The Japan Times - Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica sob alta tensão

EUR -
AED 4.341785
AFN 78.028377
ALL 96.794245
AMD 447.408056
ANG 2.11631
AOA 1084.117105
ARS 1708.386003
AUD 1.685211
AWG 2.128038
AZN 2.017355
BAM 1.960748
BBD 2.380056
BDT 144.414407
BGN 1.985424
BHD 0.445611
BIF 3501.479859
BMD 1.182243
BND 1.50209
BOB 8.16557
BRL 6.182655
BSD 1.181707
BTN 106.765406
BWP 16.322186
BYN 3.385743
BYR 23171.966812
BZD 2.376587
CAD 1.612887
CDF 2547.733818
CHF 0.915763
CLF 0.025819
CLP 1019.496041
CNY 8.212449
CNH 8.198939
COP 4294.001899
CRC 586.875925
CUC 1.182243
CUP 31.329445
CVE 110.54394
CZK 24.342628
DJF 210.108732
DKK 7.469998
DOP 74.407756
DZD 153.532609
EGP 55.578023
ERN 17.733648
ETB 183.298149
FJD 2.600108
FKP 0.865982
GBP 0.862996
GEL 3.186157
GGP 0.865982
GHS 12.945611
GIP 0.865982
GMD 86.89204
GNF 10367.159897
GTQ 9.063871
GYD 247.231168
HKD 9.235725
HNL 31.220781
HRK 7.537507
HTG 155.001121
HUF 380.895706
IDR 19811.736064
ILS 3.643691
IMP 0.865982
INR 106.96706
IQD 1548.00615
IRR 49801.995185
ISK 145.03801
JEP 0.865982
JMD 185.187291
JOD 0.83826
JPY 184.069945
KES 152.509252
KGS 103.387394
KHR 4768.031377
KMF 494.17727
KPW 1064.003808
KRW 1713.939315
KWD 0.363061
KYD 0.984785
KZT 592.444942
LAK 25418.030902
LBP 105820.273269
LKR 365.762945
LRD 219.792753
LSL 18.92716
LTL 3.490857
LVL 0.715127
LYD 7.470852
MAD 10.839652
MDL 20.011496
MGA 5237.193083
MKD 61.635428
MMK 2482.852516
MNT 4218.751034
MOP 9.509455
MRU 47.173034
MUR 54.253261
MVR 18.265934
MWK 2049.131324
MXN 20.399027
MYR 4.649168
MZN 75.368338
NAD 18.92716
NGN 1640.268227
NIO 43.48974
NOK 11.392335
NPR 170.82505
NZD 1.95491
OMR 0.454565
PAB 1.181677
PEN 3.978138
PGK 5.062775
PHP 69.823313
PKR 330.49034
PLN 4.223948
PYG 7839.782457
QAR 4.296943
RON 5.096056
RSD 117.429818
RUB 90.880676
RWF 1724.637263
SAR 4.433506
SBD 9.526636
SCR 16.235881
SDG 711.191278
SEK 10.530098
SGD 1.501277
SHP 0.886989
SLE 28.93537
SLL 24791.048015
SOS 674.201241
SRD 45.060612
STD 24470.047398
STN 24.561978
SVC 10.340092
SYP 13075.107266
SZL 18.934017
THB 37.422757
TJS 11.043059
TMT 4.149674
TND 3.417123
TOP 2.846558
TRY 51.402393
TTD 8.004163
TWD 37.347027
TZS 3054.963258
UAH 51.139442
UGX 4212.629909
USD 1.182243
UYU 45.51485
UZS 14466.503946
VES 439.369533
VND 30740.687809
VUV 141.322495
WST 3.223169
XAF 657.616391
XAG 0.013968
XAU 0.000239
XCD 3.195071
XCG 2.129674
XDR 0.817015
XOF 657.616391
XPF 119.331742
YER 281.817205
ZAR 18.869668
ZMK 10641.599935
ZMW 23.190419
ZWL 380.68183
Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica sob alta tensão
Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica sob alta tensão / foto: - - NASA Earth Observatory/AFP/Arquivos

Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica sob alta tensão

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã ameaçou bloquear em múltiplas ocasiões durante situações de crise.

Tamanho do texto:

Vários deputados iranianos voltaram a fazer esta ameaça após os bombardeios americanos contra instalações nucleares no Irã, embora a decisão final seja do Conselho de Segurança Nacional, a mais alta instância de segurança do país.

Confira a seguir quatro pontos sobre este local estratégico:

– Porta de entrada para o Golfo -

O Estreito de Ormuz está situado entre o Irã e o sultanato de Omã. É particularmente vulnerável devido à sua largura reduzida - cerca de 50 quilômetros - e à sua profundidade, que não passa dos 60 metros.

É salpicado de ilhas desertas e escassamente habitadas, mas de grande importância estratégica: as ilhas iranianas de Ormuz, Qeshm e Larak, em frente à costa iraniana de Bandar Abbas.

Sob o Golfo do Omã, a península de Musandam se projeta em direção ao Irã. É separada do resto do sultanato por territórios que fazem parte dos Emirados Árabes Unidos.

Em frente aos Emirados, as três "ilhas estratégicas" — a Grande Tunb e a Pequena Tunb, além de Abu Musa — constituem um ponto de observação privilegiada de toda a costa dos países do Golfo: Emirados, Catar, Bahrein, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Irã e Omã.

Estas ilhas são ocupadas pelo Irã desde 1971, após a retirada das forças britânicas da região.

– Crucial para o petróleo –

O Estreito de Ormuz é a principal via de navegação que liga os ricos países petroleiros do Oriente Médio ao resto do mundo.

Em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitavam diariamente por ele, o que representa cerca de 20% do consumo mundial de petróleo líquido, segundo a Agência de Informação Energética dos EUA (EIA)

Aproximadamente um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito também passa por esta rota, principalmente a partir do Catar.

Mais de 80% do petróleo e do gás que transitam pelo estreito têm como destino os mercados asiáticos, segundo a EIA.

Apenas a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos contam com uma rede de oleodutos capaz de transportar um máximo de 2,6 milhões de barris por dia, o que lhes permite evitar o Estreito de Ormuz, assinala a mesma fonte.

Se o Irã fechasse o estreito, "minaria o que resta de suas alianças", seja com os países do Golfo ou com o Iraque, ou com seus principais clientes, especialmente a China, explicou Justin Alexander, economista e especialista na região do Golfo, no LinkedIn.

"Também bloquearia suas próprias exportações de petróleo em um momento em que sua economia já atravessa grandes dificuldades", ressaltou, por sua vez, Thomas Juneau, professor da Universidade de Ottawa, em postagem no X.

– Tensões –

O Irã, que considera a si mesmo o guardião do Golfo, denuncia regularmente a presença de forças estrangeiras, em particular a Quinta Frota americana, estacionada no Bahrein.

A República Islâmica ameaçou em várias ocasiões bloquear o Estreito de Ormuz em caso de uma ação militar dos Estados Unidos na região.

A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irã, controla as operações navais no Golfo e é encarregada de garantir a segurança do estreito.

Uma das maiores perturbações ao transporte de petróleo na região remonta a 1984, em plena guerra Irã-Iraque (1980-1988), durante a chamada "Guerra dos Petroleiros", quando mais de 500 navios foram destruídos ou danificados.

Na ocasião, Teerã instalou minas em áreas de passagem do Estreito de Ormuz. Em 14 de abril de 1988, a fragata americana USS Samuel B. Roberts se chocou com uma mina e esteve prestes a naufragar.

Em julho do mesmo ano, um Airbus A-300 da Iran Air, que fazia o trajeto entre Bandar Abbas e Dubai, foi derrubado por dois mísseis disparados de uma fragata americana que patrulhava o estreito, causando a morte de 290 pessoas.

A tripulação do USS Vincennes alegou ter confundido o avião comercial com um caça iraniano com intenções hostis.

– Incidentes –

O Estreito de Ormuz é cenário frequente de escaramuças, como abordagens ou ataques a embarcações.

Em 2019, ataques misteriosos contra navios na região do Golfo, a derrubada de um drone e a apreensão de petroleiros geraram temores de uma escalada entre Teerã e Washington.

Em 29 de julho de 2021, um ataque no mar de Omã contra um petroleiro operado por uma empresa de um magnata israelense deixou dois mortos: um britânico e um romeno. Israel, Estados Unidos, Reino Unido e Romênia responsabilizaram Teerã, que negou qualquer envolvimento.

Em abril de 2024, a Guarda Revolucionária abordou o cargueiro MSC Aries, de bandeira portuguesa, acusando seu armador de estar "vinculado a Israel".

S.Yamada--JT