The Japan Times - Indígenas pedem voz e direito à terra na Cúpula da Amazônia

EUR -
AED 4.110544
AFN 72.742329
ALL 90.786507
AMD 403.466102
ANG 2.002984
AOA 1026.232757
ARS 1729.301374
AUD 1.599908
AWG 2.014415
AZN 1.885467
BAM 1.952232
BBD 2.253082
BDT 139.155672
BGN 1.956032
BHD 0.422188
BIF 3361.83539
BMD 1.11912
BND 1.430885
BOB 13.586654
BRL 6.085219
BSD 1.118655
BTN 106.105077
BWP 15.453171
BYN 3.305059
BYR 21934.744889
BZD 2.249788
CAD 1.566034
CDF 2585.166614
CHF 0.915826
CLF 0.027796
CLP 1093.962088
CNY 7.440238
CNH 7.438979
COP 3612.518189
CRC 508.670327
CUC 1.11912
CUP 26.846933
CVE 110.652949
CZK 24.319702
DJF 198.889916
DKK 7.473459
DOP 67.427284
DZD 151.990835
EGP 61.949093
ERN 16.786795
ETB 181.782362
FJD 2.513263
FKP 0.835719
GBP 0.834591
GEL 2.907041
GGP 0.835719
GHS 13.037779
GIP 0.835719
GMD 82.258238
GNF 9848.253092
GTQ 8.552369
GYD 234.499797
HKD 8.781329
HNL 30.070042
HRK 7.575332
HTG 146.622026
HUF 364.233145
IDR 20291.149834
ILS 3.514539
IMP 0.835719
INR 106.003628
IQD 1695.800664
IRR 2103557.702614
ISK 136.200646
JEP 0.835719
JMD 177.765107
JOD 0.793395
JPY 176.75385
KES 145.429642
KGS 97.866785
KHR 4571.603455
KMF 492.412335
KPW 1007.20763
KRW 1506.010222
KWD 0.348466
KYD 0.932221
KZT 506.254742
LAK 25213.765328
LBP 100217.163846
LKR 371.890313
LRD 190.502136
LSL 18.617973
LTL 3.304469
LVL 0.676944
LYD 7.178879
MAD 10.999197
MDL 20.208607
MGA 5051.767121
MKD 61.520517
MMK 2349.808651
MNT 4028.076425
MOP 9.040278
MRU 45.328156
MUR 52.922526
MVR 17.301741
MWK 1943.910358
MXN 20.792023
MYR 4.556826
MZN 71.506129
NAD 18.617973
NGN 1500.660694
NIO 41.164765
NOK 10.410722
NPR 169.767723
NZD 1.993302
OMR 0.430309
PAB 1.118895
PEN 3.880009
PGK 5.016831
PHP 70.862094
PKR 309.441149
PLN 4.41694
PYG 6621.897467
QAR 4.089126
RON 5.337112
RSD 117.576971
RUB 90.925195
RWF 1654.520462
SAR 4.212858
SBD 9.018097
SCR 15.473514
SDG 673.151219
SEK 10.949606
SGD 1.431762
SHP 0.837476
SLE 25.611434
SLL 23467.384154
SOS 639.331524
SRD 42.05596
STD 23163.516996
STN 24.455304
SVC 9.788111
SYP 14550.79317
SZL 18.611984
THB 37.730557
TJS 10.286168
TMT 3.916919
TND 3.343389
TOP 2.694571
TRY 55.922522
TTD 7.56717
TWD 36.49564
TZS 2960.07481
UAH 51.088228
UGX 4787.250565
USD 1.11912
UYU 44.977796
UZS 13367.568718
VES 993.196073
VND 28832.998332
VUV 133.080319
WST 3.106919
XAF 655.957
XAG 0.022147
XAU 0.000283596408
XCD 3.024477
XCG 2.016015
XDR 0.791276
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.333653
ZAR 18.562394
ZMK 10073.420676
ZMW 22.653407
ZWL 360.356067
SSP 6429.585876
MXV 2.341578
Indígenas pedem voz e direito à terra na Cúpula da Amazônia
Indígenas pedem voz e direito à terra na Cúpula da Amazônia / foto: Evaristo Sa - AFP

Indígenas pedem voz e direito à terra na Cúpula da Amazônia

“A floresta não é um poço de petróleo, não é uma mina de ouro, é nosso templo”, afirma a líder indígena equatoriana Nemo Guiquita, na véspera da Cúpula da Amazônia, encontro regional no Brasil que visa conter a devastação da floresta.

Tamanho do texto:

Guiquita, dirigente da organização Confeniae, que representa 1.500 comunidades amazônicas do Equador, é uma das líderes indígenas presentes em Belém, no Pará, para exigir aos países amazônicos que garantam seu direito à terra e combatam os crimes ambientais que ameaçam sua subsistência.

A cúpula reunirá entre terça e quarta-feira os oito países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), criada em 1995 para preservar a floresta: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

“Esperamos que nossos debates sejam incluídos nas conclusões [da cúpula], porque se as decisões são tomadas só a nível de Estados, nosso trabalho será em vão”, disse à AFP a líder equatoriana, após participar neste fim de semana do evento Diálogos Amazônicos para discutir soluções para a crise climática.

“É um momento histórico para nós, povos indígenas”, comentou à AFP, em Belém, Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, que afirma que mais de 24 mil pessoas participaram dos Diálogos Amazônicos, o dobro do esperado.

- Questão de sobrevivência -

Um dos principais desafios da cúpula será conseguir um compromisso conjunto para erradicar o desmatamento, motivado sobretudo pelo uso da terra como pasto para a criação de gado, mas que também é alimentado pelo garimpo ilegal, o tráfico de madeira, de armas e de drogas.

“Esperamos pelo menos um compromisso dos Estados de demarcar os territórios indígenas”, disse à AFP Toya Manchineri, coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Considerada por anos o pulmão do planeta, a Amazônia se encaminha, segundo os cientistas, para um ponto sem retorno, a partir do qual passará a emitir mais carbono do que absorver, agravando o aquecimento global.

As terras indígenas, que contam com diferentes graus de proteção legal, são consideradas pelos especialistas uma barreira contra o desmatamento, pela forma sustentável em que os indígenas as exploram.

“Pedimos aos grandes líderes mundiais um trabalho forte a favor da conservação. Nossa luta não é só para os povos indígenas, é para o mundo inteiro, para que muitas gerações possam seguir sobrevivendo neste planeta”, declarou Guiquita.

Guajajara lembrou que a demarcação das terras indígenas é “é a reivindicação primeira dos povos indígenas em todos os tempos”. No Brasil, “em dez anos, foram 11 territórios demarcados, e agora”, sob o governo de Lula, “em quatro meses já foram seis”, comemorou.

“Nós, povos indígenas, estamos juntos pensando não só os próximos quatro anos, mas nos próximos 40”, acrescentou a ministra.

- “Fazer as pazes com a natureza” -

Além do combate ao desmatamento e à criminalidade, espera-se que os governos discutam estratégias para o desenvolvimento sustentável da região.

Para o colombiano Darío Mejía, do povo indígena Zenú e membro do Fórum Permanente para Questões Indígenas da ONU, os povos indígenas devem ser considerados "instituições milenares" e ter seus conhecimentos tradicionais respeitados.

"O mercado tem tido diferentes nomes: primeiro progresso, depois desenvolvimento, agora bioeconomia ou economia de transição. Mas se não forem superados os valores de competitividade, de guerra permanente contra a natureza, será muito difícil superarmos a crise ambiental", afirmou.

Enquanto o planeta enfrenta eventos climáticos extremos e guerras, "aqui [os governos] estão se reunindo para buscar acordos para fazer as pazes com a natureza. Tenho esperança de que isso resultará em um passo importante para todos", concluiu.

T.Ikeda--JT