The Japan Times - Líbano denuncia 'crime de guerra' pela morte de jornalistas em bombardeio israelense

EUR -
AED 4.095102
AFN 72.480008
ALL 90.801688
AMD 402.807486
ANG 1.995737
AOA 1023.635334
ARS 1721.721299
AUD 1.61933
AWG 2.007127
AZN 1.900047
BAM 1.955836
BBD 2.250342
BDT 139.162586
BGN 1.948955
BHD 0.422108
BIF 3342.96213
BMD 1.115071
BND 1.431727
BOB 13.402249
BRL 6.138357
BSD 1.117321
BTN 104.873949
BWP 15.391286
BYN 3.345962
BYR 21855.38619
BZD 2.247142
CAD 1.573644
CDF 2586.964483
CHF 0.914162
CLF 0.027822
CLP 1094.980351
CNY 7.444774
CNH 7.438418
COP 3608.76707
CRC 506.709417
CUC 1.115071
CUP 26.815498
CVE 110.267049
CZK 24.346956
DJF 198.963698
DKK 7.480457
DOP 67.891262
DZD 151.940824
EGP 59.957114
ERN 16.726061
ETB 183.378708
FJD 2.526309
FKP 0.833961
GBP 0.834166
GEL 2.893653
GGP 0.833961
GHS 13.055243
GIP 0.833961
GMD 83.077063
GNF 9896.183924
GTQ 8.538159
GYD 234.234353
HKD 8.744429
HNL 30.029558
HRK 7.547925
HTG 146.432722
HUF 363.51345
IDR 20192.258205
ILS 3.552538
IMP 0.833961
INR 104.716854
IQD 1693.83148
IRR 2108992.359359
ISK 136.919964
JEP 0.833961
JMD 177.323296
JOD 0.790629
JPY 176.710877
KES 145.192698
KGS 97.510486
KHR 4552.084602
KMF 492.86165
KPW 1003.563608
KRW 1520.737678
KWD 0.346765
KYD 0.931217
KZT 500.809308
LAK 25136.46717
LBP 100053.859534
LKR 371.556906
LRD 189.94353
LSL 18.477643
LTL 3.292514
LVL 0.674496
LYD 7.150133
MAD 10.921803
MDL 19.971371
MGA 5077.094359
MKD 61.556144
MMK 2341.311039
MNT 4015.078679
MOP 9.019368
MRU 45.108838
MUR 52.442198
MVR 17.176258
MWK 1937.436008
MXN 20.766565
MYR 4.528864
MZN 71.257178
NAD 18.477643
NGN 1502.23485
NIO 41.120764
NOK 10.548462
NPR 167.798119
NZD 2.015128
OMR 0.428348
PAB 1.117421
PEN 3.848972
PGK 5.092095
PHP 70.369926
PKR 309.016043
PLN 4.399568
PYG 6984.129802
QAR 4.084276
RON 5.343646
RSD 117.622186
RUB 91.352798
RWF 1649.13065
SAR 4.188587
SBD 8.974739
SCR 15.358485
SDG 670.719139
SEK 11.033072
SGD 1.430306
SHP 0.835103
SLE 25.591287
SLL 23382.48045
SOS 638.511867
SRD 41.908265
STD 23079.712667
STN 24.500455
SVC 9.776182
SYP 14498.149201
SZL 18.471343
THB 37.411034
TJS 10.307092
TMT 3.902748
TND 3.343362
TOP 2.684822
TRY 55.9111
TTD 7.577141
TWD 36.546782
TZS 2952.454872
UAH 50.616941
UGX 4570.084937
USD 1.115071
UYU 44.950835
UZS 13332.247784
VES 999.456181
VND 28526.296796
VUV 133.25575
WST 3.108617
XAF 655.957
XAG 0.021465
XAU 0.000274244363
XCD 3.013535
XCG 2.013637
XDR 0.788413
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.853652
ZAR 18.420333
ZMK 10036.978597
ZMW 22.703422
ZWL 359.052318
SSP 6406.644798
MXV 2.33632
Líbano denuncia 'crime de guerra' pela morte de jornalistas em bombardeio israelense
Líbano denuncia 'crime de guerra' pela morte de jornalistas em bombardeio israelense / foto: - - AFP

Líbano denuncia 'crime de guerra' pela morte de jornalistas em bombardeio israelense

O Líbano acusou, nesta quinta-feira (25), Israel de "crime de guerra", pela morte de três jornalistas em um bombardeio, em plena ofensiva israelense contra o movimento pró-iraniano Hezbollah.

Tamanho do texto:

O canal pró-Irã Al Mayadeen anunciou que o repórter cinematográfico Ghassan Najjar e o engenheiro de radiodifusão Mohammad Reda morreram em um bombardeio israelense, que atingiu uma "residência de jornalistas" no sul do Líbano.

O ataque ocorreu durante a noite em Hasbaya, uma localidade que até agora não havia sido atingida pela intensificação dos bombardeios israelenses desde 23 de setembro, seguida de operações terrestres uma semana depois.

No mês passado, vários jornalistas se mudaram para este município com outras equipes, segundo a imprensa local.

O canal Al Manar, do Hezbollah, afirmou que o repórter Wissam Qassem também morreu no bombardeio israelense em Hasbaya.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, e o ministro da Informação, Ziad Makari, denunciaram um bombardeio "deliberado" que chamaram de "crime de guerra".

Israel não comentou o bombardeio, que, segundo o Ministério da Saúde libanês, também deixou três feridos.

Outros bombardeios foram registrados na periferia sul de Beirute, um dos redutos do Hezbollah, onde dois edifícios foram destruídos e um incêndio teve início, segundo a agência de notícias libanesa NNA.

O Exército israelense também afirmou que bombardeou um posto fronteiriço entre o Líbano e a Síria, alegando que o Hezbollah utiliza o local para fornecer armas.

Os ataques na região estão "obstruindo e realmente colocando em perigo um verdadeiro cordão de salva-vidas que as pessoas usam para fugir do conflito", alertou nesta sexta-feira Rula Amin, porta-voz para o Oriente Médio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Por sua vez, os capacetes azuis da ONU mobilizados no sul do Líbano afirmaram que enfrentam uma situação "extremamente difícil", depois que o Exército israelense abriu fogo novamente contra suas posições durante a semana.

- "Corrida contra o relógio" -

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, advertiu que a comunidade internacional está em uma "corrida contra o tempo" para encontrar uma "solução política" para o conflito no Líbano e evitar uma "conflagração generalizada".

Seu homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, se expressou nos mesmos termos ao afirmar que é "realmente urgente" chegar a uma "solução diplomática".

O Hezbollah e o Exército israelense estão em conflito na zona fronteiriça desde 8 de outubro de 2023, quando o movimento xiita começou a disparar foguetes contra o território de Israel em apoio ao movimento islamista palestino Hamas, que um dia antes havia executado um ataque sem precedentes no sul de Israel, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

O Exército de Israel concentrou os esforços no território palestino até meados de setembro deste ano, quando deslocou a maior parte de suas operações ao Líbano para combater o Hezbollah.

Em 23 de setembro, Israel iniciou uma campanha aérea e, uma semana depois, uma operação terrestre no sul do país, com o objetivo de permitir o retorno dos 60 mil habitantes do norte de Israel que abandonaram suas casas devido aos incessantes disparos de foguetes do Hezbollah.

Pelo menos 1.580 pessoas morreram no Líbano desde 23 de setembro, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.

O ministro libanês da Saúde, Firas Abiad, anunciou que 163 funcionários dos serviços de resgate e profissionais da saúde morreram nos bombardeios israelenses no último ano.

Segundo a ONU, o conflito deixou pelo menos 800 mil deslocados.

O Exército israelense anunciou 10 mortes em dois dias, o que eleva a 32 o número de militares do país que faleceram desde o início da operação terrestre, segundo um balanço estabelecido pela AFP.

- "Crimes atrozes" em Gaza -

Na Faixa de Gaza, dois bombardeios israelenses deixaram 20 mortos em Khan Yunis, sul do território, segundo a Defesa Civil.

O norte da Faixa de Gaza, onde Israel lançou uma ofensiva este mês, está passando por suas “horas mais sombrias”, marcadas por possíveis “crimes hediondos”, disse o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk.

“Estamos enfrentando o que podem ser crimes hediondos, incluindo possíveis crimes contra a humanidade”, alertou.

O chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que havia perdido o contato com a equipe do hospital Kamal Adwan, o último hospital remanescente no norte de Gaza.

O Ministério da saúde do governo do Hamas em Gaza afirmou que centenas de pessoas foram presas no centro de saúde, em Jabaliya, e que as forças israelenses estão lá dentro.

A guerra em Gaza começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, quando milicianos islamistas mataram 1.206 pessoas, em sua maioria civis, segundo um levantamento da AFP baseado em dados oficiais israelenses que inclui os reféns mortos em cativeiro em Gaza.

Das 251 pessoas sequestradas, 97 permanecem em cativeiro em Gaza, mas 34 foram declaradas mortos pelo Exército.

Em resposta, Israel iniciou uma ofensiva contra o Hamas, que governa Gaza desde 2007, e matou pelo menos 42.847 palestinos - a maioria civis - na Faixa, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

K.Hashimoto--JT