The Japan Times - Salvadorenhos marcham contra regime de exceção de Bukele

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Salvadorenhos marcham contra regime de exceção de Bukele
Salvadorenhos marcham contra regime de exceção de Bukele / foto: Marvin RECINOS - AFP

Salvadorenhos marcham contra regime de exceção de Bukele

A capital de El Salvador foi palco, neste domingo (25), de uma grande marcha contra o regime de exceção do presidente Nayib Bukele, que permite prisões sem ordem judicial na luta contra as gangues no país.

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Sob essa política, mais de 90 mil pessoas foram detidas desde 2022 e cerca de 8 mil foram libertadas por serem inocentes, segundo fontes oficiais. A medida reduziu a violência a mínimos históricos, mas grupos de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias e até torturas.

“Estamos exigindo que cesse o regime de exceção e também exigimos o direito às garantias constitucionais”, disse à AFP a porta-voz do Bloco de Resistência e Rebeldia Popular, Sonia Urrutia.

A ativista denunciou que o regime de exceção, ratificado todos os meses por um Congresso dominado por deputados favoráveis a Bukele, tornou-se uma “política pública de Estado”.

“Exijo liberdade para meus filhos e para os demais inocentes”, declarou por sua vez Juana Fuentes, dona de casa de 54 anos, cujo filho Nelson está preso desde 2022.

O Movimento de Vítimas do Regime (Movir), cujos ativistas participaram da manifestação, pediu que a Justiça declare “inconstitucional” o estado de exceção.

Segundo a ONG Socorro Jurídico, desde 2022 morreram 470 pessoas privadas de liberdade em El Salvador.

Durante a marcha, que percorreu ruas do centro de San Salvador, os manifestantes também denunciaram uma “perseguição” contra ambientalistas, sindicalistas e defensores de direitos humanos por parte do governo conservador.

“Chega de ditadura” e “Governo falso mentiroso”, lia-se em algumas faixas no ato, que também protestava contra a mineração e a demissão de professores e de profissionais da saúde.

O protesto foi convocado no marco da comemoração da assinatura dos acordos de paz que puseram fim à guerra civil em janeiro de 1992.

K.Okada--JT