The Japan Times - Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?

EUR -
AED 4.238556
AFN 72.7108
ALL 96.082026
AMD 435.639205
ANG 2.065997
AOA 1058.341098
ARS 1611.474574
AUD 1.62305
AWG 2.077442
AZN 1.963632
BAM 1.955918
BBD 2.31787
BDT 141.20853
BGN 1.972773
BHD 0.435694
BIF 3416.932404
BMD 1.154135
BND 1.470557
BOB 7.968499
BRL 5.995037
BSD 1.150835
BTN 106.274197
BWP 15.639471
BYN 3.451804
BYR 22621.040548
BZD 2.31447
CAD 1.580039
CDF 2614.114822
CHF 0.90569
CLF 0.026523
CLP 1047.273231
CNY 7.948352
CNH 7.943419
COP 4271.614184
CRC 539.416228
CUC 1.154135
CUP 30.58457
CVE 112.12455
CZK 24.430957
DJF 204.926165
DKK 7.472578
DOP 70.242113
DZD 152.435303
EGP 60.293726
ERN 17.312021
ETB 181.199444
FJD 2.548387
FKP 0.867712
GBP 0.863752
GEL 3.127505
GGP 0.867712
GHS 12.562759
GIP 0.867712
GMD 84.823045
GNF 10085.390801
GTQ 8.833022
GYD 241.259546
HKD 9.044873
HNL 30.665647
HRK 7.534209
HTG 150.955849
HUF 388.755308
IDR 19579.029955
ILS 3.577183
IMP 0.867712
INR 106.631949
IQD 1511.916486
IRR 1516533.02462
ISK 143.597326
JEP 0.867712
JMD 181.035446
JOD 0.818281
JPY 183.34598
KES 149.517795
KGS 100.928472
KHR 4618.158943
KMF 492.815153
KPW 1038.771922
KRW 1714.698012
KWD 0.353939
KYD 0.959025
KZT 554.50428
LAK 24695.742965
LBP 103230.386068
LKR 358.370781
LRD 210.596336
LSL 19.262967
LTL 3.40786
LVL 0.698125
LYD 7.380713
MAD 10.807029
MDL 20.075604
MGA 4806.971373
MKD 61.658341
MMK 2423.859761
MNT 4125.451781
MOP 9.288979
MRU 46.286555
MUR 53.805255
MVR 17.831543
MWK 2004.732168
MXN 20.373478
MYR 4.52077
MZN 73.760321
NAD 19.262575
NGN 1561.405647
NIO 42.379283
NOK 11.063172
NPR 170.039116
NZD 1.969052
OMR 0.44376
PAB 1.153188
PEN 3.94426
PGK 4.963644
PHP 69.028664
PKR 322.29194
PLN 4.26136
PYG 7460.224439
QAR 4.205087
RON 5.093888
RSD 117.41474
RUB 95.070643
RWF 1683.882559
SAR 4.333138
SBD 9.285224
SCR 16.472922
SDG 693.635342
SEK 10.706002
SGD 1.472688
SHP 0.8659
SLE 28.391892
SLL 24201.640544
SOS 656.519751
SRD 43.42429
STD 23888.258553
STN 24.497553
SVC 10.069259
SYP 127.96572
SZL 19.262124
THB 37.301872
TJS 11.030575
TMT 4.051013
TND 3.384495
TOP 2.778879
TRY 51.033419
TTD 7.808201
TWD 36.781758
TZS 3010.825447
UAH 50.563121
UGX 4352.843167
USD 1.154135
UYU 46.875638
UZS 14008.314214
VES 516.830947
VND 30353.743184
VUV 138.019678
WST 3.178729
XAF 655.976735
XAG 0.014505
XAU 0.00023
XCD 3.119107
XCG 2.074053
XDR 0.815825
XOF 658.432219
XPF 119.331742
YER 275.31915
ZAR 19.247972
ZMK 10388.594502
ZMW 22.446675
ZWL 371.63091
Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?
Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026? / foto: Thibaud MORITZ - AFP/Arquivos

Ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado... E quanto a 2026?

O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no mundo, anunciaram nesta quarta-feira (14) o observatório europeu Copernicus e o instituto americano Berkeley Earth, que estimam que 2026 permanecerá em níveis historicamente altos.

Tamanho do texto:

O termômetro global permaneceu em níveis nunca antes vistos na história da humanidade nos últimos três anos e, pela primeira vez, a temperatura média dos últimos três anos ultrapassou o nível pré-industrial em mais de 1,5°C, observou o Copernicus em seu relatório anual.

"O aumento brutal registrado entre 2023 e 2025 foi extremo e aponta para uma aceleração do aquecimento global", alertaram cientistas do Berkeley Earth.

Desde o ano passado, a ONU, inúmeros climatologistas e formuladores de políticas públicas têm reconhecido publicamente que o planeta caminha para um aquecimento sustentado de 1,5°C, o limite simbólico estabelecido pelo Acordo de Paris sobre mudanças climáticas há uma década.

Com três anos consecutivos nesse nível, o Copernicus considera provável que a superação permanente desse limite seja confirmada "antes do final da década, ou seja, mais de dez anos antes do previsto".

Essa aceleração é ainda mais alarmante porque coincide com um momento em que os Estados Unidos — o segundo maior emissor de gases de efeito estufa — romperam com a cooperação climática internacional sob o governo de Donald Trump e restauraram o papel central do petróleo em sua política.

- Tendência para 2026 -

Além disso, nos países ricos, o combate às emissões de gases de efeito estufa perde força.

Na Alemanha e na França, a redução das emissões se estagnou novamente em 2025. Nos Estados Unidos, o ressurgimento das usinas de carvão elevou mais uma vez a pegada de carbono do país, anulando anos de avanços.

"A urgência de agir em relação às mudanças climáticas nunca foi tão grande", afirmou Mauro Facchini, chefe da unidade Copernicus, durante uma coletiva de imprensa.

Nada indica que 2026 irá quebrar essa tendência.

Samantha Burgess, diretora-adjunta de mudanças climáticas do Copernicus, prevê que "2026 será um dos cinco anos mais quentes já registrados". "Provavelmente será comparável a 2025", observou.

Cientistas climáticos do Berkeley Earth também preveem que 2026 "provavelmente será semelhante a 2025, sendo o cenário mais provável o de que se torne o quarto ano mais quente desde 1850".

Se o fenômeno El Niño, com seu efeito de aquecimento, retornar, "isso poderá fazer de 2026 um ano recorde", disse à AFP Carlo Buontempo, diretor de mudanças climáticas do observatório.

Mas "se isso acontecer em 2026, 2027 ou 2028, não muda muita coisa. A trajetória é muito, muito clara", acrescentou.

- Recordes na Ásia e na Antártica -

Em 2025, a temperatura do ar na superfície da terra e dos oceanos estava 1,47°C acima dos níveis pré-industriais, após o recorde de 1,60°C registrado em 2024.

Por trás dessa média global, escondem-se recordes regionais, particularmente na Ásia Central, Antártica e no Sahel, segundo uma análise da AFP com base em dados diários do serviço meteorológico europeu.

Em 2025, houve inúmeros eventos climáticos extremos — ondas de calor, ciclones e tempestades violentas na Europa, Ásia e América do Norte, assim como incêndios florestais devastadores em Espanha, Canadá e Califórnia — cuja intensidade e frequência foram amplificadas pelo aquecimento global.

A combustão cada vez maior de petróleo, carvão e gás fóssil é a principal responsável por esse aquecimento.

No entanto, Robert Rohde, cientista do Berkeley Earth, alerta para outros fatores que podem amplificar o aquecimento, mesmo que apenas em décimos ou centésimos de grau em escala planetária.

A organização afirma que as normas internacionais que reduziram o teor de enxofre no combustível de navios desde 2020 podem, na verdade, ter contribuído para o aquecimento, ao diminuir as emissões de dióxido de enxofre, que formam aerossóis que refletem a luz solar para longe da Terra.

T.Kobayashi--JT