The Japan Times - Madison Keys: a longa espera de uma menina prodígio do tênis chega ao fim

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Madison Keys: a longa espera de uma menina prodígio do tênis chega ao fim
Madison Keys: a longa espera de uma menina prodígio do tênis chega ao fim / foto: DAVID GRAY - AFP

Madison Keys: a longa espera de uma menina prodígio do tênis chega ao fim

Considerada um prodígio do tênis quando surgiu, a americana Madison Keys teve que esperar até quase fazer 30 anos para conquistar seu primeiro título de Grand Slam, após 16 anos no circuito profissional.

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A tenista de Illinois, campeã neste sábado (25) do Aberto da Austrália após derrotar a número 1 Aryna Sabalenka, tinha 14 anos, um mês e 17 dias quando disputou sua primeira partida no circuito WTA, em abril de 2009.

Ninguém havia estreado tão cedo na elite do tênis feminino desde a suíça Martina Hingis, em 1994.

A sua precocidade indicava uma carreira repleta de sucessos e começaram a chover elogios. Mas a verdade é que a espera foi longa para ela: aos 29 anos e 11 meses, a 14ª do mundo se tornou a quarta jogadora mais velha a conquistar o seu primeiro título de Grand Slam.

"Quando comecei tão jovem, não conseguia imaginar que ainda estaria aqui 16 anos depois", admitiu ela na quarta-feira, após a vitória sobre a ucraniana Elina Svitolina nas quartas de final de Melbourne.

- Melhor momento de sua carreira -

"É ótimo ainda poder jogar seu melhor tênis quando você está se aproximando dos trinta e até mais", comemorou Keys.

Ela está no seu melhor momento, como comprova o fato de que na segunda-feira passará para o sétimo lugar no ranking mundial, a posição mais alta de sua carreira.

A longevidade no circuito lhe rendeu o carinhoso apelido de "mãe", dado a ela pela compatriota Frances Tiafoe (16ª do mundo), dois anos mais nova.

Ao conquistar o 'Happy Slam' (apelido do Aberto da Austrália), Keys chega ao seu décimo título, quase sete anos e meio depois de ter perdido a outra grande final que disputou, a do Aberto dos Estados Unidos de 2017, em que foi derrotada (6-3 e 6-0) por sua compatriota Sloane Stephens.

- Sacrifício desde menina -

A vocação de Keys para o tênis nasceu de frente para a televisão, enquanto assistia Venus Williams jogar vestida de branco na grama de Wimbledon.

A pequena Madison, que deve seu nome à sereia do filme 'Splash', de Ron Howard, sucesso na década de 1980 com Tom Hanks e Daryl Hannah, deixou a casa da família ainda criança para entrar na lendária academia de Chris Evert, na Flórida.

"Meus pais me fizeram deixar Quad Cities (ela cresceu em Rock Island, Illinois) quando eu tinha 10 anos porque disse que queria ser jogadora de tênis profissional", explicou Keys.

"Eles sabiam que eu não conseguiria chegar lá. Felizmente, funcionou", disse ela, sorrindo.

Em julho de 2009, aos 14 anos e ainda estudante do ensino médio com aparelho ortodôntico, Madison ainda conseguiu enfrentar Serena Williams, então uma superestrela, vencedora de três títulos de Grand Slam naquele ano, em um torneio de exibição.

Cinco anos depois, em 2014, ela conquistou seu primeiro torneio WTA aos 19 anos, na grama de Eastbourne.

Mas até esta quinzena australiana, o sonho de vencer um Grand Slam escapava de suas mãos. Além da derrota na final de Nova York em 2017, ela disputou cinco semifinais nesses torneios da categoria principal.

- Excesso de pressão -

"Ela é uma super jogadora. Muito em breve vencerá este torneio e muitos outros torneios do Grand Slam", elogiou Serena Williams em 2015, após tê-la derrotado nas semifinais do Aberto da Austrália.

"Ela é uma daquelas três ou quatro garotas capazes de vencer torneios de Grand Slam nos próximos anos e, por que não, de se tornar a número 1", disse o técnico francês Patrick Mouratouglou, então treinador de Serena Williams.

Mas a carreira de Keys não foi tão bem sucedida e ela própria admitiu ter se sentido em alguns momentos "paralisada", talvez devido ao excesso de pressão.

"Pelo que conseguia no início (...) era um puro prodígio, era algo reservado a poucas pessoas", avaliou seu treinador e marido, Bjorn Fratangelo.

"O que ela viveu, (...) com expectativas de títulos de Grand Slam aos 21 ou 22 anos (...), é algo que nem consigo imaginar, o que isso pode representar de pressão", disse esta antiga promessa do tênis americano, que se aposentou em 2023.

A espera foi longa, mas 2025 começa para ela da melhor maneira. Uma segunda juventude ou um sucesso isolado, só o tempo dirá.

K.Nakajima--JT