The Japan Times - Israel prossegue com bombardeios no Líbano e em Gaza

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Israel prossegue com bombardeios no Líbano e em Gaza
Israel prossegue com bombardeios no Líbano e em Gaza / foto: - - AFP

Israel prossegue com bombardeios no Líbano e em Gaza

Bombardeios israelenses mataram dezenas de pessoas em Gaza neste domingo (17), informou a Defesa Civil palestina, e também atingiram um edifício no centro de Beirute, capital do Líbano, um ataque que matou o porta-voz do grupo islamista Hezbollah.

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Israel luta em duas frentes desde setembro, intensificando os ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, após quase um ano de confrontos na fronteira, enquanto prossegue com a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Os bombardeios israelenses de domingo em Gaza mataram pelo menos 46 pessoas. O ataque com o maior número de vítimas, que aconteceu durante a madrugada em Beit Lahia, no norte do território, deixou 26 mortos, incluindo mulheres e crianças, e pelo menos 59 pessoas presas sob os escombros, afirmou o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal.

No centro de Gaza, um ataque matou 10 pessoas no campo de refugiados de Bureij. Outro bombardeio nas imediações atingiu uma casa e matou uma mulher, segundo a mesma fonte.

O balanço provisório de vítimas é completado com cinco mortes em um ataque israelense com drones sobre Rafah (sul) e o falecimento de três mulheres e uma criança em um bombardeio contra o campo de Nuseirat.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, anunciou neste domingo que o número total de mortos em mais de 13 meses de guerra chegou a 43.846, a maioria civis, segundo dados do movimento islamista que a ONU considera confiáveis.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 que desencadeou a guerra provocou as mortes de 1.206 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

- Bombardeio em Beirute mata porta-voz do Hezbollah -

O porta-voz do Hezbollah, Mohamad Afif, morreu em um bombardeio israelense contra um edifício no centro de Beirute, informou à AFP uma fonte das forças de segurança libanesas que pediu anonimato.

"O ataque israelense teve como alvo o escritório do partido Baath no Líbano. O ataque matou o porta-voz de Hezbollah, Mohammed Afif", disse a fonte.

Imagens da AFPTV mostraram nuvens de fumaça nos subúrbios ao sul da capital, onde fica o único aeroporto internacional do Líbano, uma área que já havia sido bombardeada.

Ao sul, ataques aéreos e bombardeios israelenses atingiram a cidade de Khiam durante a madrugada, informou a agência estatal de notícias libanesa.

As forças israelenses também bombardearam a região sul do Líbano ao longo do rio Litani, informou a imprensa local, que já havia relatado ataques na cidade de Tiro, incluindo um bairro próximo a ruínas antigas incluídas na lista de patrimônio da Unesco.

O Hezbollah anunciou que lançou um míssil teleguiado que provocou o incêndio de um tanque israelense na localidade de Chamaa, no sudoeste do Líbano.

No leste do Líbano, as autoridades organizaram os funerais para 14 funcionários da Defesa Civil que morreram em um ataque israelense na quinta-feira.

"Não estavam envolvidos com nenhum grupo (armado)... aguardavam apenas para atender os pedidos de ajuda", disse Ali al-Zein, parente de um dos mortos.

As autoridades libanesas afirmam que quase 3.500 pessoas morreram em ataques desde outubro de 2023, mas a maioria desde setembro.

- Risco de fome em Gaza -

Uma avaliação respaldada pela ONU, divulgada em 9 de novembro, advertiu que a fome é iminente no norte de Gaza, em um cenário de aumento das hostilidades e da quase interrupção da ajuda alimentar.

Israel rejeitou um relatório da Human Rights Watch divulgado esta semana que alega que o deslocamento em larga escala de habitantes de Gaza equivale a um "crime contra a humanidade", assim como as conclusões de um Comitê Especial da ONU que aponta práticas de guerra "consistentes com as características de genocídio".

O Ministério das Relações Exteriores de Israel descreveu como "tendencioso" e "anti-israelense" o relatório do comitê da ONU.

"O relatório é um exemplo desanimador da transformação da ONU em uma organização utilizada como peão pelos terroristas", afirma um comunicado do ministério divulgado pelo porta-voz da pasta, Oren Marmorstein.

O Papa Francisco mencionou pela primeira vez acusações de "genocídio" em Gaza e pede uma investigação, em um livro que será publicado na terça-feira e que teve alguns trechos divulgados neste domingo na Itália.

"O que está acontecendo em Gaza, que segundo alguns especialistas pareceria ter as características de um genocídio, deve ser examinado cuidadosamente para determinar se (a situação) corresponde à definição técnica formulada por juristas e organizações internacionais", afirma o pontífice no novo livro "A esperança nunca decepciona", que chegará às livrarias de vários países na terça-feira (19).

Em Israel, a polícia anunciou a detenção de três suspeitos depois que sinalizadores foram disparados perto da casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na cidade de Cesareia, ao sul de Haifa. O chefe de Governo não estava na residência.

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S.Yamada--JT