The Japan Times - Kibutz devastado pelo Hamas tenta curar suas feridas com retorno dos reféns

EUR -
AED 4.339628
AFN 76.80793
ALL 96.601284
AMD 446.973296
ANG 2.115258
AOA 1083.578502
ARS 1709.863127
AUD 1.684002
AWG 2.129934
AZN 2.004303
BAM 1.955818
BBD 2.378752
BDT 144.321307
BGN 1.984437
BHD 0.445555
BIF 3485.831573
BMD 1.181656
BND 1.502514
BOB 8.161108
BRL 6.20003
BSD 1.181026
BTN 106.883425
BWP 15.553207
BYN 3.372631
BYR 23160.451778
BZD 2.375291
CAD 1.614195
CDF 2599.642638
CHF 0.91673
CLF 0.025631
CLP 1012.028901
CNY 8.198567
CNH 8.199302
COP 4287.874049
CRC 585.485484
CUC 1.181656
CUP 31.313876
CVE 110.261333
CZK 24.378619
DJF 210.275425
DKK 7.467225
DOP 74.090985
DZD 153.302928
EGP 55.461268
ERN 17.724836
ETB 182.975832
FJD 2.601711
FKP 0.86251
GBP 0.863282
GEL 3.184588
GGP 0.86251
GHS 12.968172
GIP 0.86251
GMD 86.261042
GNF 10364.655314
GTQ 9.058775
GYD 247.093284
HKD 9.231195
HNL 31.203415
HRK 7.535062
HTG 154.802057
HUF 380.110877
IDR 19834.977216
ILS 3.658365
IMP 0.86251
INR 106.859484
IQD 1547.220561
IRR 49777.246674
ISK 144.811545
JEP 0.86251
JMD 185.201677
JOD 0.837826
JPY 184.886643
KES 152.374794
KGS 103.336031
KHR 4767.063349
KMF 493.932232
KPW 1063.425303
KRW 1721.400502
KWD 0.363017
KYD 0.984213
KZT 586.713528
LAK 25404.337597
LBP 105763.305484
LKR 365.530937
LRD 219.67199
LSL 18.874832
LTL 3.489122
LVL 0.714772
LYD 7.463752
MAD 10.827132
MDL 19.983266
MGA 5232.069529
MKD 61.679405
MMK 2481.401498
MNT 4218.32969
MOP 9.504226
MRU 46.896837
MUR 54.214692
MVR 18.256503
MWK 2047.563324
MXN 20.392949
MYR 4.646264
MZN 75.330365
NAD 18.875551
NGN 1616.155302
NIO 43.460761
NOK 11.422942
NPR 171.044273
NZD 1.962701
OMR 0.45438
PAB 1.181016
PEN 3.970236
PGK 5.059875
PHP 69.685768
PKR 330.32801
PLN 4.216803
PYG 7816.806196
QAR 4.307693
RON 5.094469
RSD 117.419987
RUB 89.95126
RWF 1723.722906
SAR 4.43139
SBD 9.521902
SCR 16.205764
SDG 710.745918
SEK 10.596161
SGD 1.502836
SHP 0.886548
SLE 28.92105
SLL 24778.728397
SOS 673.808954
SRD 44.777663
STD 24457.887298
STN 24.500533
SVC 10.333656
SYP 13068.609747
SZL 18.874251
THB 37.435444
TJS 11.036947
TMT 4.147612
TND 3.415815
TOP 2.845143
TRY 51.414785
TTD 8.000276
TWD 37.330894
TZS 3049.013957
UAH 50.948755
UGX 4205.038088
USD 1.181656
UYU 45.518486
UZS 14477.641053
VES 439.151193
VND 30701.778474
VUV 141.274961
WST 3.221394
XAF 655.965717
XAG 0.013102
XAU 0.000236
XCD 3.193483
XCG 2.128528
XDR 0.814728
XOF 655.979596
XPF 119.331742
YER 281.677234
ZAR 18.897771
ZMK 10636.324377
ZMW 23.119307
ZWL 380.492654
Kibutz devastado pelo Hamas tenta curar suas feridas com retorno dos reféns
Kibutz devastado pelo Hamas tenta curar suas feridas com retorno dos reféns / foto: Maya Levin - AFP

Kibutz devastado pelo Hamas tenta curar suas feridas com retorno dos reféns

O kibutz Kfar Aza foi um dos mais atingidos pelo sangrento ataque do Hamas há dois anos. No entanto, após a libertação dos reféns esta semana, a população começa a curar suas feridas e a olhar para o futuro.

Tamanho do texto:

"Podemos começar o processo de reconstrução", diz Avidor Schwartzman, morador desta colônia agrícola localizada na fronteira com a Faixa de Gaza, que sobreviveu ao massacre que matou 64 de seus residentes em 7 de outubro de 2023.

Comandos do movimento islamista palestino Hamas invadiram o povoado naquele dia, mataram seus habitantes, saquearam as casas e as incendiaram.

As forças israelenses levaram dois dias para retomar o controle do kibutz, após confrontos violentos que causaram a morte de 19 soldados.

Além dos mortos, os milicianos capturaram 18 pessoas que foram levadas à força para Gaza. Dezesseis voltaram com vida e duas morreram em cativeiro.

Habitantes de Kfar Aza se reuniram nesta quinta-feira (16) no cemitério local para homenagear seus desaparecidos, em um dia de cerimônia oficial por este ataque que desencadeou a guerra em Gaza.

Os sobreviventes leram os nomes das 64 vítimas, enquanto o som de helicópteros e drones soava ao fundo.

"Eu estava no kibutz no [dia] 7 e o tempo que passou não permite fazer esquecer a dor. Mas essa é a realidade, não podemos fazer nada, temos que aprender a viver com a dor e saber que de todos os reféns, dois voltaram com vida, e isso nos ajuda a reconstruir", disse à AFP Schwartzman, de 40 anos.

- "Esperança"-

Durante uma cerimônia oficial em Jerusalém, uma tocha foi acesa em memória de um jovem casal que morreu no kibutz, Sivan Elkabetz e Naor Hassidim.

O pai da jovem, Shimon Elkabetz, afirmou à AFP que a notícia do retorno dos reféns vivos, incluindo os dois últimos do kibutz, Gali e Zivi Berman, "dá esperança" aos moradores, mas ele insiste que é preciso "esperar o retorno de todos os corpos dos reféns".

Israel acusou o movimento islamista palestino de violar o acordo de cessar-fogo, segundo o qual deveria entregar todos os reféns mantidos em Gaza, vivos e mortos, até a segunda-feira.

O Hamas libertou no prazo os 20 reféns vivos, mas desde a segunda-feira entregou apenas nove cadáveres dos 28 que ainda mantinha.

Nesta quinta-feira, as famílias dos reféns pediram ao governo israelense que atrasasse a aplicação do acordo de cessar-fogo enquanto os restos mortais não fossem devolvidos.

"Não temos o direito de sair de Gaza até que o último dos reféns seja enterrado", disse Elkabetz, enquanto os moradores se reuniam ao redor dos túmulos das vítimas de 7 de outubro, alguns depositavam flores, e outros, pedras, como manda a tradição judaica.

- "Casa" -

Batia Holin, que viveu no kibutz por 50 anos, não esconde sua tristeza por seus "64 amigos assassinados" e acha difícil pensar em um futuro melhor.

"Não tenho mais casa para ode ir, levará (ainda) mais de dois anos e é difícil", disse.

Alguns habitantes voltaram a viver em Kfar Aza. No local, os trabalhos de reconstrução começaram, mas os danos são imensos.

Em abril de 2025, o kibutz inaugurou um novo bairro com 16 unidades habitacionais destinadas às novas gerações, pois o bairro dos jovens foi totalmente destruído durante o ataque do Hamas.

Schwartzman, pai de dois filhos, vive com sua esposa, que perdeu os pais naquele dia trágico. Alguns estão no kibutz "há gerações, é a casa deles, eles voltarão", afirmou o homem.

Y.Mori--JT