The Japan Times - Israelenses convivem com o medo de um massacre na fronteira com o Líbano

EUR -
AED 4.127835
AFN 73.059098
ALL 91.012933
AMD 405.092912
ANG 2.011695
AOA 1030.696304
ARS 1736.843006
AUD 1.618213
AWG 2.023176
AZN 1.908306
BAM 1.958696
BBD 2.263526
BDT 139.975692
BGN 1.964539
BHD 0.424231
BIF 3358.505398
BMD 1.123987
BND 1.434632
BOB 13.569699
BRL 6.164955
BSD 1.123851
BTN 106.119942
BWP 15.396488
BYN 3.353048
BYR 22030.138991
BZD 2.260221
CAD 1.572165
CDF 2602.029329
CHF 0.915296
CLF 0.02781
CLP 1094.541067
CNY 7.496763
CNH 7.490966
COP 3636.782552
CRC 509.648922
CUC 1.123987
CUP 26.971634
CVE 110.422844
CZK 24.332024
DJF 199.755024
DKK 7.474625
DOP 67.489174
DZD 152.922705
EGP 60.582439
ERN 16.8598
ETB 184.450548
FJD 2.523013
FKP 0.835164
GBP 0.833734
GEL 2.927983
GGP 0.835164
GHS 13.108563
GIP 0.835164
GMD 83.735353
GNF 9954.628191
GTQ 8.588621
GYD 235.466014
HKD 8.815624
HNL 30.205386
HRK 7.608277
HTG 147.286435
HUF 364.458865
IDR 20317.801478
ILS 3.598162
IMP 0.835164
INR 106.242425
IQD 1703.703569
IRR 2125855.585298
ISK 136.822888
JEP 0.835164
JMD 178.251939
JOD 0.796905
JPY 177.123412
KES 146.013475
KGS 98.291845
KHR 4572.475105
KMF 495.677826
KPW 1011.587971
KRW 1523.137452
KWD 0.349054
KYD 0.936593
KZT 505.321555
LAK 25293.167968
LBP 100636.89384
LKR 373.619028
LRD 191.048193
LSL 18.417164
LTL 3.31884
LVL 0.679888
LYD 7.194572
MAD 10.951996
MDL 20.093885
MGA 5095.48775
MKD 61.539617
MMK 2360.197967
MNT 4047.985802
MOP 9.080923
MRU 45.402719
MUR 52.545999
MVR 17.371224
MWK 1948.737637
MXN 21.07139
MYR 4.549001
MZN 71.834135
NAD 18.417164
NGN 1511.930421
NIO 41.360779
NOK 10.441117
NPR 169.789993
NZD 2.003315
OMR 0.43217
PAB 1.123851
PEN 3.870988
PGK 5.119477
PHP 70.872417
PKR 310.822349
PLN 4.399228
PYG 6924.174981
QAR 4.108073
RON 5.335902
RSD 117.598194
RUB 91.611445
RWF 1655.410511
SAR 4.222075
SBD 9.050023
SCR 15.544917
SDG 676.073326
SEK 10.995579
SGD 1.435899
SHP 0.837983
SLE 25.75061
SLL 23569.443697
SOS 642.238046
SRD 42.213545
STD 23264.255022
STN 24.536055
SVC 9.833056
SYP 14614.074501
SZL 18.409889
THB 37.584954
TJS 10.367335
TMT 3.945193
TND 3.348821
TOP 2.70629
TRY 56.253308
TTD 7.611185
TWD 37.184515
TZS 2970.138396
UAH 51.049963
UGX 4545.679815
USD 1.123987
UYU 45.266519
UZS 13410.706852
VES 1004.584489
VND 28866.787992
VUV 134.490731
WST 3.128235
XAF 655.957
XAG 0.021504
XAU 0.000274230044
XCD 3.037631
XCG 2.025412
XDR 0.794717
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.457589
ZAR 18.516332
ZMK 10117.23091
ZMW 22.784874
ZWL 361.923253
SSP 6457.884043
MXV 2.371221
Israelenses convivem com o medo de um massacre na fronteira com o Líbano
Israelenses convivem com o medo de um massacre na fronteira com o Líbano / foto: FADEL SENNA - AFP

Israelenses convivem com o medo de um massacre na fronteira com o Líbano

No kibutz de Dafna, agricultores ordenham vacas pela segunda vez no dia para que não morram nesta colônia agrícola israelense a menos de dois quilômetros do Líbano, o espectro de um massacre parecido com o de 7 de outubro assombra aos civis.

Tamanho do texto:

A maioria dos 1.050 habitantes desta comunidade foram retirados do local para hotéis próximos e só restaram cerca de 15 homens, encarregados da segurança do kibutz.

Da estreita via da acesso a Dafna, que os israelenses chamam de "velha estrada do norte", é possível ver perfeitamente as posições do grupo libanês Hezbollah do outro lado da fronteira.

Os agricultores retornam ao kibutz duas vezes por dia, uma a menos do que antes da guerra, para ordenhar suas vacas. "Do contrário, morrerão", explica um dos ficaram, Arik Yaakobi, de 46 anos.

"Temos medo de voltar diante da possibilidade de que o Hezbollah repita o que o Hamas fez", acrescenta.

Em 7 de outubro, combatentes do movimento islamita palestino Hamas atacaram Israel, deixando 1.400 mortos, a maioria civis, segundo autoridades.

Em represália, o Exército israelense bombardeia incessantemente a Faixa de Gaza e lançou recentemente uma operação terrestre. Mais de 8.300 palestinos morreram, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas.

- "Não durmo mais" -

Nas ruas de Dafna, restam apenas soldados e alguns vestígios da saída rápida dos moradores. Ocasionalmente, algum deles retorna para regar a grama ou pegar algumas coisas, antes de sair novamente.

Sarit Zehavi, diretora do Alma, centro de investigação na região da Galileia (norte), admite estar preocupada com sua família.

"Não durmo mais. Penso sem parar na cerca da minha casa que devo reforçar. Sabemos que o Hezbollah prevê fazer exatamente o mesmo que o Hamas", disse à AFP a tenente-coronel de reserva.

Zehavi mostra um vídeo de propaganda deste grupo libanês de 2014, em que seu líder, Hassan Nasrallah, explica sobre um plano para "controlar Galileia", listando pontos estratégicos do país: fábricas, rodovias, aeroportos, bases militares, incluindo kibutz.

A semelhança com o ataque do Hamas é perturbadora: interceptação maciça de foguetes sobre o norte de Israel, avanço dos comandos do Hezbollah que atravessam a fronteira e entram por estradas no interior do país, apoiados por drones e barcos.

"É o plano do Hezbollah: atacar os pontos estratégicos, mas também matar por matar. (...) É isso que nos dá medo. Que matem homens, mulheres, crianças e bebês e que sequestrem civis e soldados para usá-los de escudos humanos", acrescenta Zehavi.

A possível guerra com este movimento pró-iraniano levou as autoridades a retirarem 22 mil residentes da cidade vizinha de Kiryat Shmona e habitantes de outros kibutz perto da fronteira.

- "O futuro é incerto" -

"Estamos destacados aqui para defender nossa fronteira norte contra os ataques do Hezbollah. Estamos (...) prontos para enfrentar qualquer ataque", declarou à AFP um oficial do Exército israelense.

Avi Melamed, um antigo oficial superior da Inteligência militar e especialista em Irã, não tem tanta certeza de que o grupo libanês aplicará estas ações.

"Os iranianos que controlam o Hezbollah têm um dilema: não fazer nada e perpetuar o conflito israelense-palestino, ou agir e arriscar que o Hamas e o Hezbollah percam a sua capacidade de agir após uma reação israelense", explica Melamed.

"É por isso que, neste momento, estão apenas lançando ataques limitados para evitar a escalada", acrescenta.

Mas no kibutz de Dafna, Yaakobi está preocupado. "Queremos voltar a morar aqui, mas o futuro é incerto", admite. "E devemos continuar ordenhando nossas vacas (...) mesmo que elas tenham medo quando soam as sirenes de alerta ou quando a nossa artilharia dispara contra o Líbano".

K.Hashimoto--JT