The Japan Times - Israel intensifica ofensiva no sul de Gaza apesar das advertências dos EUA

EUR -
AED 4.095707
AFN 71.375524
ALL 90.629125
AMD 401.864619
ANG 1.996035
AOA 1022.672924
ARS 1723.922219
AUD 1.618655
AWG 2.010215
AZN 1.895337
BAM 1.951988
BBD 2.245914
BDT 138.888795
BGN 1.949246
BHD 0.421306
BIF 3336.609061
BMD 1.115237
BND 1.429006
BOB 13.37648
BRL 6.134826
BSD 1.115123
BTN 104.674643
BWP 15.362036
BYN 3.339603
BYR 21858.651068
BZD 2.242801
CAD 1.572284
CDF 2581.774682
CHF 0.91503
CLF 0.027739
CLP 1091.805975
CNY 7.459268
CNH 7.438833
COP 3615.208992
CRC 505.721557
CUC 1.115237
CUP 26.764537
CVE 110.050107
CZK 24.332021
DJF 198.585581
DKK 7.475279
DOP 67.762239
DZD 152.073356
EGP 60.124507
ERN 16.728559
ETB 183.029391
FJD 2.526681
FKP 0.82712
GBP 0.834326
GEL 2.90513
GGP 0.82712
GHS 13.030141
GIP 0.82712
GMD 83.078765
GNF 9876.713947
GTQ 8.521361
GYD 233.783976
HKD 8.743577
HNL 29.972489
HRK 7.549052
HTG 146.154436
HUF 363.147469
IDR 20196.89173
ILS 3.549723
IMP 0.82712
INR 104.839499
IQD 1690.61247
IRR 2109307.411394
ISK 136.839321
JEP 0.82712
JMD 176.974426
JOD 0.790714
JPY 176.486031
KES 144.880684
KGS 97.525046
KHR 4543.433679
KMF 491.819516
KPW 1003.713526
KRW 1518.808077
KWD 0.346794
KYD 0.929448
KZT 499.850844
LAK 25086.451852
LBP 99861.479711
LKR 370.819259
LRD 189.582556
LSL 18.44129
LTL 3.293006
LVL 0.674596
LYD 7.136066
MAD 10.900218
MDL 19.933417
MGA 5067.286962
MKD 61.5824
MMK 2341.945843
MNT 4017.053808
MOP 9.002227
MRU 45.02009
MUR 52.449594
MVR 17.236008
MWK 1933.754044
MXN 20.794871
MYR 4.529091
MZN 71.274602
NAD 18.442528
NGN 1502.804634
NIO 41.039862
NOK 10.525626
NPR 167.47923
NZD 2.009351
OMR 0.428801
PAB 1.115197
PEN 3.841399
PGK 5.082031
PHP 70.381556
PKR 308.402558
PLN 4.394961
PYG 6969.547044
QAR 4.075748
RON 5.341543
RSD 117.528191
RUB 91.34446
RWF 1645.99659
SAR 4.187376
SBD 8.979576
SCR 15.328421
SDG 670.814858
SEK 11.021667
SGD 1.429924
SHP 0.83146
SLE 25.550526
SLL 23385.973454
SOS 637.298419
SRD 41.914518
STD 23083.160442
STN 24.452253
SVC 9.756948
SYP 14500.315015
SZL 18.43624
THB 37.422868
TJS 10.287089
TMT 3.914483
TND 3.336784
TOP 2.685223
TRY 55.937537
TTD 7.562233
TWD 36.572088
TZS 2947.016612
UAH 50.516904
UGX 4561.114057
USD 1.115237
UYU 44.862398
UZS 13306.017617
VES 996.76453
VND 28530.558211
VUV 133.285758
WST 3.098703
XAF 655.957
XAG 0.021556
XAU 0.000275660932
XCD 3.013984
XCG 2.009631
XDR 0.788531
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.391144
ZAR 18.42628
ZMK 10038.473066
ZMW 22.660174
ZWL 359.105955
SSP 6407.257042
MXV 2.339505
Israel intensifica ofensiva no sul de Gaza apesar das advertências dos EUA
Israel intensifica ofensiva no sul de Gaza apesar das advertências dos EUA / foto: AFP - AFP

Israel intensifica ofensiva no sul de Gaza apesar das advertências dos EUA

O Exército israelense anunciou neste domingo (24) que intensificou as operações contra o o movimento islamista Hamas no sul da Faixa de Gaza, apesar dos apelos do governo dos Estados Unidos, seu principal aliado, para que o país proteja os civis palestinos.

Tamanho do texto:

Depois da Cidade de Gaza, "estamos virando para o sul e concentrando nossas principais operações em outro reduto do Hamas, Khan Yunis", afirmou Jonathan Conricus, porta-voz do Exército, ao canal americano Fox News.

Centenas de milhares de deslocados do norte do território estreito buscaram refúgio nesta cidade, onde nasceu o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, e que abriga o centro de poder do movimento islamista.

O governo de Israel considera Sinwar o principal responsável pelo ataque de 7 de outubro, quando milicianos do Hamas mataram quase 1.140 pessoas em território israelense, a maioria civis, segundo um balanço da AFP estabelecido com base em número divulgados pelas autoridades do país.

No mesmo dia, os islamistas também sequestraram 240 pessoas, das quais 129 prosseguem em cativeiro em Gaza.

Em resposta, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas e iniciou uma ofensiva terrestre e aérea contra o território palestino, governado pelo grupo islamista desde 2007.

Segundo o Hamas, considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia, 20.424 pessoas, a maioria mulheres e menores de idade, morreram desde o início da guerra no território.

O número inclui 166 mortes nas últimas 24 horas, segundo o balanço atualizado divulgado pelo Ministério da Saúde do Hamas neste domingo, que também cita mais de 54.000 feridos.

Durante uma ligação telefônica, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um apelo ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para "proteger a população civil".

Washington mantém o apoio veemente ao aliado histórico, mas insiste cada vez mais para que o país reduza a intensidade da ofensiva e efetue operações mais concentradas nos líderes do Hamas.

O Exército israelense anunciou que 10 soldados morreram no sábado em combates em Gaza, o que eleva a 153 o número de militares mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito.

"A guerra está cobrando um preço muito elevado... mas não temos escolha senão continuar lutando", afirmou Netanyahu no início de uma reunião de gabinete, depois de prestar homenagem aos soldados mortos e alertar que o conflito será "longo".

"Nós vamos continuar com força total até o fim, até a vitória, até alcançarmos todos os nossos objetivos: a destruição do Hamas, o retorno dos nossos reféns e garantir que Gaza nunca mais constituirá uma ameaça ao Estado de Israel", completou Netanyahu.

- Quase 80% dos moradores de Gaza deslocados -

No centro de Gaza, equipes de emergência tentam retirar as pessoas de um edifício destruído em Deir al Balah.

"Eu estava rezando quando aconteceu uma grande explosão. Os escombros caíram em cima de nós. Eu não entendi o que estava acontecendo", contou Yazan Moqbel. A irmã dele continua soterrada.

Israel nega atacar diretamente os civis e afirma que a guerra contra o Hamas é crucial para que um massacre como de 7 de outubro nunca mais aconteça.

Os bombardeios foram interrompidos apenas por uma semana desde então, quando as duas partes aceitaram um cessar-fogo no fim de novembro, período em que 105 reféns mantidos em Gaza foram trocados por 240 prisioneiros palestinos.

Jabaliya e a Cidade de Gaza, ao norte, e Khan Yunis, no extremo sul do território, voltaram a ser bombardeadas neste domingo, segundo o Hamas.

Quase 80% dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados pelos combates, segundo a ONU.

A situação no território, completamente cercado por Israel desde 9 de outubro, é catastrófica. A maioria dos hospitais está fora de serviço e a população enfrenta elevados níveis de insegurança alimentar, segundo a ONU.

Na conversa com Biden, Netanyahu, no entanto, "deixou claro que Israel prosseguirá com a guerra até que todos os seus objetivos sejam alcançados", afirmaram fontes do governo.

O Exército de Israel afirmou no sábado que matou "mais de 200 terroristas" na última semana e "mais de 700" desde o início do conflito.

- "Queremos um cessar-fogo" -

Netanyahu, o primeiro-ministro israelense que permaneceu mais tempo no cargo, teve relações complicadas com vários presidentes americanos.

Mas as divergências sobre a condução da guerra em Gaza, quando terminará e o que acontecerá no dia seguinte, aumentaram a tensão na relação.

Washington permitiu a aprovação na sexta-feira de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que pede a Israel para autorizar o envio "imediato, seguro e sem obstáculos" de ajuda vital a Gaza "em larga escala".

As potências mundiais discutiram durante vários dias sobre as palavras que seriam utilizadas no texto e, diante da insistência de Washington, optaram por não incluir o termo "cessar-fogo". A resolução defende a criação das "condições para um cessar duradouro das hostilidades".

Os moradores de Gaza entrevistados pela AFP criticaram a comunidade internacional.

"Em vez de (...) aumentar as entregas de ajuda, parem de apoiar Israel e de fornecer armas (...) interrompam a guerra e nos deem a paz", disse Rami al Jalut, um morador do norte de Gaza que precisou fugir par Rafah, no sul.

A resolução "reforça a decisão de Israel de matar mais civis e prolonga a guerra contra este povo, em troca de um pouco de comida", criticou.

Mahmud al Shaer, outro morador de Gaza, resumiu: "Não queremos comida, queremos um cessar-fogo".

Y.Ishikawa--JT