The Japan Times - Mercosul decidido a ampliar mercados em contexto de guerra comercial

EUR -
AED 4.31455
AFN 75.17582
ALL 95.497748
AMD 434.609215
ANG 2.102431
AOA 1078.299107
ARS 1629.799413
AUD 1.621782
AWG 2.115782
AZN 1.997833
BAM 1.949267
BBD 2.366459
BDT 144.435342
BGN 1.959384
BHD 0.443243
BIF 3494.490103
BMD 1.174619
BND 1.487509
BOB 8.118757
BRL 5.802377
BSD 1.174957
BTN 111.168968
BWP 15.722243
BYN 3.318066
BYR 23022.523033
BZD 2.363071
CAD 1.601181
CDF 2720.416217
CHF 0.914334
CLF 0.026757
CLP 1053.08021
CNY 8.00062
CNH 8.003075
COP 4377.638785
CRC 536.101092
CUC 1.174619
CUP 31.127391
CVE 110.355846
CZK 24.315545
DJF 208.753027
DKK 7.472242
DOP 69.948993
DZD 155.426683
EGP 61.927887
ERN 17.619278
ETB 184.530583
FJD 2.565308
FKP 0.86525
GBP 0.864046
GEL 3.147258
GGP 0.86525
GHS 13.214287
GIP 0.86525
GMD 86.334925
GNF 10313.150391
GTQ 8.968904
GYD 245.775292
HKD 9.203725
HNL 31.279893
HRK 7.533412
HTG 153.749219
HUF 358.757838
IDR 20341.69118
ILS 3.410628
IMP 0.86525
INR 111.038683
IQD 1538.750264
IRR 1542274.119942
ISK 143.785121
JEP 0.86525
JMD 185.131149
JOD 0.832823
JPY 183.603453
KES 151.737226
KGS 102.685737
KHR 4714.328613
KMF 492.164793
KPW 1057.160776
KRW 1697.429557
KWD 0.361712
KYD 0.979115
KZT 544.084304
LAK 25806.369524
LBP 104988.695268
LKR 376.137855
LRD 215.630544
LSL 19.422288
LTL 3.468343
LVL 0.710515
LYD 7.447119
MAD 10.804726
MDL 20.197227
MGA 4886.413132
MKD 61.626822
MMK 2466.169432
MNT 4204.722635
MOP 9.48288
MRU 46.860325
MUR 54.960077
MVR 18.153718
MWK 2046.185399
MXN 20.262636
MYR 4.610383
MZN 75.069563
NAD 19.422339
NGN 1600.253173
NIO 43.13183
NOK 10.911504
NPR 177.87015
NZD 1.969841
OMR 0.451696
PAB 1.174957
PEN 4.067112
PGK 5.095789
PHP 71.404705
PKR 327.454346
PLN 4.232021
PYG 7190.901262
QAR 4.280334
RON 5.265784
RSD 117.377293
RUB 87.795473
RWF 1714.943042
SAR 4.399208
SBD 9.419773
SCR 16.367148
SDG 705.356436
SEK 10.854181
SGD 1.4893
SHP 0.876971
SLE 28.954576
SLL 24631.158596
SOS 671.301108
SRD 43.943644
STD 24312.231862
STN 24.901913
SVC 10.280503
SYP 130.621923
SZL 19.428198
THB 37.834281
TJS 10.979956
TMT 4.117038
TND 3.374091
TOP 2.8282
TRY 53.113783
TTD 7.962282
TWD 36.868914
TZS 3044.826098
UAH 51.515534
UGX 4418.174644
USD 1.174619
UYU 47.21178
UZS 14183.51893
VES 579.670053
VND 30921.832595
VUV 138.899141
WST 3.197999
XAF 653.763272
XAG 0.015185
XAU 0.00025
XCD 3.174466
XCG 2.117594
XDR 0.818038
XOF 654.851416
XPF 119.331742
YER 280.293319
ZAR 19.256347
ZMK 10572.975752
ZMW 22.236385
ZWL 378.226685
Mercosul decidido a ampliar mercados em contexto de guerra comercial

Mercosul decidido a ampliar mercados em contexto de guerra comercial

O Mercosul deu novos passos para ampliar mercados em meio à guerra comercial dos Estados Unidos, durante a cúpula realizada em Buenos Aires nesta quinta-feira (3), marcada pela visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua aliada política, a ex-presidente Cristina Kirchner, em prisão domiciliar por corrupção.

Tamanho do texto:

O bloco fechou uma negociação com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, o que resultará em um aumento do comércio entre os dois grupos de países.

Durante a cúpula, foram debatidos passos para avançar em acordos comerciais com Emirados Árabes e Canadá, atualizar acordos com Colômbia e Equador, Panamá e República Dominicana, e promover a integração do setor de gás na região. "É hora de o Mercosul olhar para a Ásia, centro dinâmico da economia mundial. Nossa participação nas cadeias globais de valor se beneficiará de maior aproximação com Japão, China, Coreia, Índia, Vietnã e Indonésia", afirmou o presidente Lula.

"É natural buscar refúgio onde nos sentimos seguros. Para o Brasil, esse lugar é o Mercosul", acrescentou Lula ao assumir a presidência pro tempore do bloco, passada por seu homólogo argentino Javier Milei, que instou o bloco a maior abertura e ameaçou novamente avançar de forma unilateral.

O argentino, que vê o Mercosul como um entrave às suas ambições de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos, pediu "mais liberdade com urgência" para negociar.

"Seguiremos o caminho da liberdade e o faremos acompanhados ou sozinhos porque a Argentina não pode esperar", advertiu Milei e defendeu que durante o próximo semestre o bloco avance nesse sentido.

"Mas se isso não for possível e os parceiros do bloco preferirem resistir, persistir em um caminho que não tem funcionado para nós, então teremos que insistir em flexibilizar as condições da sociedade que nos unem", disse.

Por sua vez, Lula prometeu que, sob sua presidência, o bloco se concentrará em fortalecer o comércio entre blocos com parceiros externos e concluir a implementação do acordo comercial com a União Europeia.

As mudanças climáticas, a transição energética, o combate ao crime organizado e a promoção do desenvolvimento tecnológico serão os principais objetivos do Mercosul durante o próximo semestre, explicou.

"O Brasil assumiu a responsabilidade de sediar a COP30 em um momento de graves turbulências para o multilateralismo. O apoio do Mercosul e de toda a América do Sul será imprescindível", afirmou Lula.

Por sua vez, o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, considerou que "já é hora de retomar as negociações com parceiros relevantes, como a Coreia do Sul e o Canadá".

O Uruguai também tem defendido há décadas uma flexibilização das regras do bloco, que impedem acordos com países terceiros sem o consentimento de todos os membros.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi crítico. "Não estou satisfeito com os avanços que alcançamos até agora; estamos sempre dizendo que celebramos os progressos, mas não conseguimos concretizá-los", afirmou.

"A integração energética está se esgotando. Está se esgotando no uso dessa energia e precisamos pensar em novas fontes; e celebro que estamos avançando em acordos de entendimento para construir um gasoduto que possa transportar essas grandes quantidades de gás que a Argentina dispõe hoje e que possam, claro, chegar ao Paraguai e, através do Paraguai, ao Brasil", declarou Peña.

- Visita a Kirchner -

A cúpula foi marcada pela anunciada visita do presidente Lula à sua aliada política Cristina Kirchner, em prisão domiciliar em Buenos Aires, que ocorreu pouco depois do meio-dia.

A visita foi autorizada pelo tribunal que condenou a ex-presidente (2007-2015) a seis anos de prisão por corrupção e inelegibilidade política permanente.

O encontro aumenta o desconforto na tensa relação entre o presidente Lula e seu colega argentino, o ultraliberal Milei, com quem não tem uma reunião bilateral agendada antes de deixar a capital argentina nesta mesma quinta-feira.

Esta é a primeira visita que Lula faz à Argentina desde que Milei assumiu a presidência em dezembro de 2023.

O brasileiro, por outro lado, sim, compartilhou um café da manhã de trabalho nesta quinta-feira com o presidente do Paraguai, Santiago Peña.

"Foi uma conversa franca e produtiva sobre os temas centrais da agenda que une Paraguai e Brasil", informou no X o presidente paraguaio.

Milei, um ultraliberal de direita que prega a destruição do Estado, é um fervoroso admirador do americano Donald Trump. No passado, chamou Lula de "ladrão" e "corrupto", insultos que o brasileiro desprezou como "bobagens".

Ambos têm evitado mutuamente encontros em fóruns multilaterais recentes, como no início de junho, quando participaram da Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, em Nice, ou na cúpula do G20 realizada no Rio de Janeiro em 2024.

K.Hashimoto--JT