The Japan Times - Congresso encerra 'shutdown' mais longo da história dos EUA

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Congresso encerra 'shutdown' mais longo da história dos EUA
Congresso encerra 'shutdown' mais longo da história dos EUA / foto: Charly Triballeau - AFP

Congresso encerra 'shutdown' mais longo da história dos EUA

A Câmara dos Representantes encerrou nesta quarta-feira (12) a paralisação governamental mais longa da história dos Estados Unidos, após 43 dias de uma dura disputa política que provocou cancelamentos de voos, demissões de milhares de servidores e um debate sobre a saúde pública que abre agora em um novo capítulo.

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Por 222 votos a favor e 209 contrários, os representantes aprovaram uma resolução legislativa proveniente do Senado, que, por sua vez, a aprovara na segunda-feira. Ontem não houve sessão pois foi feriado nos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump deve sancionar a lei orçamentária ainda esta noite, informou a Casa Branca.

"Eles sabiam que iriam causar danos, e mesmo assim o fizeram", acusou o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, em alusão aos democratas.

"Vamos continuar defendendo os direitos dos americanos", declarou um pouco antes, durante o debate prévio à votação, o líder da bancada opositora, o democrata Hakeem Jeffries.

A aritmética parlamentar favoreceu os republicanos, que têm uma maioria muito apertada no Congresso, mas demonstraram maior disciplina de voto em ambas as câmaras.

Os democratas, por outro lado, apareceram divididos entre uma liderança que queria manter a queda de braço com o governo e certos legisladores moderados que optaram por romper fileiras.

O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), uma agência federal que fornece informações orçamentárias e econômicas ao Poder Legislativo, calcula que o país perdeu até 14 bilhões de dólares (R$ 74 bilhões, na cotação atual) neste bloqueio orçamentário.

Cerca de 670 mil funcionários que estavam afastados temporariamente voltarão ao trabalho a partir desta quinta-feira, e os que continuaram trabalhando sem salário receberão seus rendimentos de maneira retroativa por esse período.

- Debate sobre a saúde -

O Senado votou favoravelmente na segunda-feira, graças à participação de oito democratas e à oposição de apenas um republicano.

Os esforços dos democratas para tentar reabrir a grande discussão sobre os subsídios para a cobertura de saúde acabaram frustrados.

Os republicanos se limitaram a prometer um debate separado no Congresso, a curto prazo, sobre os auxílios para milhões de americanos pagarem sua cobertura de saúde.

O "speaker" Mike Johnson e o líder da maioria republicana no Senado, John Thune, demonstraram firmeza ao longo de semanas de enorme pressão, que incluiu cancelamentos de voos em todo o país devido à falta de controladores aéreos, que ficaram sem salário durante quase dois meses.

- Nervosismo dos democratas -

"A assistência médica das pessoas neste país está prestes a se tornar impagável", afirmou Jeffries.

A polêmica reside no "Obamacare", a reforma de saúde aprovada durante a presidência do democrata Barack Obama, que representava uma primeira tentativa de introduzir uma cobertura de saúde pública universal em todo o país.

Essa cobertura, que a Suprema Corte determinou que não podia ser obrigatória, tem subsistido graças aos créditos fiscais aprovados pelos democratas.

Diante da crise da pandemia da covid-19, o democrata Joe Biden estendeu e ampliou uma série de subsídios em 2022 para ajudar milhões de americanos a pagar por essa cobertura de saúde. O prazo dos auxílios expira no final do ano, o que pode fazer com que os valores aumentem consideravelmente.

Os republicanos argumentam que esses subsídios deveriam ajudar apenas os setores mais desfavorecidos e não serem estendidos de forma indiscriminada.

Durante os acalorados debates sobre o "shutdown" do governo, os republicanos também acusaram os democratas de quererem beneficiar milhões de imigrantes em situação irregular com esses subsídios.

As pesquisas mostraram que a maioria da população atribuía a Trump e aos republicanos a responsabilidade pela paralisação do governo, já que eles dominam a Casa Branca e o Congresso. Mas sua unidade permaneceu quase sem fissuras, enquanto a indignação crescia na opinião pública.

O nervosismo acabou pesando mais nas fileiras democratas, que há apenas uma semana comemoravam uma série de vitórias em seus redutos eleitorais, incluindo a eleição de Zohran Mamdani, um candidato que se declara socialista, para comandar a Prefeitura de Nova York.

A renovação geracional está se acelerando no partido. A veterana líder na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, anunciou sua aposentadoria na semana passada, e Schumer aparece cada vez mais questionado no Senado.

M.Sugiyama--JT