The Japan Times - Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos

EUR -
AED 4.224055
AFN 73.034746
ALL 93.912556
AMD 423.509494
ANG 2.059295
AOA 1055.298283
ARS 1652.513696
AUD 1.637006
AWG 2.070333
AZN 1.954332
BAM 1.938266
BBD 2.317733
BDT 141.263308
BGN 1.944825
BHD 0.433739
BIF 3440.203335
BMD 1.150185
BND 1.474263
BOB 7.980803
BRL 5.855363
BSD 1.15079
BTN 108.762098
BWP 15.419509
BYN 3.185978
BYR 22543.626
BZD 2.314463
CAD 1.623049
CDF 2668.429339
CHF 0.921954
CLF 0.025886
CLP 1018.787718
CNY 7.772318
CNH 7.779921
COP 3950.885475
CRC 524.15827
CUC 1.150185
CUP 30.479903
CVE 109.670229
CZK 23.926206
DJF 204.410724
DKK 7.402752
DOP 67.400776
DZD 152.835402
EGP 57.40366
ERN 17.252775
ETB 182.160574
FJD 2.569169
FKP 0.858573
GBP 0.866384
GEL 3.042238
GGP 0.858573
GHS 12.994445
GIP 0.858573
GMD 83.963142
GNF 10095.747706
GTQ 8.771724
GYD 240.722336
HKD 9.014132
HNL 30.706716
HRK 7.532445
HTG 150.290417
HUF 345.802709
IDR 20414.173491
ILS 3.38297
IMP 0.858573
INR 108.47337
IQD 1506.74235
IRR 1581504.374934
ISK 143.002537
JEP 0.858573
JMD 182.003529
JOD 0.815503
JPY 184.332097
KES 148.972166
KGS 100.583404
KHR 4615.109336
KMF 488.828408
KPW 1035.166903
KRW 1738.924442
KWD 0.35437
KYD 0.959024
KZT 561.198313
LAK 25338.575324
LBP 102999.066812
LKR 385.525743
LRD 209.506002
LSL 18.627083
LTL 3.396197
LVL 0.695736
LYD 7.332452
MAD 10.63348
MDL 20.081337
MGA 4830.776941
MKD 61.059454
MMK 2415.32615
MNT 4116.951662
MOP 9.284806
MRU 46.099467
MUR 54.208496
MVR 17.782141
MWK 1996.721456
MXN 19.882477
MYR 4.675277
MZN 73.499243
NAD 18.635202
NGN 1563.239036
NIO 42.108388
NOK 11.060296
NPR 174.018253
NZD 1.990508
OMR 0.442244
PAB 1.15079
PEN 3.925018
PGK 5.046724
PHP 69.44013
PKR 320.0944
PLN 4.195495
PYG 7022.472113
QAR 4.187251
RON 5.183926
RSD 116.25041
RUB 83.930778
RWF 1711.47528
SAR 4.315372
SBD 9.272129
SCR 16.235003
SDG 690.685314
SEK 10.948358
SGD 1.474571
SHP 0.858729
SLE 28.467414
SLL 24118.808572
SOS 657.339385
SRD 42.938737
STD 23806.507286
STN 24.613959
SVC 10.069
SYP 127.132361
SZL 18.629409
THB 37.420695
TJS 10.667696
TMT 4.037149
TND 3.349052
TOP 2.76937
TRY 53.420578
TTD 7.817282
TWD 36.298116
TZS 3019.239041
UAH 51.538512
UGX 4257.48521
USD 1.150185
UYU 46.460109
UZS 13807.970761
VES 685.552123
VND 30279.77031
VUV 136.859249
WST 3.151221
XAF 650.07617
XAG 0.016846
XAU 0.000268
XCD 3.108433
XCG 2.07402
XDR 0.809382
XOF 649.854731
XPF 119.331742
YER 274.462925
ZAR 18.840732
ZMK 10353.037051
ZMW 20.339997
ZWL 370.359101
Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos
Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos / foto: Emily Mesner - US National Park Service/AFP

Aquecimento do Ártico pode prejudicar reprodução de esquilos

Quando o rigoroso inverno do Alasca se instala, os esquilos-do-ártico cavam profundamente o solo para começar um período de hibernação de oito meses. Só emergem novamente na primavera, famintos e ansiosos para se reproduzir.

Tamanho do texto:

Cientistas descobriram, porém, uma nova e surpreendente consequência das mudanças climáticas: à medida que as temperaturas aumentam, as fêmeas dessa espécie têm gradualmente avançado a data de retorno à superfície, agora 10 dias mais cedo do que há 25 anos.

Por outro lado, os machos não estão terminando seu sono profundo mais cedo, o que poderia em breve trazer problemas para o processo de reprodução dessas criaturas, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira (25) na revista Science.

Anteriormente, os machos terminavam a hibernação um mês antes das fêmeas, permitindo tempo suficiente para seus testículos, que encolhem a cada outono, se regenerarem e descerem, em um ciclo anual de puberdade. Mas esse intervalo está diminuindo.

"Se isso continuar, esperamos começar a ver fêmeas emergindo prontas para acasalar com machos antes que esses machos estejam de fato totalmente maduros para a reprodução", disse à AFP um dos autores, Cory Williams, biólogo da Colorado State University.

- Adaptações únicas -

Como muitos animais árticos, os esquilos-do-ártico desenvolveram adaptações únicas para o inverno extremo.

Hibernam por cerca de oito meses ao ano, em buracos de aproximadamente um metro de profundidade nas margens arenosas dos rios, logo acima do permafrost da tundra.

Durante esse período, sua temperatura corporal cai de cerca de 37 °C para quase -3 °C, a mais baixa em qualquer mamífero, diminuindo drasticamente suas funções cerebrais, pulmonares, cardíacas e de outros órgãos, em um estado chamado "torpor".

A equipe por trás do estudo usou dados de longo prazo sobre as temperaturas do ar e do solo em dois locais e de 199 esquilos no mesmo período.

Foi detectado um aumento significativo na temperatura ambiente, como esperado para uma região conhecida por estar aquecendo quatro vezes mais que a média global devido às mudanças climáticas.

"Também observamos uma mudança no ciclo de congelamento e descongelamento do solo. Agora, o solo está congelando mais tarde e descongelando mais cedo", acrescentou Williams.

Isso teve dois efeitos nos animais. Embora tenham entrado em hibernação ao mesmo tempo, o momento em que sua temperatura corporal central caiu abaixo de 0 °C foi atrasado, o que, por sua vez, atrasou a data em que precisam gerar calor para evitar a morte dos tecidos durante o torpor.

E as fêmeas encerraram a hibernação mais cedo, acompanhando o degelo precoce da primavera.

A razão exata pela qual esse segundo efeito afeta apenas as fêmeas não está confirmada, mas os pesquisadores têm teorias.

Nos machos, os níveis crescentes de testosterona conforme se preparam para se reproduzir parecem forçar o fim da hibernação em um ponto fixo, enquanto as fêmeas parecem ser mais sensíveis às condições ambientais.

- Impactos em cascata -

A vantagem dessa hibernação reduzida é que as fêmeas voltam com mais massa e podem começar antes a coletar recursos - o que pode resultar em ninhadas mais saudáveis e melhores taxas de sobrevivência.

Por outro lado, ficam expostas aos predadores por mais tempo, além da iminente alteração nas interações sexuais.

Também pode haver impactos em cascata na cadeia alimentar, se os predadores dos esquilos se adaptarem à disponibilidade antecipada de presas.

Ainda é cedo para dizer quais poderiam ser os impactos gerais.

O que é impressionante é a prova concreta de que o clima afeta diretamente um ecossistema em um período relativamente curto de tempo, destacou a autora Helen Chmura, pesquisadora do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA.

"Temos um conjunto de dados de 25 anos, que é um prazo bastante longo para a ciência, mas um período curto de tempo em termos de ecologia", disse ela à AFP.

Y.Mori--JT