The Japan Times - Parceiros dos EUA tentam negociar as últimas tarifas de Trump

EUR -
AED 4.276563
AFN 76.270948
ALL 96.603374
AMD 444.279807
ANG 2.084518
AOA 1067.831876
ARS 1698.391804
AUD 1.739333
AWG 2.097526
AZN 1.970167
BAM 1.956898
BBD 2.351499
BDT 142.670052
BGN 1.955599
BHD 0.439047
BIF 3455.764836
BMD 1.164483
BND 1.502511
BOB 8.067527
BRL 6.256307
BSD 1.167545
BTN 105.377367
BWP 15.61176
BYN 3.403581
BYR 22823.874456
BZD 2.348097
CAD 1.617229
CDF 2529.840232
CHF 0.933025
CLF 0.026301
CLP 1031.790994
CNY 8.125751
CNH 8.122801
COP 4292.996113
CRC 580.315648
CUC 1.164483
CUP 30.85881
CVE 110.326904
CZK 24.238842
DJF 207.90487
DKK 7.472146
DOP 74.390463
DZD 151.513238
EGP 54.84053
ERN 17.467251
ETB 181.438789
FJD 2.656307
FKP 0.864837
GBP 0.866469
GEL 3.126623
GGP 0.864837
GHS 12.522026
GIP 0.864837
GMD 85.595408
GNF 10219.51476
GTQ 8.952638
GYD 244.267058
HKD 9.082563
HNL 30.798488
HRK 7.535609
HTG 152.892505
HUF 386.087931
IDR 19645.12592
ILS 3.662714
IMP 0.864837
INR 105.111103
IQD 1529.458178
IRR 49053.863012
ISK 146.596862
JEP 0.864837
JMD 184.590403
JOD 0.825654
JPY 185.326326
KES 150.614445
KGS 101.832922
KHR 4696.534393
KMF 492.576182
KPW 1047.990704
KRW 1720.838403
KWD 0.358541
KYD 0.972946
KZT 594.603632
LAK 25241.946469
LBP 104550.265236
LKR 360.959434
LRD 209.565788
LSL 19.182799
LTL 3.438417
LVL 0.704384
LYD 6.340503
MAD 10.755435
MDL 19.912002
MGA 5402.962
MKD 61.551522
MMK 2445.211311
MNT 4147.536981
MOP 9.382665
MRU 46.60635
MUR 54.393182
MVR 18.002986
MWK 2024.51857
MXN 20.746084
MYR 4.722005
MZN 74.409251
NAD 19.182799
NGN 1661.042224
NIO 42.963184
NOK 11.741859
NPR 168.5897
NZD 2.02683
OMR 0.447747
PAB 1.167555
PEN 3.923401
PGK 4.982689
PHP 69.179638
PKR 326.814569
PLN 4.210964
PYG 7726.268853
QAR 4.268995
RON 5.091
RSD 117.31937
RUB 91.705073
RWF 1702.225882
SAR 4.367032
SBD 9.467501
SCR 16.400258
SDG 700.463022
SEK 10.7405
SGD 1.500018
SHP 0.873664
SLE 28.12267
SLL 24418.633606
SOS 666.062287
SRD 44.457062
STD 24102.455103
STN 24.513123
SVC 10.215732
SYP 12878.691272
SZL 19.178596
THB 36.701601
TJS 10.875309
TMT 4.075692
TND 3.416417
TOP 2.803796
TRY 50.252052
TTD 7.930382
TWD 36.844836
TZS 2916.874842
UAH 50.357907
UGX 4162.335483
USD 1.164483
UYU 45.345054
UZS 14125.926045
VES 384.231216
VND 30610.192647
VUV 141.054781
WST 3.245494
XAF 656.325264
XAG 0.012955
XAU 0.000252
XCD 3.147075
XCG 2.104181
XDR 0.816247
XOF 656.319624
XPF 119.331742
YER 277.611475
ZAR 19.050595
ZMK 10481.749816
ZMW 22.737563
ZWL 374.963177
Parceiros dos EUA tentam negociar as últimas tarifas de Trump

Parceiros dos EUA tentam negociar as últimas tarifas de Trump

Nos bastidores da diplomacia, alguns países tentam reduzir as novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que entraram em vigor nesta quinta-feira (7) sobre produtos de dezenas de parceiros dos Estados Unidos para estabelecer sua nova ordem comercial mundial.

Tamanho do texto:

Trump utiliza as tarifas alfandegárias como uma arma de política econômica com um objetivo: comércio "em benefício dos trabalhadores americanos".

"É MEIA-NOITE!!! BILHÕES DE DÓLARES EM TARIFAS ESTÃO FLUINDO AGORA PARA OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA!", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social.

Washington mantém a tarifa mínima universal de 10% imposta em abril para os países aos quais os Estados Unidos exportam mais do que importam, ou seja, aqueles com os quais possui superávit comercial.

- Entre 15% e 41% -

No caso de déficit, os Estados Unidos passam, a partir desta quinta-feira, a aplicar tarifas mais altas de 15% a 41%, no caso da Síria.

Mas os afetados não jogam a toalha.

A África do Sul também não perde a esperança. O país assegura que o presidente Cyril Ramaphosa conversou com Trump na quarta-feira e ambos "se comprometeram a prosseguir com as negociações".

A maioria dos parceiros dos Estados Unidos paga, a partir desta quinta-feira, 15%, como a União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Costa Rica, Bolívia, Equador e Venezuela, entre outros.

A Índia será a mais prejudicada, com 50%, somando os 25% que entraram em vigor nesta quinta-feira e os 25% que serão aplicados dentro de três semanas devido à "compra contínua de petróleo russo".

O Brasil merece uma menção à parte. Apesar do superávit dos Estados Unidos com o país, vários produtos brasileiros, incluindo café e carne, enfrentam um tarifaço de 50% adicionais desde a quarta-feira, em parte como protesto pelo julgamento por suposta tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considera vítima de uma "caça às bruxas".

O México ganhou tempo com uma prorrogação de 90 dias para negociar um acordo e, enquanto isso, paga 25%, exceto para os produtos protegidos pelo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), que integra com Estados Unidos e Canadá.

O acordo também protege muitos produtos do Canadá, que foi afetado há alguns dias com 35% de tarifas adicionais.

- "Números incríveis" -

Washington esperava assinar dezenas de acordos nos últimos meses, mas concretizou apenas sete, entre outros com a União Europeia, Japão e Reino Unido. Quase todos são preliminares e acompanhados de promessas de investimentos massivos nos Estados Unidos.

O Japão e os Estados Unidos interpretam de formas diferentes o seu acordo. Tóquio estima que 15% seja um limite (se as tarifas anteriores fossem inferiores a esse percentual), enquanto Washington insiste que este valor se soma aos impostos já existentes.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, declarou na quinta-feira à Fox Business que as novas tarifas poderiam significar 50 bilhões de dólares mensais para os Estados Unidos. "São números incríveis", disse.

Em sua plataforma, Truth Social, o presidente republicano insiste em que as tarifas farão com que os Estados Unidos "voltem a ser GRANDES E RICOS".

Ele escreve em letras maiúsculas mas, embora certamente aumentem os cofres do Estado, ainda é cedo para determinar seu impacto.

Uma pesquisa da Morning Consult/The Century Foundation publicada em 31 de julho mostrou que 83% dos americanos estão preocupados com o preço dos alimentos.

Muitos economistas afirmam que os consumidores americanos terminam pagando mais porque as empresas, diante do aumento dos custos, elevam os preços de seus produtos.

Trump aposta no protecionismo para reindustrializar os Estados Unidos e deseja que as empresas produzam no país.

- Semicondutores -

O presidente americano anunciou que pretende impor tarifas de 100% sobre os "chips e semicondutores", mas se a empresa "fabricar nos Estados Unidos, não haverá nenhum imposto adicional".

O presidente americano já impôs tarifas específicas a outros setores, como 50% ao aço, alumínio e cobre, e 25% aos automóveis e autopeças que não estão incluídos no T-MEC.

A ofensiva tarifária de Trump é escalonada. A próxima data importante será 12 de agosto, quando expira uma trégua comercial com a China, com a qual os dois países reduziram suas tarifas respectivas para 10% sobre os produtos americanos e para 30% sobre os chineses.

As duas grandes potências negociam para prolongar a trégua. A decisão final está nas mãos de Trump.

bur-erl-bys-els/nn/atm/fp/mar/lm/mvv

M.Saito--JT