The Japan Times - Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30

EUR -
AED 4.27717
AFN 76.271272
ALL 96.36488
AMD 443.469742
ANG 2.084517
AOA 1067.831252
ARS 1698.34755
AUD 1.743355
AWG 2.096069
AZN 1.980015
BAM 1.952058
BBD 2.345774
BDT 142.321484
BGN 1.955598
BHD 0.439028
BIF 3447.277663
BMD 1.164483
BND 1.498872
BOB 8.047713
BRL 6.272367
BSD 1.164703
BTN 105.109532
BWP 15.573084
BYN 3.395294
BYR 22823.866583
BZD 2.342381
CAD 1.617814
CDF 2532.750584
CHF 0.932658
CLF 0.026341
CLP 1033.350496
CNY 8.120169
CNH 8.123224
COP 4280.76756
CRC 578.907784
CUC 1.164483
CUP 30.858799
CVE 110.054527
CZK 24.236326
DJF 206.951848
DKK 7.472651
DOP 74.209989
DZD 151.499981
EGP 54.850612
ERN 17.467245
ETB 180.998613
FJD 2.649024
FKP 0.864837
GBP 0.867214
GEL 3.132689
GGP 0.864837
GHS 12.491004
GIP 0.864837
GMD 85.587776
GNF 10194.590939
GTQ 8.930152
GYD 243.670271
HKD 9.084755
HNL 30.724033
HRK 7.535138
HTG 152.522239
HUF 386.436589
IDR 19637.841125
ILS 3.662712
IMP 0.864837
INR 105.20737
IQD 1525.721446
IRR 49053.846091
ISK 146.585394
JEP 0.864837
JMD 184.137057
JOD 0.82563
JPY 185.171457
KES 150.218038
KGS 101.832865
KHR 4684.999957
KMF 491.411807
KPW 1047.990343
KRW 1720.768226
KWD 0.358509
KYD 0.970536
KZT 593.133118
LAK 25180.492375
LBP 104294.386038
LKR 360.068297
LRD 209.048411
LSL 19.134866
LTL 3.438415
LVL 0.704384
LYD 6.32466
MAD 10.728468
MDL 19.862843
MGA 5389.831093
MKD 61.551987
MMK 2445.210467
MNT 4147.535551
MOP 9.35942
MRU 46.490293
MUR 54.392922
MVR 17.990943
MWK 2019.589673
MXN 20.797579
MYR 4.724889
MZN 74.421731
NAD 19.136096
NGN 1656.639683
NIO 42.859138
NOK 11.757354
NPR 168.17493
NZD 2.028914
OMR 0.44773
PAB 1.164703
PEN 3.913816
PGK 4.970302
PHP 69.219155
PKR 326.007728
PLN 4.213583
PYG 7707.458464
QAR 4.258565
RON 5.090774
RSD 117.377552
RUB 91.701036
RWF 1698.038012
SAR 4.366936
SBD 9.459807
SCR 16.330304
SDG 700.436657
SEK 10.738618
SGD 1.500896
SHP 0.873664
SLE 28.122605
SLL 24418.625182
SOS 664.42362
SRD 44.457045
STD 24102.446788
STN 24.453863
SVC 10.190599
SYP 12878.68683
SZL 19.131248
THB 36.703324
TJS 10.848832
TMT 4.087335
TND 3.407968
TOP 2.803795
TRY 50.253492
TTD 7.911074
TWD 36.815712
TZS 2916.873838
UAH 50.232292
UGX 4152.166176
USD 1.164483
UYU 45.231749
UZS 14090.508151
VES 385.785413
VND 30611.346571
VUV 141.054732
WST 3.245493
XAF 654.699301
XAG 0.013406
XAU 0.000253
XCD 3.147073
XCG 2.098977
XDR 0.815141
XOF 654.721747
XPF 119.331742
YER 277.608745
ZAR 19.123629
ZMK 10481.741128
ZMW 22.682206
ZWL 374.963047
Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30
Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30 / foto: Pablo PORCIUNCULA - AFP

Menos promessas e mais ação, o compromisso do Brasil como anfitrião da COP30

Às vésperas da primeira cúpula climática da ONU na Amazônia, seu presidente defendeu a escolha de Belém como sede, embora a escassez de alojamentos acessíveis possa excluir aqueles que o Brasil diz querer colocar no centro do debate.

Tamanho do texto:

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enviou, nesta terça-feira (12), a quinta carta aberta para dezenas de milhares de delegados e observadores convidados a Belém, cidade portuária de 1,3 milhão de habitantes, situada às portas da floresta amazônica, escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sediar o evento, que será realizado entre 10 e 21 de novembro.

Corrêa do Lago parece ter descartado negociar novos compromissos importantes, devido a um contexto de menor interesse por uma ambição climática mais agressiva entre alguns atores-chave.

Em vez disso, o Brasil propõe uma "agenda de ação" voluntária, que promova e quantifique a implementação dos compromissos existentes para 30 objetivos-chave, incluindo a transição para abandonar os combustíveis fósseis.

Após as COP realizadas em Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão, o Brasil quer dar as boas-vindas a uma ampla gama de participantes e dar voz a "os marginalizados, os deslocados ou os que não são ouvidos", diz a carta.

Confira a seguir a entrevista de Corrêa do Lago à AFP:

PERGUNTA: O senhor promete pôr as pessoas "no centro da COP30". No que esta Conferência das Partes (COP) vai se diferenciar?

RESPOSTA: É especial porque os objetivos, em comparação com outras COP, são menos evidentes. Devemos entender que se trata de uma nova fase: os dez anos transcorridos desde o Acordo de Paris deram muitos resultados.

Mas também entendemos que a maioria das pessoas está frustrada com o ritmo dos avanços na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, nos centramos tanto na ideia de implementar ações e em como podemos traduzir isso em algo que as pessoas entendam.

Esta COP também deveria ser especialmente diversa porque se celebra na Amazônia, em uma sociedade muito diversa, que enfrenta os desafios da pobreza e da grande desigualdade, mas que também conta com ciência de alta qualidade e empresários muito bons. O Brasil é um pouco como um mundo em miniatura.

P: O presidente da Aliança dos Pequenos Estados Insulares disse que talvez tenham que reduzir suas delegações pelos custos proibitivos dos alojamentos em Belém. Como abordará esta questão?

R: Precisamos de inclusividade, precisamos que venham, e não podemos imaginar uma COP menor por questões de alojamento. Temos que conseguir acomodações e estamos fazendo tudo o possível para isso. Caso contrário, a COP realmente teria um problema de legitimidade.

P: Este problema logístico não oculta o que é realmente importante?

R: O Brasil escolheu uma cidade que não é a primeira opção em termos de infraestrutura, isso é certo... Mas acreditamos que Belém também tem um simbolismo muito poderoso.

Acredito que podemos superar a maioria destas dificuldades para que esta COP seja realmente excepcional, com resultados muito sólidos e delegados que se sintam confortáveis em uma cidade que tem enormes qualidades.

P: Por que têm dado tanta ênfase na "agenda de ação", baseada principalmente em compromissos voluntários de empresas e estados?

R: Muitas pessoas interpretam esta agenda como algo paralelo às COP, o que poderia ser considerado como uma distração. Mas decidimos transformá-la em uma ferramenta de implementação.

P: Mas isto não se dará às custas de compromissos vinculantes nas negociações?

R: Estamos trabalhando a partir do que já foi decidido por consenso entre os países. Mas para a implementação não precisamos de consenso: alguns países seguirão por uma direção, outros por outra. Alguns setores podem se comprometer com coisas que o país em seu conjunto não pode prometer.

Revisamos as mais de 400 iniciativas anunciadas desde o início da agenda de ação (em 2021) para nos asseguramos de que estamos construindo sobre o que já foi feito em vez de reinventá-la.

P: A COP28 terminou com um acordo para abandonar os combustíveis fósseis. Serão estabelecidos prazos específicos para o petróleo e o gás? E o Brasil, onde o presidente Lula quer explorar petróleo perto da foz do Amazonas, é o melhor lugar para estes debates?

R: Todos concordamos em que cada país terá sua própria forma de fazê-lo, e as empresas terão sua própria forma de contribuir. É muito mais importante tomar medidas adicionais do que redigir novos textos.

Dito isto, esta questão ocupa um lugar muito importante na agenda do Brasil, pois o país é um campeão nas energias renováveis. Ao mesmo tempo, não só nos tornamos um importante produtor de petróleo, mas também temos potencial para novas descobertas.

Portanto, este debate dentro do Brasil é muito importante. E é um debate que, logicamente, interessa a todo o mundo.

S.Suzuki--JT