The Japan Times - Cresce a raiva na Cisjordânia pela guerra em Gaza

EUR -
AED 4.118062
AFN 72.886132
ALL 90.797235
AMD 404.11902
ANG 2.006927
AOA 1028.253081
ARS 1731.87548
AUD 1.607597
AWG 2.018381
AZN 1.90584
BAM 1.954054
BBD 2.258162
BDT 139.643955
BGN 1.959883
BHD 0.423226
BIF 3350.545862
BMD 1.121323
BND 1.431232
BOB 13.537539
BRL 6.13173
BSD 1.121188
BTN 105.868441
BWP 15.359999
BYN 3.345102
BYR 21977.928361
BZD 2.254865
CAD 1.568647
CDF 2595.862163
CHF 0.914662
CLF 0.027622
CLP 1087.11103
CNY 7.479002
CNH 7.474783
COP 3628.365348
CRC 508.441073
CUC 1.121323
CUP 26.907713
CVE 110.161146
CZK 24.317625
DJF 199.649793
DKK 7.473707
DOP 67.329228
DZD 152.374687
EGP 60.350045
ERN 16.819843
ETB 184.013406
FJD 2.51703
FKP 0.833184
GBP 0.832992
GEL 2.921044
GGP 0.833184
GHS 13.077496
GIP 0.833184
GMD 83.540375
GNF 9931.036084
GTQ 8.568266
GYD 234.907968
HKD 8.796049
HNL 30.133801
HRK 7.590246
HTG 146.937372
HUF 363.762185
IDR 20291.010227
ILS 3.57619
IMP 0.833184
INR 105.968713
IQD 1699.665854
IRR 2111909.033579
ISK 136.790253
JEP 0.833184
JMD 177.829488
JOD 0.794978
JPY 177.21219
KES 145.65975
KGS 98.0589
KHR 4561.638505
KMF 494.503587
KPW 1009.190545
KRW 1513.729589
KWD 0.348056
KYD 0.934373
KZT 504.123961
LAK 25233.224078
LBP 100398.388054
LKR 372.733565
LRD 190.595416
LSL 18.373516
LTL 3.310975
LVL 0.678277
LYD 7.177521
MAD 10.926041
MDL 20.046263
MGA 5083.411629
MKD 61.513614
MMK 2354.604384
MNT 4038.392223
MOP 9.059402
MRU 45.295116
MUR 52.422081
MVR 17.330045
MWK 1944.1192
MXN 20.876189
MYR 4.538218
MZN 71.66381
NAD 18.373516
NGN 1509.529609
NIO 41.262756
NOK 10.41363
NPR 169.387597
NZD 1.995001
OMR 0.431158
PAB 1.121188
PEN 3.861814
PGK 5.107344
PHP 70.619231
PKR 310.085712
PLN 4.394117
PYG 6907.764938
QAR 4.098337
RON 5.337271
RSD 117.516677
RUB 91.500723
RWF 1651.487248
SAR 4.212069
SBD 9.028575
SCR 15.472692
SDG 674.475095
SEK 10.98698
SGD 1.432619
SHP 0.835997
SLE 25.68978
SLL 23513.584971
SOS 640.715965
SRD 42.113539
STD 23209.119582
STN 24.477906
SVC 9.809752
SYP 14579.439675
SZL 18.366259
THB 37.508107
TJS 10.342764
TMT 3.935843
TND 3.340884
TOP 2.699876
TRY 56.119633
TTD 7.593146
TWD 37.009267
TZS 2963.300899
UAH 50.928976
UGX 4534.906719
USD 1.121323
UYU 45.159239
UZS 13378.923964
VES 1002.203593
VND 28798.374752
VUV 134.171993
WST 3.120822
XAF 655.957
XAG 0.021479
XAU 0.000272663092
XCD 3.030431
XCG 2.020612
XDR 0.792833
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.828442
ZAR 18.451144
ZMK 10093.246536
ZMW 22.730875
ZWL 361.065508
SSP 6442.579092
MXV 2.349254
Cresce a raiva na Cisjordânia pela guerra em Gaza
Cresce a raiva na Cisjordânia pela guerra em Gaza / foto: Aris MESSINIS - AFP

Cresce a raiva na Cisjordânia pela guerra em Gaza

Assim que a escalada dos ataques a Gaza foi anunciada na noite de sexta-feira (27), os palestinos na Cisjordânia ocupada saíram às ruas de Jenin, Ramallah e Nablus para gritar a sua ira contra Israel.

Tamanho do texto:

A tensão na Cisjordânia tem aumentado no calor do conflito entre Israel e o movimento islamita palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

Desde 7 de outubro, Israel bombardeia diariamente o enclave palestino, em resposta à ofensiva sem precedentes que os milicianos do Hamas lançaram em território israelense, onde deixaram cerca de 1.400 mortos.

Ao mesmo tempo, as tensões na Cisjordânia com as forças israelenses, que realizaram diversas operações neste território ocupado, deixaram mais de uma centena de palestinos mortos desde essa data, segundo as autoridades locais.

Na sexta-feira, em Ramallah, depois da oração e de outra manifestação, muitos jovens desafiaram os soldados israelenses posicionados para proteger o assentamento israelense de Bet El, perto de Ramallah. Os colonos israelenses cristalizam a raiva palestina na Cisjordânia.

Em torno de uma lixeira em chamas, eles apontaram seus estilingues para os soldados sob o olhar de paramédicos e de inúmeros jornalistas de todo o mundo.

"Vim aqui em solidariedade ao nosso povo em Gaza, é o mínimo que pode ser feito", disse Mariam Ismail à AFP, comovida pela multidão em frente aos soldados.

Desde 2007, a Autoridade Palestina do presidente Mahmoud Abbas, que governa a Cisjordânia, não exerce qualquer controle na Faixa de Gaza, depois de ter sido expulsa de lá pelo Hamas após vários dias de confrontos fratricidas.

Segundo Ismail, haveria muito mais pessoas se não fossem as detenções nas últimas semanas, especialmente de membros locais do Hamas.

Ao seu redor, vários manifestantes se aproximam com seus familiares.

"Temo pelo meu filho, obviamente, mas honestamente foi ele quem me pediu para vir com ele", explica Ahmad Nhalla acompanhado por Zain, de 10 anos.

"Isso me consome, estou irritado com o ocupante pelos seus incessantes crimes contra o nosso povo", expressa indignado este pai de família, aplaudido por quem o ouve.

Um veículo militar israelense chega e os jovens manifestantes determinados a lutar se aproximam aos poucos. De repente, surge gás lacrimogêneo. "Estou com medo", exclama uma mulher chorando.

Um jovem é baleado na perna esquerda e levado por uma ambulância, observou a AFP.

- "União Nacional" -

Antes dos confrontos, centenas de palestinos marcharam pela praça central de Ramallah carregando bandeiras de vários movimentos palestinos, incluindo o Hamas, e fotos de crianças de Gaza sob os escombros dos bombardeios.

Embora Israel seja o alvo principal, a Autoridade Palestina e o mundo árabe não são poupados.

"Que vergonha, vocês venderam o povo por alguns dólares!"; "O povo quer a Brigada al-Qassam", o braço armado do Hamas, declaram alguns manifestantes.

"O mais importante agora é a unidade nacional" de todos os palestinos, "não podemos travar esta guerra sem nos unirmos", afirma Mamdouh al Aker, um cirurgião de 80 anos envolvido na defesa dos direitos humanos nos territórios palestinos.

"A sociedade na Cisjordânia não apoiou Gaza o suficiente. O mesmo se aplica aos governos árabes e até à Autoridade Palestina, não os vemos em lugar nenhum", afirma Fakhri Barghouti, uma figura local dos antigos prisioneiros palestinos em Israel.

Zaid Amali, de 25 anos, lamentou "o duplo padrão" que na sua opinião é praticado pelos países ocidentais, que invocam o "direito internacional na Ucrânia", mas são "cúmplices dos crimes israelenses" nos territórios palestinos, e "dão-lhe cobertura política, equipamento militar, cooperação econômica".

Em 7 de outubro, centenas de homens armados do Hamas infiltraram-se em Israel e mataram mais de 1.400 pessoas, a grande maioria delas civis de todas as idades, segundo as autoridades israelenses.

Em retaliação, Israel bombardeou implacavelmente a Faixa de Gaza.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, até este sábado havia 7.703 palestinos, a maioria civis e 3.500 crianças, mortos na Faixa de Gaza.

T.Ikeda--JT