The Japan Times - Justiça britânica declara BHP responsável por tragédia da barragem em Mariana

EUR -
AED 4.241501
AFN 76.225899
ALL 93.554047
AMD 421.168408
AOA 1060.230438
ARS 1715.656895
AUD 1.639343
AWG 2.078882
AZN 1.960998
BAM 1.957978
BBD 2.319179
BDT 142.188136
BHD 0.434183
BIF 3417.00026
BMD 1.154934
BND 1.477844
BOB 13.673207
BRL 5.867647
BSD 1.151481
BTN 109.772084
BWP 15.700461
BYN 3.349625
BYR 22636.715706
BZD 2.315876
CAD 1.618352
CDF 2627.475914
CHF 0.931576
CLF 0.027214
CLP 1074.552598
CNY 7.797307
CNH 7.795773
COP 3581.683414
CRC 522.981641
CUC 1.154934
CUP 30.605764
CVE 110.387769
CZK 24.225868
DJF 205.048047
DKK 7.475152
DOP 66.804297
DZD 153.472687
EGP 58.835639
ERN 17.324017
ETB 184.006946
FJD 2.556967
FKP 0.856809
GBP 0.855893
GEL 3.020138
GGP 0.856809
GHS 13.460971
GIP 0.856809
GMD 84.891799
GNF 10108.242008
GTQ 8.785771
GYD 240.867884
HKD 9.057285
HNL 30.853314
HRK 7.54669
HTG 150.557444
HUF 363.867906
IDR 20822.313646
ILS 3.537506
IMP 0.856809
INR 110.16978
IQD 1508.477672
IRR 1588179.269833
ISK 142.219015
JEP 0.856809
JMD 182.292739
JOD 0.818845
JPY 181.57706
KES 148.945652
KGS 100.999312
KHR 4659.181767
KMF 493.156852
KRW 1666.524381
KWD 0.357037
KYD 0.959567
KZT 545.626826
LAK 26077.001864
LBP 103117.983955
LKR 386.549906
LRD 207.841153
LSL 19.045882
LTL 3.410221
LVL 0.698608
LYD 7.367194
MAD 10.756663
MDL 20.122379
MGA 4924.476818
MKD 61.593502
MMK 2424.850425
MNT 4151.45627
MOP 9.302246
MRU 46.277468
MUR 54.282161
MVR 17.855218
MWK 1996.620567
MXN 20.037155
MYR 4.71814
MZN 73.811907
NAD 19.045882
NGN 1575.746553
NIO 42.37713
NOK 11.066871
NPR 175.635335
NZD 1.957192
OMR 0.444134
PAB 1.151481
PEN 3.90234
PGK 5.155734
PHP 70.745488
PKR 319.79146
PLN 4.307178
PYG 6865.635703
QAR 4.209281
RON 5.253334
RSD 117.520702
RUB 91.505504
RWF 1690.379977
SAR 4.325144
SBD 9.333147
SCR 15.60035
SDG 692.961179
SEK 11.020558
SGD 1.479777
SLE 28.523045
SOS 658.031838
SRD 43.635158
STD 23904.811825
STN 24.527278
SVC 10.075205
SZL 19.043179
THB 38.719182
TJS 10.62802
TMT 4.05382
TND 3.385065
TRY 54.854577
TTD 7.818696
TWD 37.31489
TZS 3050.792978
UAH 51.393558
UGX 4323.808778
USD 1.154934
UYU 46.331528
UZS 13783.329302
VES 861.230481
VND 30375.354155
VUV 137.078995
WST 3.158158
XAF 656.687343
XAG 0.020053
XAU 0.000285
XCD 3.121268
XCG 2.075208
XDR 0.816708
XOF 656.687343
XPF 119.331742
YER 275.221161
ZAR 19.011665
ZMK 10395.793255
ZMW 21.630056
ZWL 371.88843
Justiça britânica declara BHP responsável por tragédia da barragem em Mariana
Justiça britânica declara BHP responsável por tragédia da barragem em Mariana / foto: DOUGLAS MAGNO - AFP

Justiça britânica declara BHP responsável por tragédia da barragem em Mariana

A Justiça britânica decidiu nesta sexta-feira (14) que a gigante australiana da mineração BHP é responsável por um dos maiores desastres ambientais do Brasil, ocorrido em 2015, o que abre caminho para bilhões de dólares em indenizações.

Tamanho do texto:

O Tribunal Superior de Londres (High Court) "considera que a BHP é estritamente responsável como poluidora pelos danos causados pelo colapso" da barragem de rejeitos da mina de ferro de Fundão, perto de Mariana, no estado de Minas Gerais, que matou 19 pessoas e despejou 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica.

A questão das perdas e danos para os 620.000 demandantes registrados deverá agora ser objeto de um segundo julgamento, previsto para começar em outubro de 2026.

"Centenas de milhares de vítimas do rompimento da barragem obtiveram uma vitória histórica", afirmou em um comunicado o escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa os demandantes.

"É a primeira vez que uma empresa envolvida na tragédia é considerada responsável, o que estabelece um precedente histórico para a responsabilidade corporativa internacional", acrescentou a nota.

Segundo os advogados, as vítimas agora podem reivindicar indenizações na Inglaterra.

A BHP anunciou em comunicado a intenção de apresentar um recurso contra a decisão, por considerar o processo britânico "redundante em relação às reparações e indenizações já realizadas no Brasil".

No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de rejeitos no subdistrito de Bento Rodrigues matou 19 pessoas e devastou várias localidades com lama tóxica - que se estendeu por 650 quilômetros ao longo do rio Doce até o Oceano Atlântico.

Os demandantes recorreram à Justiça britânica, insatisfeitos com os processos realizados no Brasil, reivindicando 36 bilhões de libras (mais de 47 bilhões de dólares, 250 bilhões de reais) em perdas e danos.

- Mais de 600.000 afetados -

Entre os 600.000 afetados estão 31 municípios brasileiros, empresas e várias comunidades indígenas, em uma tragédia que deixou mais de 600 pessoas desabrigadas, matou milhares de animais e destruiu áreas de floresta tropical protegida.

A BHP tinha duas sedes na época dos acontecimentos, uma delas em Londres, o que explica o julgamento na capital britânica, que aconteceu entre outubro de 2024 e março de 2025.

Desde o início do julgamento, a BHP — coproprietária com a mineradora brasileira Vale da empresa Samarco, que administrava a represa — negou ser "contaminadora direta".

Porém, segundo os advogados das vítimas, a BHP estava ciente, praticamente desde o início, do grave risco que a instalação representava.

Após o início do processo em Londres, a Justiça brasileira absolveu as empresas em novembro do ano passado, alegando que as provas analisadas não foram "determinantes" para estabelecer sua responsabilidade.

- Compensações no Brasil -

Pouco antes, em 25 de outubro, quando o julgamento em Londres havia acabado de começar, as autoridades brasileiras assinaram com as empresas um acordo de indenização de 132 bilhões de reais.

"No Brasil, não foi feita justiça", afirmou, em março, em Londres, Pamela Rayane Fernandes, uma das três vítimas presentes no último dia do julgamento, que perdeu a filha de cinco anos na tragédia.

A BHP, em seu comunicado divulgado nesta sexta-feira, afirma que "240.000 demandantes na ação coletiva do Reino Unido que já receberam compensação no Brasil assinaram renúncias completas. Acreditamos que isto reduzirá significativamente o tamanho e o valor dos pedidos na ação coletiva do Reino Unido".

"Foi uma tragédia terrível. Desde o início, a BHP Brasil esteve e continua comprometida em apoiar a reparação e a compensação no local. Passível de apelações, qualquer avaliação de danos será determinada em julgamentos posteriores que se espera que terminem em 2028 ou 2029", afirmou Brandon Craig, presidente da BHP Minerals Americas.

Mas os advogados das vítimas afirmam que o acordo da BHP com as autoridades brasileiras envolve menos de 40% dos afetados.

M.Fujitav--JT