The Japan Times - A diferença de forças na Copa de Clubes: América do Sul tem como competir?

EUR -
AED 4.262897
AFN 76.042841
ALL 96.654394
AMD 441.718179
ANG 2.077858
AOA 1065.580641
ARS 1673.81272
AUD 1.73234
AWG 2.092275
AZN 1.972446
BAM 1.95588
BBD 2.342606
BDT 142.255854
BGN 1.94935
BHD 0.437592
BIF 3443.241705
BMD 1.160763
BND 1.497662
BOB 8.037331
BRL 6.232599
BSD 1.163153
BTN 105.094325
BWP 15.531706
BYN 3.383154
BYR 22750.950303
BZD 2.339306
CAD 1.61252
CDF 2559.482027
CHF 0.931513
CLF 0.026127
CLP 1024.965387
CNY 8.086341
CNH 8.085073
COP 4278.409065
CRC 575.423681
CUC 1.160763
CUP 30.760213
CVE 110.269538
CZK 24.279558
DJF 207.119416
DKK 7.471505
DOP 74.183053
DZD 151.399439
EGP 54.831761
ERN 17.411442
ETB 180.943347
FJD 2.645955
FKP 0.867159
GBP 0.867363
GEL 3.128246
GGP 0.867159
GHS 12.567517
GIP 0.867159
GMD 85.321561
GNF 10182.419052
GTQ 8.918367
GYD 243.340015
HKD 9.053555
HNL 30.674262
HRK 7.532884
HTG 152.396272
HUF 385.11265
IDR 19625.538505
ILS 3.645255
IMP 0.867159
INR 105.197029
IQD 1523.662706
IRR 48897.131893
ISK 146.186577
JEP 0.867159
JMD 183.378337
JOD 0.822945
JPY 183.812008
KES 149.680336
KGS 101.507426
KHR 4677.192487
KMF 492.163099
KPW 1044.696853
KRW 1711.57369
KWD 0.357666
KYD 0.96924
KZT 594.304458
LAK 25153.035159
LBP 104158.135234
LKR 359.924813
LRD 209.358616
LSL 19.037783
LTL 3.42743
LVL 0.702134
LYD 6.320287
MAD 10.724441
MDL 19.900819
MGA 5400.245506
MKD 61.543821
MMK 2437.382983
MNT 4134.87926
MOP 9.343885
MRU 46.186901
MUR 53.755212
MVR 17.933716
MWK 2016.474301
MXN 20.495471
MYR 4.710958
MZN 74.184107
NAD 19.037783
NGN 1653.587725
NIO 42.801761
NOK 11.74371
NPR 168.15092
NZD 2.017086
OMR 0.446311
PAB 1.163148
PEN 3.907861
PGK 4.967204
PHP 68.960336
PKR 325.501298
PLN 4.213511
PYG 7855.35712
QAR 4.252575
RON 5.089126
RSD 117.377515
RUB 90.827322
RWF 1695.877098
SAR 4.352838
SBD 9.437252
SCR 16.656681
SDG 697.617962
SEK 10.708576
SGD 1.494784
SHP 0.870873
SLE 28.003426
SLL 24340.614066
SOS 663.530165
SRD 44.411043
STD 24025.44578
STN 24.501008
SVC 10.177419
SYP 12837.542796
SZL 19.029865
THB 36.409657
TJS 10.834446
TMT 4.06267
TND 3.40814
TOP 2.794838
TRY 50.235102
TTD 7.895325
TWD 36.64969
TZS 2925.122675
UAH 50.5903
UGX 4129.169934
USD 1.160763
UYU 44.911848
UZS 13959.574499
VES 393.180008
VND 30496.139889
VUV 140.522281
WST 3.23333
XAF 655.986822
XAG 0.012753
XAU 0.000252
XCD 3.137019
XCG 2.096286
XDR 0.815837
XOF 655.986822
XPF 119.331742
YER 276.754853
ZAR 18.975459
ZMK 10448.260842
ZMW 23.001046
ZWL 373.765139
A diferença de forças na Copa de Clubes: América do Sul tem como competir?
A diferença de forças na Copa de Clubes: América do Sul tem como competir? / foto: Nelson ALMEIDA - AFP

A diferença de forças na Copa de Clubes: América do Sul tem como competir?

Em um futebol global dominado por clubes europeus multimilionários, as equipes sul-americanas parecem destinadas a um papel secundário na Copa do Mundo de Clubes. Será esta nova competição da Fifa uma oportunidade para a América do Sul provar que pode competir no mais alto nível?

Tamanho do texto:

Durante décadas, a Copa Intercontinental foi o cenário onde as grandes equipes da região exibiam seu talento contra os europeus e lutavam pelo reconhecimento mundial.

Entre 1960 e 2004, clubes como Santos, São Paulo, Flamengo e Grêmio no Brasil, e outros como Boca Juniors, Independiente, Peñarol e Nacional conseguiram derrubar gigantes europeus em conquistas memoráveis.

A Copa Intercontinental simbolizava a capacidade sul-americana de competir em alto nível, apesar das limitações econômicas históricas do continente. Mas com a criação do Mundial de Clubes da Fifa no ano 2000, e seu formato ampliado a todas as confederações, a hegemonia europeia não demorou a se consolidar.

Ainda assim, São Paulo (2005), Internacional (2006) e Corinthians (2012), o último campeão não europeu do torneio, conseguiram títulos que mantiveram viva as esperanças do continente, embora com um abismo econômico cada vez maior.

Mesmo na Europa, essa disparidade é reconhecida. Em declarações recentes à Fifa, Luis Enrique, técnico do Paris Saint-Germain, campeão da Champions League há menos de duas semanas, admitiu que as equipes do Velho Continente saem como principais candidatas ao título na Copa do Mundo de Clubes.

"Não tenho nenhuma dúvida de que se os jogadores sul-americanos estivessem no Brasil, na Argentina, no Uruguai, os times americanos, sul-americanos, centro-americanos, inclusive os africanos, teriam mais chances", disse o treinador espanhol.

"Mas é evidente que os times europeus jogam com vantagem nesse sentido, porque têm o melhor da Europa, mas também da África, da América, da Ásia".

As palavras de Luis Enrique confirmam uma realidade incontestável: a concentração do talento mundial na Europa desequilibra a competição desde o início.

- Dinheiro na mão x talento e paixão -

O futebol mundial hoje é dominado por clubes europeus com elencos avaliados em milhões de euros.

O Real Madrid, por exemplo, lidera a lista dos elencos mais caros, com um valor de mercado estimado em US$ 1,5 bilhão (R$ 8,3 bilhão na cotação atual), segundo o site especializado Transfermarkt. Em contraste, o Palmeiras, clube com o elenco mais valioso da América do Sul, não passa dos US$ 290 milhões (R$ 1,6 bilhão).

O Flamengo é o segundo, com um elenco avaliado em US$ 255 milhões (R$ 1,4 bilhão), seguido pelo River Plate da Argentina, com US$ 240 milhões (R$ 1,3 bilhão), enquanto o Boca Juniors fica na faixa dos US$ 100 milhões (R$ 553 milhões).

Essa disparidade financeira impacta diretamente na infraestrutura, capacidade de concentração e poder comercial. Enquanto a Europa investe em contratações milionárias e salários astronômicos, a América do Sul depende do talento local e de gestões inteligentes.

No entanto, a paixão, a tradição e a qualidade de seus jogadores continuam sendo ingredientes que mantêm viva a chama do futebol sul-americano.

- Vitrine -

A Copa do Mundo de Clubes de 2025 terá um formato inédito, com 32 equipes e uma fase de grupos que garantem uma maior exposição e oportunidades para todos os participantes.

Para os clubes sul-americanos, será uma vitrine ideal para aparecer em nível internacional e atrair novo público, patrocinadores e investidores.

Além disso, o torneio será disputado nos Estados Unidos, um mercado estratégico, que se prepara para organizar a Copa do Mundo de 2026 em conjunto com México e Canadá, o que potencializa sua visibilidade global.

O ex-jogador argentino Juan Pablo Sorín, ídolo do Cruzeiro e hoje comentarista, destacou justamente esse caráter especial.

"A Copa de Clubes é uma possibilidade preciosa para os sul-americanos, mas também para equipes de continentes que talvez nunca tenham tido a chance de jogar contra campeões dos continentes mais fortes, não só em nível econômico, mas em termos de futebol, esportivos".

Além dos resultados, o que está em jogo também é a identidade do futebol sul-americano.

Em um passado recente, equipes do continente conseguiam derrubar os gigantes europeus. Essa mística hoje parece ameaçada pela disparidade econômica, mas ainda não desapareceu.

Marcelo Gallardo, o técnico mais vitorioso da história do River Plate (14 títulos, incluindo duas Libertadores), resume assim: "Fazer parte de um torneio de tão alto nível em seu nascimento, com equipes de todo o mundo competindo em um mesmo lugar, gera em mim grandes expectativas".

"Não só pelo que significa, mas também pelo sentimento de um povo que ama o futebol como o nosso. Podermos competir com os grandes clubes do mundo tem um sabor muito, muito especial para todos nós", disse Gallardo à Fifa.

T.Shimizu--JT