The Japan Times - Marco Rubio visitará Panamá e outros quatro países da América Latina em primeira viagem como secretário de Estado

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Marco Rubio visitará Panamá e outros quatro países da América Latina em primeira viagem como secretário de Estado
Marco Rubio visitará Panamá e outros quatro países da América Latina em primeira viagem como secretário de Estado / foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS - AFP

Marco Rubio visitará Panamá e outros quatro países da América Latina em primeira viagem como secretário de Estado

O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, visitará cinco países da América Latina na próxima semana, incluindo o Panamá, para abordar "os temas da agenda" do presidente Donald Trump, naquela que será sua primeira viagem ao exterior como secretário de Estado americano.

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Além do Panamá, Rubio visitará Costa Rica, El Salvador, Guatemala e República Dominicana, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce.

Ela não especificou se Rubio abordará a polêmica em torno da soberania do Canal do Panamá, mas garantiu que "há uma razão pela qual esta é a primeira viagem".

"Isso indica o quanto ele leva esse assunto a sério" e sua intenção de "abordar os temas que são importantes para ele e, sem dúvida, os temas da agenda de Trump", disse.

"Recuperar" o controle do Canal do Panamá é um dos objetivos do magnata republicano, que não descarta o uso de força militar.

"A China está operando o Canal do Panamá (...) e nós vamos recuperá-lo", afirmou Trump na segunda-feira.

Durante a sabatina no Senado, Rubio não sugeriu o uso de força militar, mas disse que os Estados Unidos precisam lidar com a preocupação em relação à influência da China nas proximidades da via intraoceânica de 80 km, que foi construída pelos Estados Unidos no início do Século XX e é administrada pelo Panamá há 25 anos.

O presidente panamenho, José Raúl Mulino, insiste, por sua vez, que o canal "é e continuará sendo" do Panamá. "Não foi uma concessão nem um presente" dos Estados Unidos, ressalta.

- Compromisso vital -

"O compromisso com nossos vizinhos é um elemento vital para abordar a migração, as cadeias de suprimento e o crescimento econômico, que são essenciais para a política externa" de Rubio, declarou Bruce à AFP.

Rubio, que estreou nesta semana no cargo, aplicará uma "política externa pragmática" que, no caso da América Latina, se concentrará em "frear a migração em massa" e "garantir a segurança das fronteiras", informou o Departamento de Estado.

El Salvador, Guatemala e Honduras têm sido as principais fontes de migração para os Estados Unidos, que o presidente americano prometeu deter completamente.

Após a posse, Trump acabou com um programa de seu antecessor Joe Biden que oferecia vias legais para solicitação de asilo, e no lugar ameaçou bloquear o acesso de migrantes sem visto e deportar os que estivessem em situação irregular nos Estados Unidos, começando por aqueles com antecedentes criminais.

Mas não se sabe quantos migrantes os países estarão dispostos a aceitar e sob quais condições.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, goza de grande popularidade entre os simpatizantes de Trump por sua política linha-dura contra a criminalidade.

Trump, que invocará a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 para "eliminar a presença de todas as gangues", como a venezuelana Tren de Aragua, conversará nesta quinta-feira com Bukele, segundo a agenda divulgada pela Casa Branca.

O republicano mantém uma retórica anti-imigração com a qual venceu as eleições de novembro e promete acabar com o que chama de "invasão".

Trump costuma relacionar a migração ilegal ao aumento da criminalidade, apesar de as estatísticas oficiais do FBI indicarem que os crimes violentos diminuíram nos Estados Unidos.

H.Nakamura--JT