The Japan Times - EUA matou 55 militares cubanos e venezuelanos durante captura de Maduro

EUR -
AED 4.288965
AFN 76.489619
ALL 96.477831
AMD 445.781647
ANG 2.090714
AOA 1070.811806
ARS 1705.460341
AUD 1.737776
AWG 2.10192
AZN 1.989948
BAM 1.954868
BBD 2.353179
BDT 142.771963
BGN 1.946255
BHD 0.440132
BIF 3459.994444
BMD 1.167734
BND 1.497286
BOB 8.090936
BRL 6.292681
BSD 1.168343
BTN 105.080375
BWP 15.603564
BYN 3.435163
BYR 22887.577149
BZD 2.34972
CAD 1.618537
CDF 2620.982539
CHF 0.931484
CLF 0.026662
CLP 1045.927113
CNY 8.170924
CNH 8.165371
COP 4381.920064
CRC 580.823214
CUC 1.167734
CUP 30.944938
CVE 110.438409
CZK 24.27725
DJF 207.529367
DKK 7.472187
DOP 74.036755
DZD 151.701403
EGP 55.178208
ERN 17.516003
ETB 181.436568
FJD 2.653439
FKP 0.865179
GBP 0.867468
GEL 3.135342
GGP 0.865179
GHS 12.512243
GIP 0.865179
GMD 85.244859
GNF 10207.159118
GTQ 8.955732
GYD 244.444559
HKD 9.093789
HNL 30.863307
HRK 7.533161
HTG 152.997091
HUF 384.662843
IDR 19567.652342
ILS 3.701161
IMP 0.865179
INR 104.936969
IQD 1529.730922
IRR 49190.775052
ISK 147.14568
JEP 0.865179
JMD 184.961858
JOD 0.827873
JPY 183.093613
KES 150.637854
KGS 102.110705
KHR 4699.541498
KMF 493.362167
KPW 1050.974811
KRW 1693.038758
KWD 0.358726
KYD 0.973636
KZT 596.23587
LAK 25223.044483
LBP 104570.537291
LKR 362.317341
LRD 209.605577
LSL 19.221652
LTL 3.448013
LVL 0.70635
LYD 6.323314
MAD 10.760082
MDL 19.534691
MGA 5365.735913
MKD 61.521478
MMK 2452.108424
MNT 4155.320875
MOP 9.369194
MRU 46.382552
MUR 54.287458
MVR 18.041111
MWK 2027.185166
MXN 20.988942
MYR 4.778952
MZN 74.617885
NAD 19.221069
NGN 1664.277651
NIO 42.955057
NOK 11.769347
NPR 168.12788
NZD 2.023151
OMR 0.448991
PAB 1.168513
PEN 3.927672
PGK 4.984179
PHP 69.209191
PKR 327.05293
PLN 4.208284
PYG 7889.24046
QAR 4.25201
RON 5.088281
RSD 117.29583
RUB 94.000204
RWF 1699.052283
SAR 4.378978
SBD 10.035546
SCR 16.044827
SDG 702.393297
SEK 10.722946
SGD 1.497577
SHP 0.876103
SLE 28.154229
SLL 24486.792495
SOS 667.343712
SRD 44.624949
STD 24169.726386
STN 24.931111
SVC 10.223128
SYP 12912.765755
SZL 19.221003
THB 36.597017
TJS 10.848377
TMT 4.098745
TND 3.376497
TOP 2.811623
TRY 50.253435
TTD 7.921225
TWD 36.755933
TZS 2890.140722
UAH 50.019464
UGX 4209.993769
USD 1.167734
UYU 45.498318
UZS 14024.479419
VES 363.797507
VND 30681.030715
VUV 141.034458
WST 3.241078
XAF 655.644559
XAG 0.014942
XAU 0.000262
XCD 3.155858
XCG 2.105697
XDR 0.814516
XOF 654.523333
XPF 119.331742
YER 278.44581
ZAR 19.207594
ZMK 10511.000303
ZMW 23.337279
ZWL 376.00972
EUA matou 55 militares cubanos e venezuelanos durante captura de Maduro
EUA matou 55 militares cubanos e venezuelanos durante captura de Maduro / foto: Federico Parra - AFP

EUA matou 55 militares cubanos e venezuelanos durante captura de Maduro

Os Estados Unidos mataram pelo menos 55 militares cubanos e venezuelanos durante os ataques que levaram à captura do presidente deposto Nicolás Maduro em Caracas, segundo números de ambos os países atualizados nesta terça-feira (6).

Tamanho do texto:

A Venezuela manteve sigilo sobre o saldo de vítimas na operação ordenada por Donald Trump, e até o momento não há um balanço oficial venezuelano completo.

Havana publicou nesta terça-feira uma lista com os nomes dos 32 militares cubanos que morreram em Caracas.

Um dia antes, o Exército venezuelano publicou notas fúnebres de 23 militares mortos, embora se presuma que o saldo seja maior.

Também se desconhece o número de civis mortos. A AFP confirmou a morte de uma mulher de 80 anos nos bombardeios. Uma rede que reúne médicos na Venezuela estima um saldo total de 70 mortos e 90 feridos.

Maduro foi detido junto com a esposa, Cilia Flores, no sábado, para responder à Justiça dos Estados Unidos por narcotráfico e outras acusações.

Delcy Rodríguez assumiu o poder de forma interina em seu lugar. Ela era sua vice-presidente e a primeira na linha de sucessão.

Ela tomou posse perante o Parlamento na segunda-feira, quase no mesmo momento em que Maduro se declarou "não culpado" diante de um juiz de Nova York.

Rodríguez governa sob enorme pressão para cumprir as demandas energéticas dos Estados Unidos e reorganizar o chavismo sem Maduro.

"O objetivo principal é ganhar tempo para consolidar o rearranjo e aproveitar que as demandas e condições de Washington estão centradas na questão petrolífera, o que também levará certo tempo para se concretizar", disse o analista político Mariano de Alba.

— "Dormir com um olho aberto" —

O chavismo realizou nesta terça-feira uma "marcha de mulheres" para pedir a libertação de Maduro e Flores. O movimento convocou manifestações diárias desde sábado.

Centenas de militantes participaram dos protestos. O ministro do Interior, o poderoso dirigente Diosdado Cabello, caminhou com a multidão por uma importante avenida de Caracas.

"Os que hoje riem da própria desgraça, os que dizem que levaram Nicolás e que a revolução vai cair, não conhecem este povo", disse Cabello de um palanque antes de começar a marcha.

Cabello permanece em seu cargo no novo governo, assim como Vladimir Padrino, ministro da Defesa.

"Delcy deveria dormir com um olho aberto agora mesmo", disse à AFP o ex-diplomata americano Brian Naranjo, que foi o número dois da embaixada de seu país na Venezuela entre 2014 e 2018, antes de ser expulso por Maduro.

"Atrás dela há dois homens que ficariam mais do que felizes em cortar sua garganta e tomar o controle", acrescentou, em referência a Cabello e Padrino.

De Alba estimou, no entanto, que "apesar das diferenças internas, o chavismo tem bem internalizado que apenas em uma coesão aparente tem chance de se perpetuar no poder".

— "Julgamento justo" —

A ONU expressou preocupação com a operação ordenada pelo presidente Donald Trump e advertiu que ela "minou um princípio fundamental do direito internacional".

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu um "julgamento justo" para Maduro, enquanto o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, classificou a operação americana como "ilegal".

Maduro denunciou ser um "prisioneiro de guerra" ao se declarar não culpado. "Sou um homem decente, continuo sendo o presidente do meu país", afirmou na audiência, antes de ser interrompido pelo juiz.

Trump já advertiu que, se Rodríguez "não fizer a coisa certa, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro".

Rodríguez enviou uma primeira carta a Trump na qual defende uma relação equilibrada e de respeito.

— Agenda eleitoral —

Um general da reserva que ocupou altos cargos nas Forças Armadas considerou que Rodríguez abrirá as portas do país para petrolíferas e mineradoras americanas. Ele não descarta uma retomada das relações diplomáticas, rompidas em 2019.

E, em paralelo, "de maneira acessória", ela impulsionará "uma agenda política eleitoral", que inclua a libertação de políticos presos.

"A repressão continuará sendo um elemento central para garantir a continuidade do chavismo, embora também possamos ver algumas libertações parciais para tentar uma descompressão e abrir novos canais de negociação", avaliou De Alba.

Quatorze jornalistas, quase todos de veículos internacionais, foram detidos em Caracas durante a sessão de instalação do Parlamento, denunciou nesta terça-feira o sindicato da imprensa. Outros dois jornalistas foram detidos na fronteira com a Colômbia. Todos foram libertados, segundo o sindicato, que também informou sobre a deportação de um jornalista.

A repressão política não pode ser tolerada na Venezuela, declarou nesta terça-feira o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, em uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos.

No horizonte está também o fator eleitoral. A oposição não reconheceu a reeleição de Maduro em 2024 e exige que seu candidato, Edmundo González Urrutia, assuma o poder ao lado de María Corina Machado.

"Em eleições livres e justas, venceremos com mais de 90% dos votos, não tenho nenhuma dúvida", disse à rede Fox News a líder da oposição, que garantiu que voltará ao seu país após sair da clandestinidade para viajar a Oslo e receber o prêmio Nobel da Paz.

Mas Trump assegurou que Machado "não conta com apoio nem respeito dentro de seu país" para governar.

A presidência interina de Rodríguez tem duração máxima de 180 dias, após os quais ela terá de convocar eleições.

Y.Kato--JT