The Japan Times - Laços entre Pequim e Moscou são um 'fator determinante' na relação entre China e UE

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Laços entre Pequim e Moscou são um 'fator determinante' na relação entre China e UE
Laços entre Pequim e Moscou são um 'fator determinante' na relação entre China e UE / foto: Andres MARTINEZ CASARES - POOL/AFP

Laços entre Pequim e Moscou são um 'fator determinante' na relação entre China e UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta quinta-feira (24) que os vínculos da China com a Rússia são agora um fator "determinante" em suas relações com o bloco, em meio a uma tensa cúpula com o presidente Xi Jinping, em Pequim.

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O mandatário chinês pediu, por sua vez, o fortalecimento da comunicação e a confiança mútua.

Nos últimos anos, a China tenta estreitar suas relações com a União Europeia (UE), reivindicando-se como um parceiro mais confiável que os Estados Unidos de Donald Trump e como um polo de estabilidade em um mundo turbulento.

Tanto Von der Leyen como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegaram ao encontro, organizado para celebrar os 50 anos das relações diplomáticas, como uma longa lista de críticas.

Entre elas, as divergências sobre comércio, sobretudo o temor de que produtos baratos e subsidiados da China invadam seus mercados, ou a relação com a Rússia em meio à guerra com a Ucrânia.

"A forma como a China continua interagindo com [o presidente russo, Vladimir] Putin será um fator determinante para nossas relações no futuro", declarou Von der Leyen, ao pedir "soluções reais" para relações bilaterais em um "momento crucial".

Neste sentido, a líder europeia instou Pequim a "usar sua influência" para que a Rússia aceite um cessar-fogo e se sente à mesa de negociações.

Para Bruxelas, a aproximação política e econômica entre Pequim e Moscou desde o início da invasão russa de 2022 representa um tácito apoio do gigante asiático à Rússia, que lhe permitiu compensar o impacto das sanções ocidentais.

Outro tópico prioritário para a UE é o grande déficit comercial, de US$ 36 bilhões (R$ 199 bilhões, na cotação atual), que a presidente da Comissão classificou como "insustentável".

A chefe do braço Executivo europeu pediu a Pequim uma maior abertura do seu mercado às empresas europeias e uma flexibilização dos controles de exportação para terras raras, materiais cruciais para a nova economia e dos quais a China é líder mundial.

Sobre este último ponto, indicou que tinha sido alcançado nesta quinta-feira um mecanismo "melhorado" para as exportações chinesas de minerais de terras raras, evitando assim os atrasos relacionados ao processamento das licenças necessárias.

Este mecanismo "de apoio à cadeia de abastecimento [poderá] verificar e resolver imediatamente o problema ou a questão que se coloca", explicou durante uma coletiva de imprensa.

A UE impôs tarifas pesadas aos veículos elétricos importados pela China, argumentando que os subsídios à indústria geravam uma situação de concorrência desleal para as marcas europeias.

A China rejeita esta acusação e anunciou medidas semelhantes contra produtos importados da Europa, como carne suína, conhaque e laticínios.

- "Aprofundar a cooperação" -

Diferentemente da posição europeia, a China optou por apresentar esta cúpula como uma oportunidade de reforçar os laços comuns em meio aos conflitos mundiais.

"Quanto mais grave e complexa a situação internacional, mais importante é para a China e a UE reforçar a comunicação, aumentar a confiança mútua e aprofundar a cooperação", afirmou Xi no início do encontro.

Na mesma linha, o mandatário chinês pediu a ambas as partes que "façam escolhas estratégicas corretas".

Diante de Xi, Costa apontou que o bloco precisa de "progressos concretos nas questões relacionadas ao comércio e à economia". Também expressou a "preocupação" dos europeus com a "proteção dos direitos humanos", que descreveu como "pilar central das relações da UE com outros países, incluindo a China".

"Ambos queremos que nossa relação seja mutuamente benéfica", afirmou.

Em uma reunião separada, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, afirmou aos líderes europeus que a "estreita cooperação" era uma "escolha natural" para as grandes economias.

"Enquanto a China e a UE mantiverem sinceramente o livre comércio, a economia e o comércio internacionais permanecerão dinâmicos", afirmou.

No quesito ambiental, China e UE chegaram a um acordo incomum para "intensificar" os esforços na luta contra a mudança climática.

As autoridades chinesas e europeias concordaram em melhorar a cooperação bilateral na transição energética e se comprometeram a acelerar a implantação mundial de energias renováveis, segundo um comunicado conjunto.

H.Takahashi--JT