The Japan Times - Talento local e disciplina japonesa: a mistura do Brasil no Clássico Mundial de Beisebol

EUR -
AED 4.23219
AFN 75.487156
ALL 93.078267
AMD 422.01525
AOA 1057.77368
ARS 1728.100843
AUD 1.638766
AWG 2.074066
AZN 1.960789
BAM 1.952207
BBD 2.320219
BDT 142.597521
BHD 0.434529
BIF 3445.254535
BMD 1.152259
BND 1.477175
BOB 13.933413
BRL 5.903372
BSD 1.151975
BTN 109.6322
BWP 15.580254
BYN 3.410707
BYR 22584.277216
BZD 2.316825
CAD 1.614833
CDF 2604.104891
CHF 0.93644
CLF 0.026727
CLP 1055.331441
CNY 7.776654
CNH 7.777391
COP 3641.26532
CRC 524.003635
CUC 1.152259
CUP 30.534865
CVE 110.789694
CZK 24.243646
DJF 204.779294
DKK 7.474936
DOP 67.163917
DZD 153.33232
EGP 57.257824
ERN 17.283886
ETB 185.933939
FJD 2.552144
FKP 0.85592
GBP 0.856301
GEL 3.013175
GGP 0.85592
GHS 13.521816
GIP 0.85592
GMD 85.266887
GNF 10116.834102
GTQ 8.789821
GYD 241.004293
HKD 9.038838
HNL 30.876033
HRK 7.53416
HTG 150.622097
HUF 365.116225
IDR 20639.263954
ILS 3.465652
IMP 0.85592
INR 109.826937
IQD 1510.035474
IRR 1584183.343658
ISK 142.412461
JEP 0.85592
JMD 182.603882
JOD 0.816933
JPY 182.568546
KES 149.07919
KGS 100.76524
KHR 4670.680341
KMF 492.015232
KRW 1639.987341
KWD 0.35682
KYD 0.960029
KZT 539.828682
LAK 26043.936302
LBP 103184.797064
LKR 386.957729
LRD 209.279064
LSL 18.827806
LTL 3.402321
LVL 0.69699
LYD 7.340045
MAD 10.750001
MDL 20.044018
MGA 4952.861796
MKD 61.416684
MMK 2419.103149
MNT 4143.339409
MOP 9.308326
MRU 46.207516
MUR 54.086968
MVR 17.813958
MWK 2000.321571
MXN 19.83706
MYR 4.71378
MZN 73.632591
NAD 18.827541
NGN 1570.402299
NIO 42.391969
NOK 10.992437
NPR 175.409602
NZD 1.963014
OMR 0.443005
PAB 1.15197
PEN 3.893932
PGK 5.089632
PHP 70.046151
PKR 319.818312
PLN 4.302017
PYG 6852.357161
QAR 4.211049
RON 5.255566
RSD 117.41058
RUB 95.624853
RWF 1692.277688
SAR 4.326884
SBD 9.296827
SCR 16.615673
SDG 691.938217
SEK 10.965245
SGD 1.479159
SLE 28.345475
SOS 658.385256
SRD 43.632019
STD 23849.43576
STN 24.45488
SVC 10.079447
SZL 18.828117
THB 38.16272
TJS 10.626947
TMT 4.038668
TND 3.378795
TRY 54.896043
TTD 7.799609
TWD 37.160649
TZS 3056.226503
UAH 51.582752
UGX 4291.082802
USD 1.152259
UYU 46.394602
UZS 13728.729585
VES 869.046732
VND 30229.515958
VUV 137.515523
WST 3.144764
XAF 654.748965
XAG 0.018726
XAU 0.000272
XCD 3.114038
XCG 2.076187
XDR 0.813364
XOF 654.751801
XPF 119.331742
YER 272.91264
ZAR 18.868009
ZMK 10371.770997
ZMW 21.916468
ZWL 371.026941
Talento local e disciplina japonesa: a mistura do Brasil no Clássico Mundial de Beisebol
Talento local e disciplina japonesa: a mistura do Brasil no Clássico Mundial de Beisebol / foto: Moisés ÁVILA - AFP

Talento local e disciplina japonesa: a mistura do Brasil no Clássico Mundial de Beisebol

Um jovem que trabalhou como pedreiro para se tornar jogador de beisebol. Um tradutor profissional de japonês para espanhol e português. Três filhos de ex-jogadores de grandes ligas. Um técnico de ascendência japonesa. O 'Team Brasil' é uma mistura de culturas, esforço, disciplina e talento.

Tamanho do texto:

É verdade que a seleção brasileira não tem estrelas e sofreu duas derrotas consecutivas para Estados Unidos (15-5) e Itália (0-8) na primeira rodada do Clássico Mundial de Beisebol, disputado em Houston, no Texas, uma das sedes do torneio.

Mas os atletas estão pacientemente construindo uma equipe com ingredientes e idiomas diversos.

E quando se trata de construção, o rebatedor e interbase Osvaldo Carvalho sabe tudo sobre isso. Ele alternou o início de sua carreira no beisebol com um emprego como pedreiro, o que garantiu seu sustento, alternando entre a construção e o vestiário.

"Eu entrava no serviço da manhã, saía às 18h. A concessionária da empresa era perto do clube onde eu sempre treinei, eu ia andando até o clube e treinava das 18h às 20h. Às vezes, no sábado, ia para a academia também, então era puxado", disse Osvaldo em entrevista coletiva.

Ele conta que não foi fácil convencer a família de que seria jogador de beisebol.

"É sempre difícil, meu pai também não queria, falava que esse esporte era japonês, mas falei para ele que eu sempre gostei e nunca, fiquei triste porque eu nunca tinha assinado um contrato, mas mesmo assim tive que continuar jogando, porque eu amo esse esporte", disse depois à AFP

Seu pai não estava totalmente errado. O Japão é o favorito do torneio e já se classificou para a próxima fase. No entanto, se existe um país com a maior comunidade japonesa na América Latina, esse país é o Brasil.

Talvez não seja coincidência que Osvaldo tenha acabado por assinar contrato com o modesto Nikkey Marília, da comunidade japonesa do país.

E a seleção brasileira tem vários sobrenomes japoneses, como os dos arremessadores Daniel Missaki, Sann Omosako, Oscar Nakaoshi e o receptor Enzo Hayashida.

Entre eles está também Bo Takahashi, de 29 anos, natural de Presidente Prudente e arremessador do Saitama Seibu Lions, da Liga Japonesa.

- Estilo próprio -

"Acho que a cultura japonesa, no geral, é famosa pela sua disciplina e pelo respeito ao jogo. Então, acho que isso tem uma grande influência, não só no beisebol japonês, mas também no Brasil, onde temos muitos jogadores com raízes no Japão. Acho que isso é positivo", comentou Takahashi à AFP.

"Gosto do que aprendi do beisebol japonês, americano e latino-americano. É uma mescla de beisebol, mas é o nosso próprio estilo, sem dúvida", acrescentou.

Nas coletivas de imprensa, Takahashi, que também fala inglês e espanhol que aprendeu com seus colegas de time na Liga menor de beisebol, traduz algumas perguntas Osvaldo.

E embora a seleção tenha um tradutor oficial que a acompanha, em campo eles contam com Vitor Ito, interbase e peça fundamental da equipe.

Após sua passagem pelas ligas amadoras e universitárias de beisebol japonesas, Vitor, de 31 anos, também é intérprete oficial na Liga Japonesa, sem deixar de representar o Brasil como atleta.

- Tal pai, tal filho -

Apesar da derrota por 15 a 5 para um gigante como os Estados Unidos na sexta-feira no Daikin Park, o jogador de campo externo de 20 anos Lucas Ramirez acertou dois home runs diante de um elenco repleto de estrelas da Major League Baseball (MLB).

Lucas é filho do ex-jogador de beisebol Manny Ramirez, astro dominicano que atuou por Cleveland Guardians, Boston Red Sox e Los Angeles Dodgers.

A seleção brasileira também conta com Dante Bichette Jr., de 33 anos, filho de Dante Bichette Sr., que disputou 14 temporadas na MLB.

Joseph Contreras, de 17 anos, filho de José Ariel Contreras, ex-arremessador e campeão da World Series de 2005 com o Chicago White Sox e All-Star cubano, é outro que faz parte da equipe.

Ainda estudante universitário, Joseph neutralizou o astro do New York Yankees Aaron Judge com uma bola rápida de 150 km/h, e o Brasil resolveu a situação com uma jogada dupla que salvadora.

"É uma questão de sangue. É mais o sangue brasileiro do que qualquer outra coisa. Somos uma grande família e acho que a harmonia no Brasil é a minha parte favorita, sem dúvida", explicou Dante Bichette Jr.

Em declarações à imprensa, o treinador e ex-jogador de primeira base Yuichi Matsumoto reconheceu a diversidade do seu elenco.

"A comunicação é muito importante para formar um grupo. Não importa se eles vêm do Japão, Estados Unidos, México ou da Venezuela. Esse grupo aqui está bem unido e sempre será".

M.Fujitav--JT