The Japan Times - Mulheres trans no Equador disputam nova batalha por seus direitos

EUR -
AED 4.286942
AFN 74.707623
ALL 96.255989
AMD 439.281891
AOA 1070.423587
ARS 1619.071826
AUD 1.661178
AWG 2.101158
AZN 1.982453
BAM 1.951721
BBD 2.349588
BDT 143.363587
BHD 0.440647
BIF 3467.494637
BMD 1.16731
BND 1.487147
BOB 8.060703
BRL 5.977213
BSD 1.166512
BTN 107.696818
BWP 15.651414
BYN 3.404981
BYR 22879.277861
BZD 2.346185
CAD 1.617331
CDF 2685.980518
CHF 0.923347
CLF 0.026612
CLP 1047.357671
CNY 7.980023
CNH 7.982201
COP 4260.425038
CRC 542.642528
CUC 1.16731
CUP 30.933718
CVE 110.719007
CZK 24.40734
DJF 207.454552
DKK 7.47257
DOP 70.797322
DZD 154.762451
EGP 62.035874
ERN 17.509651
ETB 181.662608
FJD 2.585474
FKP 0.868569
GBP 0.870761
GEL 3.134246
GGP 0.868569
GHS 12.857991
GIP 0.868569
GMD 85.213904
GNF 10248.982856
GTQ 8.924346
GYD 244.060458
HKD 9.146861
HNL 31.073477
HRK 7.535804
HTG 152.933134
HUF 378.20384
IDR 19951.83924
ILS 3.601531
IMP 0.868569
INR 108.256918
IQD 1529.176224
IRR 1535012.774586
ISK 143.788935
JEP 0.868569
JMD 183.636165
JOD 0.827642
JPY 185.580713
KES 150.875304
KGS 102.081421
KHR 4685.582455
KMF 495.515731
KPW 1050.525541
KRW 1728.296359
KWD 0.360688
KYD 0.972114
KZT 557.737497
LAK 25637.044209
LBP 104510.724117
LKR 367.711412
LRD 215.022635
LSL 19.39488
LTL 3.446763
LVL 0.706094
LYD 7.406559
MAD 10.861809
MDL 20.087894
MGA 4829.749592
MKD 61.71294
MMK 2451.094536
MNT 4173.425927
MOP 9.411544
MRU 46.811076
MUR 54.372797
MVR 18.046399
MWK 2027.61726
MXN 20.376157
MYR 4.652315
MZN 74.66162
NAD 19.389309
NGN 1604.981244
NIO 42.875475
NOK 11.135556
NPR 172.317656
NZD 2.002158
OMR 0.448851
PAB 1.166502
PEN 3.973232
PGK 5.030761
PHP 69.807505
PKR 325.679418
PLN 4.259573
PYG 7567.183116
QAR 4.256056
RON 5.094373
RSD 117.366009
RUB 90.677426
RWF 1704.856394
SAR 4.38042
SBD 9.395107
SCR 16.075073
SDG 701.552894
SEK 10.87382
SGD 1.4887
SLE 28.774319
SOS 667.144177
SRD 43.837117
STD 24160.962176
STN 25.027128
SVC 10.207664
SYP 129.050598
SZL 19.394842
THB 37.458547
TJS 11.088001
TMT 4.085585
TND 3.375853
TRY 52.051878
TTD 7.912123
TWD 37.12164
TZS 3040.842637
UAH 50.553616
UGX 4315.775844
USD 1.16731
UYU 47.390944
UZS 14276.202486
VES 553.791638
VND 30737.60942
VUV 139.534076
WST 3.232622
XAF 654.55241
XAG 0.015771
XAU 0.000247
XCD 3.154714
XCG 2.102442
XDR 0.815922
XOF 658.362819
XPF 119.331742
YER 278.491008
ZAR 19.223023
ZMK 10507.191311
ZMW 22.310221
ZWL 375.873374
Mulheres trans no Equador disputam nova batalha por seus direitos
Mulheres trans no Equador disputam nova batalha por seus direitos / foto: Rodrigo BUENDIA - AFP

Mulheres trans no Equador disputam nova batalha por seus direitos

Nebraska León é uma ativista incansável da luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAP+ no Equador. Na década de 1990, lutou pela descriminalização da homossexualidade e hoje briga para que o Estado se desculpe e repare os abusos policiais contra essa comunidade.

Tamanho do texto:

Aos 67 anos, ela espera há quase cinco anos uma resposta para uma denúncia pelas agressões da força pública contra gays, lésbicas, trans e bissexuais entre 1980 e 2000.

"Quando sair essa reparação, acho que estarei no cemitério. Não tenho esperança de receber essa justiça e essa reparação que deveriam nos dar agora, agora que estamos vivas", disse León, presidente da associação Nueva Coccinelle, que em 1997 conseguiu a descriminalização da homossexualidade no Equador.

Em seu apartamento no centro histórico de Quito, o cômodo mais amplo e iluminado é uma espécie de museu, com cartazes, recortes de jornal e fotos antigas das Coccinelles em seus anos de juventude. León teme ter o mesmo destino de Jacinta, Rita, Pepita, Vanessa, Gaby e outras mulheres trans que envelheceram em condições precárias e morreram esperando uma resposta da Justiça.

Todas denunciaram estupro, extorsão, violência física e psicológica, prisões arbitrárias e outros abusos por parte da polícia, em uma ação à qual se somaram as organizações "Años dorados LGBTI" e "Sobrevivientes del 516".

- Sobreviver -

A perseguição da força pública ficou registrada em depoimentos reunidos no livro "Los fantasmas se cabrearon", de Purita Pelayom, e coletados por uma Comissão da Verdade formada em 2010 para investigar crimes de Estado. O relatório informa que, até 1997, a polícia tinha o “poder” para “reprimir” a população LGBTQIAP+.

León se recorda das represálias dos agentes, quando não pagavam a extorsão exigida: “Mandavam a gente para uma cela (...), onde tinha gente muito ruim (...) Colocavam a gente lá para sermos estupradas".

A Comissão da Verdade determinou que houve vítimas, principalmente durante o governo de direita de Léon Febres Cordero (1984-1988), mas não identificou casos específicos, afirma Luisa Villacís, que até abril deste ano tratou do caso, patrocinado pela organização de direitos humanos Inredh.

"Como não foram individualizadas neste relatório, as companheiras não poderiam ser indenizadas", explicou Villacís à AFP.

As Coccinelles esperam receber "desculpas públicas por todos esses ultrajes" e uma "reparação financeira para sobreviver, ou viver com dignidade" seus "últimos dias", diz León.

Ela vende o que pode na rua — às vezes, roupa usada, às vezes, comida.

Após 25 anos de descriminalização da homossexualidade, ela garante que "nada mudou" para a população trans.

"Não vivemos, sobrevivemos", desabafa a ativista, reconhecendo que algumas de suas companheiras já idosas se prostituem por necessidade. Outras cuidam de carros em espaços públicos em troca de algumas moedas.

"As pessoas trans continuam sofrendo como se estivéssemos nos anos 1990, quando as pessoas trans eram criminalizadas e discriminadas", acrescenta.

O estudo oficial mais recente sobre a população LGBTQIAP+ no Equador data de 2012 e indica que 7 em cada 10 de seus membros foram maltratados em casa, ou em ambientes educacionais e de trabalho.

M.Sugiyama--JT