637
SDG 688.943139
SEK 10.766085
SGD 1.470602
SHP 0.860043
SLE 28.257533
SLL 24037.948451
SOS 659.211952
SRD 42.843994
STD 23726.686075
STN 24.474455
SVC 10.091982
SYP 126.702276
SZL 19.258983
THB 37.545686
TJS 11.032071
TMT 4.01215
TND 3.394076
TOP 2.760083
TRY 50.805882
TTD 7.818737
TWD 36.621185
TZS 2980.431311
UAH 50.726176
UGX 4339.111483
USD 1.146329
UYU 46.707379
UZS 14065.153958
VES 516.928642
VND 30148.440253
VUV 136.881277
WST 3.132022
XAF 655.273063
XAG 0.016044
XAU 0.000244
XCD 3.09801
XCG 2.078676
XDR 0.814953
XOF 655.275918
XPF 119.331742
YER 273.48536
ZAR 19.420295
ZMK 10318.333563
ZMW 22.556555
ZWL 369.117318
Dez acontecimentos que marcaram o ano de 2023
Dez acontecimentos que marcaram o ano de 2023 / foto: Sergio Lima - AFP/Arquivos

Dez acontecimentos que marcaram o ano de 2023

Da guerra entre Hamas e Israel ao ataque dos bolsonaristas em Brasília, aqui estão 10 grandes acontecimentos que marcaram o ano de 2023.

Tamanho do texto:

- Guerra Israel-Hamas -

Em 7 de outubro, comandos do Hamas se infiltraram no sul de Israel a partir da Faixa de Gaza e executara um massacre em cidades fronteiriças e em um festival de música ao ar livre.

Quase 1.200 pessoas, a maioria civis de todas as idades, morreram do lado israelense, segundo os números oficiais, neste ataque de magnitude sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948. Também há investigações sobre denúncias de estupros e mutilações de mulheres.

Os milicianos islamistas também sequestram 240 pessoas, incluindo dezenas de crianças e idosos, que foram levados para Gaza.

Determinado a "aniquilar" o Hamas, organização considerada "terrorista" por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia, o Exército israelense responde com bombardeios em larga escala em Gaza e ordena aos civis que fujam para o sul do território. Em 27 de outubro, as suas tropas iniciam uma operação terrestre no norte da Faixa de Gaza.

A intensidade dos bombardeios e a extensão da destruição provocam críticas internacionais e preocupação com a população civil de Gaza, também privada de água, eletricidade, alimentos e medicamentos devido ao cerco total imposto por Israel.

Em sete semanas de conflito, os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza deixaram quase 15 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas. Mais de dois terços dos 2,4 milhões de habitantes foram deslocados, segundo a ONU.

A ajuda humanitária aumentou em 24 de novembro, com a aplicação de uma trégua de quatro dias, prorrogada por 48 horas segundo o Hamas e o Catar, embora ainda seja insuficiente segundo as agências da ONU.

O acordo permitiu a libertação de 50 reféns e 150 palestinos presos em Israel. Além deste acordo, outros 19 reféns, a maioria trabalhadores estrangeiros, foram libertados pelo Hamas.

- O retorno de Lula -

O veterano Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao poder em 1º de janeiro de 2023, prometendo colocar o "Brasil de volta" no cenário internacional e unir seus mais de 200 milhões de habitantes em seu terceiro mandato como presidente, depois de derrotar Jair Bolsonaro (2019-2022) nas urnas.

Mas a tarefa de "reconstruir" a maior nação sul-americana após quatro anos de crises institucionais e retrocessos nas políticas ambientais foi rapidamente abalada no dia 8 de janeiro, quando milhares de apoiadores de Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal, destruindo móveis e obras de arte e clamando, em vão, por uma intervenção militar para destituir Lula do cargo.

O Supremo Tribunal Federal respondeu com firmeza ao motim, pelo qual cerca de 100 das mais de mil pessoas que foram detidas ainda permanecem presas.

A tentativa de golpe colocou Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos no dia dos ataques, na mira. O ex-presidente, que questionou, sem provas, a transparência do processo eleitoral em que foi derrotado por Lula, está sendo investigado pela Justiça como suposto instigador dos atos.

Em junho, Bolsonaro recebeu uma condenação administrativa por abuso de poder político que o deixou impossibilitado de participar das eleições durante oito anos, ou seja, está automaticamente fora das próximas eleições presidenciais de 2026.

- Difícil contraofensiva da Ucrânia -

Em janeiro, o Exército russo, reforçado por 300.000 reservistas e apoiado pelos paramilitares do grupo Wagner, passa ao ataque, particularmente na área do Donbass, no leste da Ucrânia.

Em maio, Moscou reivindicou a captura da cidade de Bakhmut, ao final da batalha mais longa e sangrenta desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022.

No início de junho, Kiev lançou uma contraofensiva há muito tempo aguardada pelos seus aliados ocidentais, para tentar recuperar os territórios ocupados por Moscou, mas esbarrou em uma sólida defesa russa. Apesar dos bilhões em ajuda militar ocidental, o Exército ucraniano só conseguiu recuperar algumas cidades no sul e no leste.

Em 24 de junho, combatentes do grupo Wagner se rebelaram e marcharam em direção a Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou a "traição" do chefe paramilitar, Yevgueni Prigozhin, que ordenou aos seus homens que voltassem às suas bases.

Dois meses depois, Prigozhin morreu em um acidente de avião, que ainda gera dúvidas. Os países ocidentais e a Ucrânia suspeitam do envolvimento do Kremlin.

Depois de meses de uma contraofensiva infrutífera, Kiev afirmou, em meados de novembro, que fez o Exército russo recuar vários quilômetros na margem esquerda do rio Dnieper, na região sul de Kherson.

Em 21 de novembro, os líderes europeus foram a Kiev para reiterar o seu apoio à Ucrânia, que teme um compromisso menor por parte dos seus aliados quando a atenção internacional se concentra na guerra em Gaza.

- O ultraliberal Milei ganha na Argentina -

O economista ultraliberal Javier Milei, de 53 anos, tomará posse em 10 de dezembro como presidente da Argentina, após sua ampla vitória em 19 de novembro contra o centrista peronista Sergio Massa.

Este "antissistema", crítico dos peronistas e liberais que se alternam no poder há 20 anos, promete uma terapia de choque para a terceira maior economia da América Latina, que sofre com uma inflação recorde: privatizações, cortes com "motosserra" nas despesas públicas, dolarização e a supressão do Banco Central.

Ele também levanta ideias muito controversas, como a desregulamentação da venda de armas ou uma "solução de mercado" para a doação de órgãos.

Seu jovem partido, A Liberdade Avança, é apenas a terceira força na Câmara Baixa do Congresso argentino, com 38 deputados de 257, e por isso Milei terá que fazer alianças para avançar com seus projetos.

- Terremotos mortais -

Na madrugada de 6 de fevereiro, o sudeste da Turquia e parte da Síria foram devastados por um dos terremotos mais mortais dos últimos 100 anos.

O tremor, de magnitude 7,8, seguido por outro nove horas depois, deixou pelo menos 56 mil mortos, quase 6 mil deles no lado sírio.

As imagens da catástrofe correram o mundo: um pai segurando a mão da filha de 15 anos, soterrada nos escombros na Turquia, ou um recém-nascido salvo milagrosamente na Síria, com o cordão umbilical ainda ligado à falecida mãe.

Os danos materiais são avaliados em mais de 100 bilhões de euros (quase 110 bilhões de dólares ou 538 bilhões de reais, na cotação atual).

Em 8 de setembro, outro terremoto mortal foi registrado no Marrocos. Às 23h11 (19h11 no horário de Brasília), um violento terremoto sacudiu a região de Marrakech.

Com uma magnitude estimada entre 6,8 e 7, o tremor foi o mais forte já registrado neste país e deixou quase 3.000 mortos e mais de 5.600 feridos.

O choque danificou cerca de 60 mil casas em quase 3 mil aldeias do Alto Atlas e arredores, algumas das quais são de acesso muito difícil.

- Hollywood paralisada por greves -

Em maio, os roteiristas americanos iniciaram uma greve, à qual os atores aderiram em meados de julho, para exigir melhores remunerações e a regulamentação do uso da inteligência artificial (IA).

Este protesto, sem precedentes em Hollywood desde 1960, terminou em setembro para os roteiristas, que conseguiram um acordo salarial e proteções contra o uso de IA.

Os atores, preocupados com a possibilidade de os estúdios usarem essa tecnologia para clonar suas vozes e imagens e reutilizá-las perpetuamente sem compensação ou consentimento, só retornaram às gravações em novembro.

Além de salários melhores, a greve permitiu a introdução de novas restrições ao uso da IA.

A produção de filmes e séries americanas ficou paralisada durante quase seis meses pelo movimento, que custou à economia do país pelo menos 6 bilhões de dólares (29,3 bilhões de reais).

Muitas grandes produções, como a série "Stranger Things", foram adiadas.

- Calor e incêndios -

De junho a outubro, o mundo bate recordes mensais de temperatura para esse período do ano, segundo o observatório europeu Copernicus, que prevê que 2023 superará "quase certamente" o recorde anual de 2016, o ano "mais quente" já registrado.

As temperaturas elevadas são acompanhadas por secas que provocam fome, incêndios devastadores e furacões de intensidade incomum.

O Canadá viveu uma temporada histórica de incêndios este ano, com mais de 18 milhões de hectares queimados e 200 mil pessoas deslocadas.

Em agosto, um incêndio no Havaí destruiu quase completamente a cidade turística de Lahaina, no Maui, deixando 97 mortos.

A Grécia foi gravemente atingida por incêndios florestais durante o verão (com pelo menos 26 mortos), incluindo o maior já registrado na União Europeia, em Evros (nordeste). Depois, em setembro, graves inundações mataram 17 pessoas na região da Tessália.

As chamas, alimentadas por uma onda de calor, devastaram as ilhas turísticas gregas de Rodes e Corfu, e outras áreas da bacia do Mediterrâneo, como a Argélia ou a ilha italiana da Sicília.

- Objetivo: a Lua -

A Lua está mais uma vez no centro da corrida espacial. Em 23 de agosto, a Índia conseguiu colocar uma nave não tripulada, a Chandrayaan-3, em uma área inexplorada próxima ao polo sul do satélite.

Poucos dias antes, a sonda russa Luna-25, a primeira missão lunar de Moscou desde 1976, caiu na mesma região, alvo de muito interesse por conter água congelada.

Antes da Índia, apenas os Estados Unidos, a União Soviética e a China conseguiram realizar pousos controlados na Lua.

A Nasa conta com o foguete Starship, desenvolvido pela SpaceX de Elon Musk, para as suas missões Artemis, que querem levar astronautas à Lua em 2025, pela primeira vez desde 1972.

Em 20 de abril, a Starship decolou pela primeira vez em sua configuração completa, mas vários motores falharam e a SpaceX fez o foguete explodir intencionalmente quatro minutos depois.

Em um segundo teste em novembro, o módulo superior do foguete chegou ao espaço, antes que uma "anomalia" provocasse uma explosão.

A empresa emergente privada japonesa "ispace" falhou em sua tentativa de fazer o módulo Hakuto-R pousar na Lua em abril, mas a agência espacial japonesa Jaxa lançou uma nova missão lunar em setembro.

- Campeãs do mundo e beijo forçado -

A Espanha conquista a Copa do Mundo Feminina em Sydney, mas a comemoração é prejudicada pelo presidente da federação do país, Luis Rubiales, que durante as celebrações beija a atacante Jenni Hermoso na boca, causando indignação internacional.

A jogadora de futebol denuncia um ato "machista, inadequado e sem qualquer tipo de consentimento", mas Rubiales o descreve como um beijo "consensual", antes de renunciar ao cargo em 10 de setembro.

Acusado de "agressão sexual" pela Justiça, Rubiales está suspenso por três anos pela Fifa de todas as atividades ligadas ao futebol.

O escândalo teve impacto global em um momento em que o futebol feminino, como se viu na nona edição da Copa do Mundo, desperta cada vez mais interesse.

- Ofensiva relâmpago em Nagorno-Karabakh -

Em 19 de setembro, o Azerbaijão atacou a região de Nagorno-Karabakh, um território separatista de maioria armênia que Baku e Yerevan disputam há mais de três décadas.

Este enclave montanhoso, que, apoiado pela Armênia, proclamou unilateralmente a sua independência em 1991, após a queda da União Soviética, foi palco de duas guerras entre estas ex-repúblicas soviéticas no Cáucaso (1988-1994 e 2020).

Em 24 horas, as autoridades do território, abandonadas por Yerevan, se renderam e um cessar-fogo foi estabelecido.

Depois desta ofensiva relâmpago que deixou quase 600 mortos, a maioria dos 120 mil habitantes do enclave fugiu para a Armênia e as autoridades da autoproclamada república anunciaram a sua dissolução para 1º de janeiro de 2024.

Em meados de novembro, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) ordenou, a pedido da Armênia, que o Azerbaijão permita o retorno "seguro" dos habitantes de Nagorno-Karabakh.

As negociações sob mediação internacional para um acordo de paz ainda não terminaram.

S.Yamada--JT