The Japan Times - Luisa González lidera 1º turno da eleição presidencial no Equador

EUR -
AED 4.133138
AFN 72.027425
ALL 91.054314
AMD 402.96881
ANG 2.014277
AOA 1033.14418
ARS 1745.241157
AUD 1.615743
AWG 2.028586
AZN 1.913272
BAM 1.958287
BBD 2.254864
BDT 139.387024
BGN 1.96706
BHD 0.422586
BIF 3361.625815
BMD 1.125429
BND 1.433975
BOB 13.516725
BRL 6.177366
BSD 1.119382
BTN 106.118457
BWP 15.48474
BYN 3.326511
BYR 22058.414529
BZD 2.251379
CAD 1.571341
CDF 2602.544245
CHF 0.915284
CLF 0.028081
CLP 1105.172224
CNY 7.507289
CNH 7.516034
COP 3657.870352
CRC 507.984213
CUC 1.125429
CUP 26.865778
CVE 110.393431
CZK 24.348615
DJF 199.338366
DKK 7.47392
DOP 67.45758
DZD 152.73536
EGP 62.238132
ERN 16.88144
ETB 183.726096
FJD 2.530809
FKP 0.838747
GBP 0.835254
GEL 2.916217
GGP 0.838747
GHS 13.047179
GIP 0.838747
GMD 83.281949
GNF 9915.491527
GTQ 8.557956
GYD 234.652993
HKD 8.828756
HNL 30.086601
HRK 7.618042
HTG 146.74637
HUF 364.996977
IDR 20422.040309
ILS 3.559397
IMP 0.838747
INR 106.430047
IQD 1697.044165
IRR 2119643.13589
ISK 136.221394
JEP 0.838747
JMD 177.555778
JOD 0.797943
JPY 177.323738
KES 146.238736
KGS 98.418682
KHR 4572.339726
KMF 496.314435
KPW 1012.886338
KRW 1506.015392
KWD 0.350279
KYD 0.932869
KZT 506.683496
LAK 25210.882055
LBP 100774.562843
LKR 372.43667
LRD 190.305627
LSL 18.658876
LTL 3.3231
LVL 0.680761
LYD 7.183229
MAD 11.001199
MDL 20.250199
MGA 5081.821829
MKD 61.554534
MMK 2362.862285
MNT 4049.392792
MOP 9.046364
MRU 45.438055
MUR 53.234939
MVR 17.393489
MWK 1941.023673
MXN 21.220527
MYR 4.582858
MZN 71.925962
NAD 18.658876
NGN 1512.813439
NIO 41.198112
NOK 10.420097
NPR 169.787266
NZD 2.01014
OMR 0.432713
PAB 1.119603
PEN 3.879714
PGK 5.022378
PHP 71.428752
PKR 309.656048
PLN 4.418199
PYG 6687.49322
QAR 4.080747
RON 5.343315
RSD 117.655764
RUB 91.920687
RWF 1655.596682
SAR 4.234922
SBD 9.061639
SCR 15.757421
SDG 676.947559
SEK 10.956853
SGD 1.439717
SHP 0.839059
SLE 25.78379
SLL 23599.694922
SOS 639.741426
SRD 42.250915
STD 23294.11454
STN 24.531155
SVC 9.795222
SYP 14632.831569
SZL 18.641356
THB 37.951161
TJS 10.287797
TMT 3.950257
TND 3.344891
TOP 2.709763
TRY 56.296339
TTD 7.588694
TWD 37.022689
TZS 2975.744284
UAH 51.10805
UGX 4729.502254
USD 1.125429
UYU 45.003356
UZS 13349.530705
VES 1001.673275
VND 28962.360648
VUV 134.45766
WST 3.127916
XAF 655.957
XAG 0.022911
XAU 0.000286210383
XCD 3.041529
XCG 2.017411
XDR 0.795737
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.798227
ZAR 18.698222
ZMK 10130.219225
ZMW 22.684988
ZWL 362.38778
SSP 6466.67726
MXV 2.389225
Luisa González lidera 1º turno da eleição presidencial no Equador
Luisa González lidera 1º turno da eleição presidencial no Equador / foto: MARTIN BERNETTI - AFP

Luisa González lidera 1º turno da eleição presidencial no Equador

A candidata Luis González, herdeira política do ex-presidente socialista Rafael Correa, lidera o primeiro turno das eleições presidenciais deste domingo (20) no Equador, que deverá ter uma disputa entre a esquerda e a direita no segundo turno, de acordo com os resultados parciais.

Tamanho do texto:

Em um dia eleitoral tenso, os candidatos votaram sob um inédito e forte esquema de segurança, usando coletes à prova de bala e capacetes, enquanto um estado de exceção está em vigor desde o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio em 9 de agosto.

Com 80% dos votos apurados, a liderança é de Gonzalez (33%), de 45 anos e única candidata mulher.

Em segundo está o candidato de direita Daniel Noboa (24%), de 35 anos, filho mais novo de um magnata que buscou o poder no Equador em cinco ocasiões.

A autoridades eleitoral anunciou que uma votação em 15 de outubro definirá quem será o novo presidente do Equador, mas ainda não anunciou os candidatos que irão ao segundo turno.

"Estamos fazendo história", disse González ao comemorar sua "grande vitória" no primeiro turno, enquanto Noboa garantiu que "a juventude" o escolheu "para ganhar do correísmo".

O país sul-americano, outrora pacífico, tornou-se nos últimos anos um centro de operações para cartéis de drogas estrangeiros e locais que impõem um regime de terror com assassinatos, sequestros e extorsões.

"Estamos com o coração partido devido à tanta criminalidade", disse Magdalena Mejía à AFP na cidade costeira de Canuto (sudoeste).

Além da violência, há uma crise institucional que deixou o país sem um Congresso nos últimos três meses, quando o impopular presidente Guillermo Lasso (direita) decidiu dissolvê-lo e convocar eleições antecipadas para evitar um processo de impeachment por corrupção.

No fechamento da votação, a autoridade eleitoral registrou uma participação de 82% dos 13,4 milhões de equatorianos obrigados a votar, em um país com 18,3 milhões de habitantes. No exterior, houve "dificuldades" para votar por via eletrônica, segundo as autoridades.

- Os presidenciáveis -

O rosto do falecido Villavicencio, ex-jornalista centrista que ocupava o segundo lugar nas pesquisas antes de ser assassinado, aparecia nas cédulas junto com outros sete candidatos, pois já estavam impressas quando ele foi baleado por um assassino de aluguel colombiano.

Ele foi substituído na chapa pelo jornalista Christian Zurita, seu melhor amigo que também foi ameaçado e parceiro em investigações que expuseram grandes escândalos de corrupção. Uma delas levou à condenação do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017) a oito anos de prisão.

Ameaçado de morte na véspera, Zurita, 53 anos, votou usando um colete à prova de balas e capacete em Quito, rodeado por um impressionante dispositivo de segurança.

"São momentos difíceis e tenebrosos para o país", declarou após votar Zurita, que aparece em terceiro lugar (16%) na recontagem parcial dos votos.

Antes do assassinato, uma pesquisa mostrava Villavicencio atrás de González e seguido pelo ex-francoatirador e ex-paraquedista Jan Topic (direita), que aparece em quarto lugar com 15% dos votos.

A quinta colocação parcial é do ex-vice-presidente Otto Sonnenholzner (direita) com 7%, seguido do líder indígena Yaku Pérez (esquerda), com 4%.

Após o assassinato, uma nova pesquisa mostrou González ainda na liderança com Topic em segundo.

- Noboa, a surpresa -

O Equador encerrou uma curta campanha eleitoral marcada pela violência política, na qual também foram assassinados um prefeito, um candidato a deputado e um líder local do correísmo.

O assassinato do candidato presidencial mudou as perspectivas da disputa eleitoral, na qual Noboa emergiu como uma surpresa neste domingo, apoiado por uma facção da direita.

Ele é filho de um dos homens mais ricos do Equador, que afirma que ele era uma criança com "vigor", um adolescente "responsável" e agora se tornou um jovem "bem-sucedido".

Segundo especialistas, sua candidatura ganhou impulso após o único debate presidencial, no qual ele apareceu com um colete à prova de balas alegando ameaças de morte.

Grupos ligados a cartéis mexicanos e colombianos competem pelo negócio de drogas e usam prisões como centros de operações, onde ocorreram massacres violentos que resultaram na morte de 430 detentos desde 2021.

 

A pobreza afeta 27% da população em uma economia dolarizada, e um quarto dos equatorianos trabalham informalmente ou estão desempregados.

Um histórico referendo para deter a exploração de petróleo em uma parte do parque nacional amazônico Yasuní também foi votado neste domingo, em um momento em que o mundo busca reduzir os combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas.

"Que planeta vamos deixar para as gerações futuras?", questionou o funcionário Luis Veloso, de 52 anos, em Quito, se opondo ao petróleo, que representa 10% do PIB do Equador.

Com 30% das cédulas do referendo apuradas, o 'Sim' para manter o petróleo sob a terra tinha 58% dos votos.

M.Fujitav--JT