The Japan Times - Um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump rompe a ordem global

EUR -
AED 4.245913
AFN 76.887634
ALL 93.218842
AMD 422.094755
AOA 1060.176801
ARS 1724.882567
AUD 1.638747
AWG 2.082489
AZN 1.97002
BAM 1.955776
BBD 2.321671
BDT 142.688227
BHD 0.434695
BIF 3451.157116
BMD 1.156136
BND 1.477082
BOB 13.69983
BRL 5.876989
BSD 1.152686
BTN 109.688637
BWP 15.558807
BYN 3.432357
BYR 22660.258427
BZD 2.318271
CAD 1.61333
CDF 2615.761404
CHF 0.934181
CLF 0.026836
CLP 1056.199727
CNY 7.801146
CNH 7.796152
COP 3633.55485
CRC 523.993489
CUC 1.156136
CUP 30.637594
CVE 110.26363
CZK 24.258158
DJF 205.267449
DKK 7.477932
DOP 67.289164
DZD 152.967099
EGP 57.293288
ERN 17.342035
ETB 186.049588
FJD 2.553384
FKP 0.8566
GBP 0.856968
GEL 3.017966
GGP 0.8566
GHS 13.526832
GIP 0.8566
GMD 84.980421
GNF 10123.874202
GTQ 8.794891
GYD 241.157003
HKD 9.067746
HNL 30.895616
HRK 7.536622
HTG 150.718127
HUF 363.096405
IDR 20580.370421
ILS 3.468234
IMP 0.8566
INR 110.076256
IQD 1509.981237
IRR 1590322.371805
ISK 142.598215
JEP 0.8566
JMD 183.057725
JOD 0.819746
JPY 182.445186
KES 149.158147
KGS 101.104505
KHR 4681.941823
KMF 492.514185
KRW 1627.712241
KWD 0.356853
KYD 0.960588
KZT 540.233287
LAK 26025.676609
LBP 103223.017367
LKR 386.635196
LRD 208.057415
LSL 18.726567
LTL 3.413768
LVL 0.699335
LYD 7.331909
MAD 10.743067
MDL 20.044751
MGA 4918.938878
MKD 61.524236
MMK 2427.596601
MNT 4159.0218
MOP 9.314584
MRU 46.338424
MUR 54.419742
MVR 17.862733
MWK 1998.775164
MXN 19.811945
MYR 4.728715
MZN 73.882892
NAD 18.726567
NGN 1577.963717
NIO 42.419473
NOK 10.99759
NPR 175.501819
NZD 1.961547
OMR 0.442445
PAB 1.152686
PEN 3.903651
PGK 5.093937
PHP 70.183258
PKR 320.014324
PLN 4.299905
PYG 6853.914834
QAR 4.213648
RON 5.244583
RSD 117.338542
RUB 94.679224
RWF 1694.978938
SAR 4.345489
SBD 9.325039
SCR 16.705092
SDG 694.263698
SEK 10.961095
SGD 1.477661
SLE 28.445176
SOS 658.791814
SRD 43.778814
STD 23929.673396
STN 24.499696
SVC 10.085875
SZL 18.722767
THB 38.210709
TJS 10.633568
TMT 4.058036
TND 3.386358
TRY 55.144784
TTD 7.812903
TWD 37.286072
TZS 3051.762079
UAH 51.625959
UGX 4293.946644
USD 1.156136
UYU 46.399423
UZS 13785.828699
VES 873.763846
VND 30295.956222
VUV 138.059733
WST 3.160483
XAF 655.948849
XAG 0.018188
XAU 0.000266
XCD 3.124515
XCG 2.077474
XDR 0.81579
XOF 655.948849
XPF 119.331742
YER 275.626884
ZAR 18.667336
ZMK 10406.612213
ZMW 21.75673
ZWL 372.275202
Um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump rompe a ordem global
Um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump rompe a ordem global / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

Um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump rompe a ordem global

Um ano depois de iniciar seu segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está destruindo a ordem global estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, o que pode deixar um mundo talvez irreconhecível.

Tamanho do texto:

Longe de diminuir seu ritmo, Trump, que completa 80 anos em junho, recebeu o novo ano com uma série de ações agressivas que desafiam sem pudor a estrutura defendida pelos Estados Unidos durante décadas.

O mandatário ordenou em 3 de janeiro uma incursão na Venezuela para capturar o líder Nicolás Maduro, um velho inimigo de Washington, e sua esposa, Cilia Flores, levados a Nova York sob acusações de narcotráfico. O ataque deixou mais de 100 mortos.

Desde então, Trump tem ameaçado usar a força contra amigos e inimigos. O republicano intensificou seus apelos para anexar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, aliada da Otan, e advertiu sobre ataques contra o Irã enquanto o regime clerical reprime violentamente os protestos.

Também cogitou a possibilidade de realizar ações militares no México e na Colômbia, embora tenha mudado seu tom após manter conversas com os presidentes desses países. Um estilo volátil que, segundo seus partidários, mostra que Trump prefere a diplomacia quando pode obter resultados que o favoreçam.

Mas Trump também descartou as formas tradicionais da diplomacia. Recentemente retirou os Estados Unidos de dezenas de organismos da ONU e de outras organizações internacionais, em linha com seu lema “Estados Unidos em primeiro lugar”.

A inabalável disposição de Trump de recorrer à força também se manifestou em seu próprio país. Sob a liderança do vice-presidente, JD Vance, seu governo não teve sequer um gesto formal de empatia diante da morte de uma mulher pelas mãos de um agente de imigração em Minneapolis em 7 de janeiro. Em vez disso, ordenou aumentar o destacamento de forças na cidade.

Stephen Miller, o artífice da campanha anti-imigração de Trump e que tem assumido um papel crescente na política externa como vice-chefe de gabinete da Casa Branca, disse que era hora de ir além das “cortesias internacionais”.

“Vivemos em um mundo, no mundo real... que é regido pela força, que é regido pela violência, que é regido pelo poder”, disse Miller durante uma entrevista à CNN.

- Sem um propósito maior -

Washington liderou a criação das instituições internacionais após a Segunda Guerra Mundial, desde as Nações Unidas até à Otan, às quais Trump agora denuncia como injustas para os Estados Unidos.

Os líderes americanos foram frequentemente acusados de hipocrisia, como em 2003, quando George W. Bush invadiu o Iraque ignorando a ONU. A diferença, segundo analistas, é que Trump raramente finge perseguir princípios “universais” superiores, como promover a democracia.

Na Venezuela, onde Rubio e outros funcionários tinham qualificado Maduro como ilegítimo por denúncias de fraude eleitoral, Trump desconsiderou a oposição e disse que quer trabalhar com a vice‑presidente Delcy Rodríguez, hoje mandatária interina do país.

Trump declarou que a prioridade é controlar o petróleo da Venezuela e que levantaria a ameaça do uso da força para manter o país alinhado com seus interesses.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu que a abordagem americana poderia anunciar uma era de “novo colonialismo e novo imperialismo”, quatro anos depois de a Rússia invadir a Ucrânia.

“Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas uma que aos poucos se afasta de alguns de seus aliados e se descola de normas internacionais que até há pouco seguia promovendo”, disse Macron.

- Mudanças permanentes -

Melanie Sisson, pesquisadora da Brookings Institution, disse que os Estados Unidos tiveram sucesso por muito tempo “sem precisar atacar, conquistar e invadir”.

“Em geral, conseguíamos impor nossa vontade, na maioria das vezes, utilizando outras ferramentas de influência exercidas por meio de organizações e alianças internacionais”, explicou.

Mesmo que a Europa deseje a ordem liberal, disse Sisson, outras potências certamente seguirão o exemplo de Trump ao buscar seus próprios interesses.

“Não creio que haverá uma reconstrução da ordem internacional do pós-Segunda Guerra Mundial tal como a conhecemos”, acrescentou.

“Isso não significa que alguns dos princípios fundamentais dessa ordem não possam ser recompostos, mas Trump está reconfigurando a política internacional de um modo que será duradouro.”

Um diplomata de um país aliado dos Estados Unidos, que falou sob condição de anonimato para poder se expressar com franqueza, disse que, embora os métodos de Trump possam ser chocantes, este é o momento propício para a mudança.

Rússia e Israel realizaram campanhas militares sem serem impedidos, apesar da ampla condenação internacional, disse. “Era evidente que a ordem mundial não estava funcionando, embora fingíssemos que sim".

K.Okada--JT