The Japan Times - Um Donald Trump 'não intervencionista' busca impor sua lei na América Latina

EUR -
AED 4.297278
AFN 74.292236
ALL 95.716382
AMD 433.389865
ANG 2.094044
AOA 1073.998061
ARS 1629.423594
AUD 1.62737
AWG 2.105879
AZN 1.99192
BAM 1.958189
BBD 2.357236
BDT 143.602767
BGN 1.951567
BHD 0.442118
BIF 3481.134249
BMD 1.169933
BND 1.494517
BOB 8.086833
BRL 5.769526
BSD 1.170408
BTN 111.457522
BWP 15.905339
BYN 3.313286
BYR 22930.677624
BZD 2.353832
CAD 1.593372
CDF 2708.393681
CHF 0.915671
CLF 0.026913
CLP 1059.209921
CNY 7.991048
CNH 7.988188
COP 4347.78517
CRC 532.440573
CUC 1.169933
CUP 31.003212
CVE 110.704868
CZK 24.388881
DJF 207.92036
DKK 7.47254
DOP 69.720855
DZD 154.93529
EGP 62.729868
ERN 17.548988
ETB 184.029563
FJD 2.567943
FKP 0.864414
GBP 0.863322
GEL 3.141309
GGP 0.864414
GHS 13.115101
GIP 0.864414
GMD 85.40504
GNF 10266.158158
GTQ 8.933748
GYD 244.857725
HKD 9.168352
HNL 31.110961
HRK 7.534715
HTG 153.174282
HUF 361.607371
IDR 20348.92901
ILS 3.439136
IMP 0.864414
INR 111.226541
IQD 1533.144508
IRR 1539631.212056
ISK 143.201928
JEP 0.864414
JMD 184.173151
JOD 0.829464
JPY 184.682625
KES 151.096115
KGS 102.276087
KHR 4694.391883
KMF 492.016789
KPW 1052.943015
KRW 1716.419906
KWD 0.360386
KYD 0.975286
KZT 543.841262
LAK 25709.267542
LBP 104767.458106
LKR 374.520581
LRD 214.740973
LSL 19.586364
LTL 3.454506
LVL 0.70768
LYD 7.424996
MAD 10.817099
MDL 20.200562
MGA 4874.92747
MKD 61.625915
MMK 2456.515107
MNT 4186.728804
MOP 9.447087
MRU 46.732223
MUR 54.928184
MVR 18.08129
MWK 2029.467649
MXN 20.321027
MYR 4.635855
MZN 74.770466
NAD 19.586699
NGN 1600.583006
NIO 43.071819
NOK 10.823022
NPR 178.332598
NZD 1.985475
OMR 0.44984
PAB 1.170423
PEN 4.103136
PGK 5.08921
PHP 71.856096
PKR 326.149487
PLN 4.247967
PYG 7091.62277
QAR 4.277801
RON 5.237322
RSD 117.389838
RUB 88.331824
RWF 1711.280762
SAR 4.390082
SBD 9.389724
SCR 16.35231
SDG 702.546521
SEK 10.83447
SGD 1.492016
SHP 0.873473
SLE 28.838674
SLL 24532.895741
SOS 668.913338
SRD 43.84558
STD 24215.241325
STN 24.529511
SVC 10.24032
SYP 129.313491
SZL 19.582895
THB 38.089479
TJS 10.943006
TMT 4.100614
TND 3.412163
TOP 2.816917
TRY 52.902483
TTD 7.933545
TWD 36.934186
TZS 3044.752832
UAH 51.434039
UGX 4418.315623
USD 1.169933
UYU 47.127504
UZS 14084.94543
VES 572.030029
VND 30796.134036
VUV 138.665702
WST 3.177456
XAF 656.755555
XAG 0.015995
XAU 0.000256
XCD 3.161801
XCG 2.109265
XDR 0.816185
XOF 656.755555
XPF 119.331742
YER 279.17512
ZAR 19.494294
ZMK 10530.825202
ZMW 22.09086
ZWL 376.717798
Um Donald Trump 'não intervencionista' busca impor sua lei na América Latina
Um Donald Trump 'não intervencionista' busca impor sua lei na América Latina / foto: MARTIN BERNETTI - AFP

Um Donald Trump 'não intervencionista' busca impor sua lei na América Latina

Para um presidente dos Estados Unidos que denunciou em maio, na Arábia Saudita, o intervencionismo americano no Oriente Médio ou aqueles que pretendem dar "lições sobre como governar", a América Latina parece ser uma exceção.

Tamanho do texto:

Em um discurso em Riade, capital saudita, Donald Trump criticou as ações dos "intervencionistas" dos EUA, sobretudo no Oriente Médio. Entretanto, desde seu retorno à Casa Branca, tenta expandir sua influência na América Latina, com medidas que mergulham a região na incerteza.

O republicano tem se intrometido na política interna de países como Brasil, Colômbia e Argentina, enquanto a mobilização naval no Caribe levanta questões sobre uma possível intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela para derrubar Nicolás Maduro.

Trump justifica a ação devido ao "conflito armado" de seu governo contra os cartéis de drogas, classificados por Washington como organizações "terroristas".

No entanto, o senador democrata Mark Kelly afirmou à ABC News que não se desloca um grupo de combate para o Caribe "a menos que se tenha a intenção de intimidar um país" ou de "iniciar operações militares na Venezuela".

Trump afirmou, ainda, que aprovou operações encobertas da CIA na Venezuela e não descartou ataques terrestres.

- "Quintal" dos EUA -

A história não tem sido indulgente com as intervenções dos EUA na América Latina, como demonstra o fiasco da operação "Baía dos Porcos" em Cuba em 1961, que tinha como objetivo derrubar Fidel Castro.

Em certos aspectos, o mandatário parece ressuscitar a antiga Doutrina Monroe, nomeada a partir do presidente James Monroe na década de 1820, quando Washington consolidou sua hegemonia frente aos europeus na América Latina, que consideravam o "quintal" dos Estados Unidos.

Desde os primeiros dias de seu segundo mandato, Trump atacou o Panamá, ameaçando tomar o controle do canal interoceânico, em nome de seu programa "Estados Unidos Primeiro" e para conter a influência da China.

Posteriormente vieram as pressões, com ameaças tarifárias contra países aliados e rivais para que aceitassem migrantes deportados, o que desencadeou uma primeira crise diplomática com o governo colombiano.

Nos meses seguintes, Trump denunciou uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado, o que provocou a ira do governo brasileiro.

Mais recentemente, Washington condicionou bilhões de dólares de auxílio à economia argentina à vitória de seu aliado Javier Milei nas eleições legislativas, o que se concretizou no último fim de semana. Também elogiou outros líderes "amigos", como o equatoriano Daniel Noboa ou o salvadorenho Nayib Bukele.

Por outro lado, criticou seus detratores, descrevendo o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, como um "líder do narcotráfico", e impôs sanções econômicas. Também afirmou que Nicolás Maduro é o líder de um cartel de drogas e ofereceu 50 milhões de dólares (R$ 267 milhões, na cotação atual) de recompensa por sua captura.

Enquanto isso, a relação com o México e sua presidente Claudia Sheinbaum, que age com cautela em suas declarações sobre Trump, tem sido marcada por tensões tarifárias e negociações comerciais.

- Venezuela na mira -

No fundo, "o objetivo da administração Trump é claramente moldar a política latino-americana, segundo o programa 'Make America Great Again'", declarou à AFP Renata Segura, que dirige o programa América Latina e Caribe no International Crisis Group.

Mas é a Venezuela que mais preocupa os governos latino-americanos, sob uma política impulsionada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de origem cubana e feroz opositor de Havana e Caracas.

Rubio é visto como o arquiteto da guinada agressiva sobre Caracas, com a esperança de que a queda de Maduro tenha um efeito dominó e derrube o regime cubano.

Com os ataques do Pentágono a embarcações de supostos traficantes de drogas, "os Estados Unidos enviam um sinal muito claro" de que "agirão de maneira unilateral quando considerarem apropriado", explicou Segura.

Trump, no entanto, já tentou derrubar Maduro durante seu primeiro mandato (2017-2021), até mesmo formando uma coalizão com governos latino-americanos e europeus.

O presidente venezuelano se manteve firme, com o apoio de sua própria base, de Cuba, China e Rússia.

"Se o objetivo é usar a pressão militarizada para provocar uma ruptura interna que leve à saída de Maduro, me preocupa que isso já tenha sido tentado durante o primeiro mandato de Trump e não funcionou", disse Roxanna Vigil, pesquisadora do Conselho de Relações Exteriores (CFR, na sigla em inglês).

K.Tanaka--JT