The Japan Times - Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã se não houver acordo 'em breve'

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Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã se não houver acordo 'em breve'
Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã se não houver acordo 'em breve' / foto: Atta Kenare - AFP

Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã se não houver acordo 'em breve'

O presidente americano Donald Trump ameaçou nesta segunda-feira (30) "destruir completamente" a ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero do Irã, caso não se alcance "rapidamente" um acordo para encerrar a guerra e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

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O conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro com o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, se estendeu por toda a região e afeta o comércio mundial.

Os preços da energia dispararam como consequência do bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, por onde costumava transitar um quinto das exportações mundiais de hidrocarbonetos.

O conflito não dá sinais de trégua e, neste fim de semana e nesta segunda-feira, continuaram os bombardeios de Israel contra alvos no Irã, enquanto segue a ofensiva israelense no Líbano contra o movimento pró-iraniano Hezbollah.

Os ataques israelenses em território libanês deixaram mais de 1.200 mortos desde o início da guerra ali, em 2 de março, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ao Exército "expandir" a zona de segurança nesse país vizinho para "neutralizar" a ameaça do Hezbollah.

No Irã, os ataques do fim de semana contra a rede elétrica provocaram apagões em vários pontos da capital, mas nesta segunda-feira o Ministério da Energia afirmou que a rede está "estável" apesar dos bombardeios.

E o Exército israelense anunciou nesta segunda-feira ter bombardeado uma universidade de Teerã administrada pela Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmando que ali eram realizadas "atividades de pesquisa e desenvolvimento de armas avançadas".

- O petróleo segue em alta -

Nesse contexto, o preço do petróleo aumentou mais de 50% desde o início da guerra e, nesta segunda-feira, o barril de Brent chegou a superar 115 dólares (602 reais) durante as negociações.

O presidente americano alterna anúncios de negociações com novas ameaças.

Na mesma mensagem em sua rede Truth Social em que afirmou que iria "destruir completamente" a ilha de Kharg - que concentra 90% das exportações de petróleo do Irã -, também assegurou que os Estados Unidos estão em "conversas sérias" com um novo governo iraniano, que qualificou como "mais razoável" que o anterior, sem dar detalhes.

O comando militar americano mobilizou na semana passada na região um navio de assalto anfíbio, à frente de um grupo naval que inclui "cerca de 3.500" marinheiros e soldados do Corpo de Fuzileiros Navais.

"Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre", afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Na esfera diplomática, o Paquistão, que atua como mediador, recebeu no domingo os chanceleres da Arábia Saudita, Turquia e Egito para conversas sobre o conflito.

- "Sinto falta de uma noite de sono tranquila" -

Após uma pausa na semana passada, os bombardeios parecem ter se intensificado neste fim de semana sobre a capital iraniana. A ONG Hrana contabilizou ao menos 360 ataques em 24 horas em 18 províncias do país.

Cerca de 70% desses ataques, principalmente em áreas residenciais de Teerã, causaram 37 mortos ou feridos, segundo a organização.

Para os moradores de Teerã contatados pela AFP a partir de Paris, nada mais é normal.

"Sair à noite ou simplesmente poder ir a outro bairro da cidade, fazer minhas compras em outro lugar que não seja a pequena mercearia ou a padaria da minha rua, ler em um café, ir ao parque (...) Todas essas coisas muito, muito simples, sinto falta", relata Elnaz, uma pintora de 32 anos. "Sinto falta de uma noite de sono tranquila", afirma.

A ONG Acled, que compila dados sobre conflitos, registrou durante o primeiro mês de guerra cerca de 2.300 bombardeios americanos e israelenses, e 1.160 ataques iranianos em retaliação.

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T.Sasaki--JT