The Japan Times - Fifa nega ter controle sobre vistos para a Copa do Mundo

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Fifa nega ter controle sobre vistos para a Copa do Mundo
Fifa nega ter controle sobre vistos para a Copa do Mundo / foto: Alfredo ESTRELLA - AFP

Fifa nega ter controle sobre vistos para a Copa do Mundo

O presidente da Fifa afirmou nesta quarta-feira (10) que os vistos para assistir à Copa do Mundo de 2026 estão fora de seu controle, em resposta à polêmica envolvendo o árbitro somali e parte da comissão técnica do Irã, aos quais os Estados Unidos negaram a entrada no país.

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A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira no que Gianni Infantino chamou de uma "catedral do futebol": o Estádio Azteca, único estádio a receber pela terceira vez na história uma partida de abertura do torneio.

"É o estádio onde Pelé e Diego Maradona ganharam a Copa do Mundo; é o estádio onde foi disputado o jogo do século, onde a Itália venceu a Alemanha na semifinal de 1970", disse Infantino em entrevista coletiva no Azteca, na véspera da abertura.

A Copa é disputada por México, Estados Unidos e Canadá. É a primeira vez que três países organizam o torneio em seus 96 anos de história e também a primeira edição com 48 seleções participantes e um total de 104 partidas ao longo de quase um mês e meio de competição.

Infantino agradeceu aos três governos, especialmente ao do presidente Donald Trump: "sem seu compromisso e seu envolvimento (...) teria sido impossível".

- "Lamentável" -

Infantino referiu-se ao que considera serem três temas que ofuscaram a Copa do Mundo: "Irã, ingressos e vistos. Nada a ver com futebol".

"Enfrentamos desafios que preferiríamos não ter que enfrentar e, quando eles surgem, nós os enfrentamos", afirmou. "Às vezes conseguimos resolvê-los e, outras vezes, não."

A emissão de vistos pelos Estados Unidos tornou-se um obstáculo para o Mundial, em meio à política anti-imigração de Trump.

O árbitro somali Omar Artan e parte da comissão técnica da seleção iraniana não receberam autorização para entrar no país.

"Tentamos encontrar soluções, mas devemos respeitar que não somos os reis do mundo que podem impor sua vontade a governos e forças policiais; somos uma organização esportiva", respondeu ao ser questionado sobre se a Fifa havia "perdido o controle" do torneio.

"É lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo", acrescentou.

A Somália é um dos diversos países cujos cidadãos são afetados por uma proibição de entrada nos Estados Unidos imposta por Trump.

A seleção do Irã está concentrada em Tijuana, no norte do México, mas disputará suas três partidas da fase de grupos em território americano.

O representante de Trump para a Copa do Mundo de 2026, Andrew Giuliani, afirmou que vistos foram concedidos aos jogadores e treinadores da seleção iraniana, mas negados a outros integrantes da delegação "por razões muito justificadas".

Giuliani chegou a mencionar vínculos de alguns membros da delegação com os Guardiões da Revolução, força militar ideológica do país, em meio ao conflito armado entre as duas nações.

Infantino também se defendeu das críticas aos altos preços dos ingressos, que chegaram a US$ 30 mil (R$ 155 mil): "Permitam-me dizer que nosso ingresso de entrada, de US$ 60 [R$ 310], é o mais barato entre todos os esportes americanos em fases de playoff".

"Nosso preço médio, abaixo de US$ 500 [R$ 2.587], também é o mais baixo dos esportes americanos em média", acrescentou.

-"Tudo sob controle" -

O México enfrenta a África do Sul na partida de abertura da Copa do Mundo, precedida por protestos de um grupo de professores em greve.

Milhares tentaram chegar ao Azteca na terça-feira, mas desistiram diante do cordão policial que bloqueou a passagem. Nesta quarta-feira, ameaçaram bloquear os acessos ao movimentado aeroporto da capital mexicana.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que "está tudo sob controle" para o torneio, embora tenha admitido a possibilidade de que os protestos impeçam, por exemplo, a exibição da partida de abertura no fan fest instalado no Zócalo, a grande praça central da capital.

Sheinbaum pretendia assistir ao jogo ali, após anunciar que não compareceria ao Azteca para a cerimônia de abertura.

Os professores em greve convocaram novos protestos para quinta-feira, o que pode complicar ainda mais o acesso ao estádio.

Outros grupos, como mães que procuram desaparecidos, camponeses, transportadores e familiares das vítimas do massacre de Ayotzinapa, também convocaram manifestações.

"Vai ser possível chegar ao estádio e teremos uma excelente abertura", garantiu Sheinbaum.

- Messi está apto -

Os torcedores da Copa do Mundo podem respirar aliviados: o craque argentino estará apto para participar do torneio.

Desde que sofreu uma lesão em uma partida pelo Inter Miami, seus fãs passaram três semanas apreensivos, esperando que o capitão argentino se recuperasse a tempo de liderar a tentativa de manter o título conquistado há quatro anos no Catar.

Foram apenas 20 minutos no amistoso contra a Islândia que encerrou a preparação da Argentina, mas o astro respondeu bem: marcou um gol de pênalti e participou da jogada do terceiro gol, anotado por Thiago Almada. Valentín Barco abriu o placar na vitória por 3 a 0.

Com esse gol em sua 199ª partida pela seleção, o astro chegou a 117 gols com a Albiceleste, da qual é o maior artilheiro da história, e tornou-se também o jogador mais velho a marcar pela equipe, aos 38 anos, 11 meses e 18 dias.

A partir de 16 de junho, contra a Argélia, ele terá a oportunidade de disputar sua sexta Copa do Mundo, um recorde que compartilhará com Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa, que também alcançarão essa marca na América do Norte.

H.Takahashi--JT