The Japan Times - Comando militar do Irã considera 'provável' retomada das hostilidades com EUA

EUR -
AED 4.234455
AFN 76.098978
ALL 93.355439
AMD 420.285222
AOA 1058.469724
ARS 1714.008452
AUD 1.639998
AWG 2.075431
AZN 1.956048
BAM 1.953846
BBD 2.314296
BDT 141.888125
BHD 0.433271
BIF 3409.805301
BMD 1.153017
BND 1.474751
BOB 13.644534
BRL 5.853524
BSD 1.149036
BTN 109.541893
BWP 15.667402
BYN 3.342572
BYR 22599.134983
BZD 2.310999
CAD 1.617972
CDF 2623.113712
CHF 0.932826
CLF 0.026966
CLP 1064.753984
CNY 7.784364
CNH 7.786682
COP 3615.031425
CRC 521.882692
CUC 1.153017
CUP 30.554953
CVE 110.156287
CZK 24.211399
DJF 204.61629
DKK 7.475024
DOP 66.66392
DZD 153.149529
EGP 59.173759
ERN 17.295256
ETB 183.619494
FJD 2.552722
FKP 0.855386
GBP 0.855994
GEL 3.015164
GGP 0.855386
GHS 13.432743
GIP 0.855386
GMD 84.748706
GNF 10086.957729
GTQ 8.767348
GYD 240.362787
HKD 9.04245
HNL 30.788348
HRK 7.533351
HTG 150.246934
HUF 364.183866
IDR 20741.624449
ILS 3.531633
IMP 0.855386
INR 109.721373
IQD 1505.288325
IRR 1585542.627216
ISK 142.005664
JEP 0.855386
JMD 181.907321
JOD 0.817498
JPY 180.481814
KES 148.853615
KGS 100.831094
KHR 4649.572652
KMF 492.338702
KRW 1647.817137
KWD 0.356444
KYD 0.957547
KZT 544.477934
LAK 26022.318653
LBP 102900.855012
LKR 385.739315
LRD 207.401718
LSL 19.005943
LTL 3.40456
LVL 0.697448
LYD 7.351681
MAD 10.734107
MDL 20.080183
MGA 4914.107663
MKD 61.463542
MMK 2420.824769
MNT 4144.56416
MOP 9.282578
MRU 46.180225
MUR 54.249696
MVR 17.825371
MWK 1992.41641
MXN 19.969677
MYR 4.715604
MZN 73.689228
NAD 19.005778
NGN 1568.771776
NIO 42.287899
NOK 10.939653
NPR 175.265511
NZD 1.958198
OMR 0.443199
PAB 1.149026
PEN 3.894106
PGK 5.144878
PHP 70.320162
PKR 319.118096
PLN 4.307269
PYG 6851.179173
QAR 4.200455
RON 5.248186
RSD 117.273246
RUB 91.498579
RWF 1686.820652
SAR 4.315315
SBD 9.317652
SCR 15.571531
SDG 691.810534
SEK 10.968537
SGD 1.477378
SLE 28.486023
SOS 656.640573
SRD 43.562709
STD 23865.12585
STN 24.475633
SVC 10.053991
SZL 19.003081
THB 38.415055
TJS 10.605549
TMT 4.04709
TND 3.377966
TRY 54.813854
TTD 7.802232
TWD 37.190547
TZS 3045.737304
UAH 51.285342
UGX 4314.741794
USD 1.153017
UYU 46.23357
UZS 13754.306627
VES 859.800697
VND 30309.36027
VUV 136.851421
WST 3.152915
XAF 655.304599
XAG 0.019812
XAU 0.000284
XCD 3.116086
XCG 2.070838
XDR 0.814989
XOF 655.304599
XPF 119.331742
YER 274.763661
ZAR 18.999766
ZMK 10378.514816
ZMW 21.584511
ZWL 371.271033
Comando militar do Irã considera 'provável' retomada das hostilidades com EUA
Comando militar do Irã considera 'provável' retomada das hostilidades com EUA / foto: - - AFP

Comando militar do Irã considera 'provável' retomada das hostilidades com EUA

Um comando militar iraniano alertou, neste sábado (2), que é "provável" uma retomada das hostilidades com os Estados Unidos, depois que o presidente americano, Donald Trump, se disse insatisfeito com a última proposta de Teerã para encerrar o conflito.

Tamanho do texto:

As duas partes observam um cessar-fogo desde 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e de represálias iranianas contra as monarquias do Golfo, aliadas de Washington.

Islamabad sediou uma primeira rodada de diálogos diretos em 11 de abril. Mas não deu resultado, pois as posições seguem muito distantes sobre o Estreito de Ormuz, onde o Irã tem a pretensão de cobrar um pedágio pela passagem de navios, e o programa nuclear da República Islâmica.

O Irã transmitiu, esta semana, um novo texto através do Paquistão, que atua como mediador. Não foram dados detalhes sobre o conteúdo da proposta.

Mas o presidente americano, que na quinta-feira foi informado por seu exército das diferentes opções em cima da mesa, não demorou em desconsiderar esta nova iniciativa.

"Neste momento, não estou satisfeito com o que oferecem", disse Trump a jornalistas na sexta-feira, ao culpar a "tremenda discórdia" dentro da liderança iraniana pela estagnação dos diálogos.

"Queremos ir lá e simplesmente arrasá-los e acabar com eles para sempre, ou queremos tentar alcançar um acordo? Quero dizer, estas são as opções", respondeu, quando perguntado sobre os próximos passos.

"É provável que o conflito com os Estados Unidos seja retomado, e os fatos demonstram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa, nem acordo", disse a respeito, neste sábado, Mohamad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando militar central Jatam al Anbiya, citado pela agência iraniana Fars.

"As forças armadas estão perfeitamente preparadas diante de qualquer possível oportunismo ou ação imprudente por parte dos americanos", enfatizou este comando militar.

- Operações "terminadas" -

Teoricamente, Donald Trump tinha até esta sexta-feira para solicitar a autorização do Congresso dos Estados Unidos a fim de continuar com a guerra, iniciada em 28 de fevereiro juntamente com Israel.

Em vez disto, optou por enviar uma carta aos líderes legislativos para notificá-los que as hostilidades contra o Irã tinham "terminado".

Vários congressistas democratas destacaram, no entanto, que a presença contínua de forças americanas na região indica o contrário.

O USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, já deixou o Oriente Médio, mas permanecem na região 20 navios da Marinha americana, inclusive outros dois porta-aviões.

A guerra deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e suas repercussões seguem abalando a economia mundial. Os preços do petróleo atingiram, esta semana, um máximo de quatro anos, com o barril de Brent alcançando 126 dólares.

Embora os bombardeios israelenses-americanos contra o Irã tenham cessado, o conflito regional perdura em outros canais. A começar pelo Líbano, onde Israel prossegue com seus ataques contra o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, apesar de uma trégua entre as duas partes.

Washington, por sua vez, mantém um bloqueio naval aos portos iranianos, em represália pelo fechamento quase total por Teerã do Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em todo o mundo.

O governo americano também anunciou, na sexta-feira, novas sanções contra os interesses iranianos, e advertiu que quem pagar um pedágio a Teerã para atravessar o Estreito de Ormuz se exporia a sanções.

As perturbações da guerra também são diplomáticas e chegam à Europa.

O Pentágono anunciou, na sexta-feira, a retirada de cerca de 5.000 militares na Alemanha no prazo de um ano. Trata-se de uma redução significativa da presença militar americana em um continente inquieto pelas ambições russas e o compromisso dos Estados Unidos com a Otan.

Trump demonstrou irritação com as declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que disse recentemente que Washington não tem "nenhuma estratégia" no Irã e que a República Islâmica "humilhou" a primeira potência mundial.

- Novas execuções -

Negar Mortazavi, do grupo de reflexão Center for International Policy, incide na "coesão" do poder iraniano, que está travando "uma batalha existencial".

Embora graças à trégua os iranianos tenham podido retomar certa normalidade, seu cotidiano é dificultado pela inflação, que disparou, assim como pelo desemprego, em um país já afetado por décadas de sanções internacionais.

Amir, de 40 anos, conta que começa o dia "vendo as notícias, e as novas execuções", realizadas pelo poder iraniano.

Neste sábado, a justiça anunciou o enforcamento de dois homens acusados de espionagem a favor de Israel.

"Tenho a impressão de estar preso no purgatório", disse Amir à AFP. "Os Estados Unidos e Israel vão acabar nos atacando de novo", enquanto "o mundo fecha os olhos".

burx-anb/avl/dbh/mvv

K.Inoue--JT