The Japan Times - Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer

EUR -
AED 4.228093
AFN 74.824423
ALL 93.226638
AMD 421.295497
AOA 1056.750053
ARS 1719.783145
AUD 1.644777
AWG 2.072059
AZN 1.954867
BAM 1.953753
BBD 2.31814
BDT 142.119343
BHD 0.434017
BIF 3405.124673
BMD 1.151144
BND 1.476057
BOB 14.012343
BRL 5.865765
BSD 1.150924
BTN 109.673926
BWP 15.653712
BYN 3.364455
BYR 22562.416614
BZD 2.314813
CAD 1.616304
CDF 2618.852233
CHF 0.933301
CLF 0.02702
CLP 1066.914398
CNY 7.771716
CNH 7.778399
COP 3730.23513
CRC 522.818071
CUC 1.151144
CUP 30.505308
CVE 110.140493
CZK 24.213129
DJF 204.950986
DKK 7.475493
DOP 66.765975
DZD 153.104429
EGP 57.696125
ERN 17.267156
ETB 185.767622
FJD 2.553119
FKP 0.853856
GBP 0.856825
GEL 3.010237
GGP 0.853856
GHS 13.479919
GIP 0.853856
GMD 84.603481
GNF 10106.575156
GTQ 8.781264
GYD 241.170515
HKD 9.027603
HNL 30.849796
HRK 7.532745
HTG 150.482504
HUF 364.513686
IDR 20690.65695
ILS 3.503661
IMP 0.853856
INR 109.668137
IQD 1507.728353
IRR 1582966.487118
ISK 142.017091
JEP 0.853856
JMD 182.318652
JOD 0.816153
JPY 180.375011
KES 149.016002
KGS 100.668118
KHR 4650.863699
KMF 491.538751
KRW 1645.669283
KWD 0.356198
KYD 0.959141
KZT 545.964678
LAK 26031.251717
LBP 103070.628234
LKR 386.433233
LRD 207.750565
LSL 18.981655
LTL 3.399028
LVL 0.696315
LYD 7.335898
MAD 10.731548
MDL 20.095807
MGA 4902.585703
MKD 61.452134
MMK 2417.037031
MNT 4136.667777
MOP 9.296933
MRU 46.095893
MUR 54.034696
MVR 17.796958
MWK 1995.72662
MXN 19.936307
MYR 4.714741
MZN 73.569574
NAD 18.981655
NGN 1569.077604
NIO 42.352124
NOK 10.98318
NPR 175.479443
NZD 1.96175
OMR 0.442596
PAB 1.150914
PEN 3.887206
PGK 5.07939
PHP 70.096015
PKR 319.591151
PLN 4.308978
PYG 6865.388212
QAR 4.195748
RON 5.247141
RSD 117.384436
RUB 92.258613
RWF 1687.835995
SAR 4.308189
SBD 9.302513
SCR 15.481419
SDG 690.686581
SEK 11.000882
SGD 1.476509
SLE 28.43061
SOS 657.770717
SRD 43.520133
STD 23826.35054
STN 24.472866
SVC 10.070616
SZL 18.984951
THB 38.483442
TJS 10.628923
TMT 4.040514
TND 3.377355
TRY 54.718698
TTD 7.804313
TWD 37.363845
TZS 3045.080179
UAH 51.627784
UGX 4307.243185
USD 1.151144
UYU 46.28888
UZS 13799.700007
VES 858.40372
VND 30260.114568
VUV 137.043837
WST 3.147792
XAF 655.233376
XAG 0.020079
XAU 0.000285
XCD 3.111023
XCG 2.0743
XDR 0.813664
XOF 655.233376
XPF 119.331742
YER 274.321302
ZAR 19.010281
ZMK 10361.675417
ZMW 21.629831
ZWL 370.667803
Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer
Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer / foto: MARIO TAMA - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer

Ao encerrar a administração dos novos medicamentos para emagrecer, a recuperação do peso é quatro vezes mais rápida do que se fosse suspenso um programa de dieta e exercícios físicos, revela um estudo britânico publicado nesta quinta-feira (8).

Tamanho do texto:

Nos últimos anos, a nova geração de tratamentos contra diabetes e obesidade, que aumentam a ação de um hormônio atuante sobre a secreção da insulina (GLP-1, peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e a sensação de saciedade, vem fazendo sucesso, sobretudo nos países ricos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a incluí-los em setembro em sua lista de medicamentos essenciais, mas pediu versões genéricas, mais baratas, para os países mais desfavorecidos.

Pesquisas demonstraram que estes tratamentos ajudam a perder entre 15% e 20% do peso.

"Tudo isso parece uma boa notícia", afirma Susan Jebb, especialista em nutrição pública na Universidade de Oxford e coautora deste estudo publicado na revista médica BMJ. Mas dados recentes indicam que "aproximadamente metade das pessoas abandona estes medicamentos no período de um ano", acrescenta.

- Preços elevados -

Esta interrupção poderia ser explicada pelos frequentes efeitos colaterais, como as náuseas, ou os seus preços elevados, que podem ultrapassar os 1.000 dólares (R$ 5.387, na cotação atual) por mês nos Estados Unidos, embora este valor esteja diminuindo.

Após analisar 37 estudos sobre a interrupção de diferentes tratamentos para emagrecer, os pesquisadores constataram que os participantes recuperavam aproximadamente 0,4 kg por mês.

Seis dos testes clínicos se concentraram na semaglutida, o princípio ativo do Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e do medicamento contra a obesidade Wegovy, do gigante dinamarquês Novo Nordisk, bem como na tirzepatida, utilizada no Mounjaro, da Eli Lilly.

Durante a administração destas duas moléculas, os participantes dos testes perderam cerca de 15 kg, em média. Após a suspensão do tratamento, recuperaram 10 kg em um ano, o período de acompanhamento mais longo para estes medicamentos recentes.

E, segundo uma projeção dos pesquisadores, os pacientes voltarão ao peso inicial em uma média de 18 meses. Os indicadores cardiovasculares, como a pressão arterial e o nível de colesterol, retornaram aos valores de origem em 1 ano e quatro meses.

Em contrapartida, as pessoas que seguiram programas que incluíam dieta e atividade física, sem tomar medicamentos, emagreceram muito menos. Mas levaram, em média, quatro anos para recuperar o peso perdido.

Isto significa que os usuários de medicamentos para emagrecer recuperaram seu peso quatro vezes mais rápido.

- "Ponto de partida" -

No geral, "uma perda de peso significativa tende a acarretar uma recuperação do peso mais rápida", explica Sam West, principal autor do estudo, da Universidade de Oxford.

Segundo outra análise, o aumento de peso é "sistematicamente mais rápido após tomar medicamentos, independentemente do peso perdido no início", acrescenta.

Uma possível explicação é que as pessoas que se habituaram a comer de forma mais saudável e a fazer mais exercício continuam a fazê-lo mesmo quando recuperam peso.

Embora os medicamentos do tipo GLP-1 "sejam uma ferramenta valiosa no tratamento da obesidade, (...) é uma doença crônica e recorrente", assinala Susan Jebb. E cabe esperar que "estes tratamentos tenham de ser mantidos para o resto da vida, como os fármacos contra a hipertensão".

Isto influenciaria a forma como os sistemas nacionais de saúde determinam se tais medicamentos são rentáveis, alertam cientistas.

"Estes novos dados mostram claramente que são um ponto de partida, não uma cura", reage Garron Dodd, pesquisador em neurociência metabólica na Universidade de Melbourne, que não participou do estudo.

"Um tratamento sustentável provavelmente exigirá abordagens combinadas, estratégias mais a longo prazo e terapias que revisem a forma como o cérebro interpreta o equilíbrio energético, e não apenas a quantidade de alimentos ingeridos", afirma ao Science Media Centre.

Y.Hara--JT