The Japan Times - EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação

EUR -
AED 4.334151
AFN 77.8911
ALL 96.74255
AMD 446.113817
ANG 2.112588
AOA 1081.622045
ARS 1706.640144
AUD 1.694871
AWG 2.12577
AZN 2.001288
BAM 1.957665
BBD 2.377665
BDT 144.377509
BGN 1.981932
BHD 0.444922
BIF 3498.346743
BMD 1.180164
BND 1.503532
BOB 8.156803
BRL 6.193269
BSD 1.180524
BTN 106.686611
BWP 15.628952
BYN 3.381521
BYR 23131.214804
BZD 2.374161
CAD 1.612452
CDF 2625.864602
CHF 0.915589
CLF 0.02583
CLP 1020.125085
CNY 8.192875
CNH 8.185807
COP 4321.040743
CRC 585.257415
CUC 1.180164
CUP 31.274347
CVE 110.37012
CZK 24.265883
DJF 210.22022
DKK 7.465995
DOP 74.500957
DZD 153.375302
EGP 55.303406
ERN 17.70246
ETB 183.940048
FJD 2.604151
FKP 0.864097
GBP 0.87161
GEL 3.174806
GGP 0.864097
GHS 12.9614
GIP 0.864097
GMD 86.745383
GNF 10360.867975
GTQ 9.054624
GYD 246.975226
HKD 9.220208
HNL 31.182699
HRK 7.535109
HTG 154.8675
HUF 378.308624
IDR 19910.842233
ILS 3.672735
IMP 0.864097
INR 106.497234
IQD 1546.472903
IRR 49714.409554
ISK 144.795585
JEP 0.864097
JMD 184.635852
JOD 0.836756
JPY 185.077455
KES 152.287979
KGS 103.204967
KHR 4764.558082
KMF 492.128304
KPW 1062.183028
KRW 1727.565411
KWD 0.362712
KYD 0.983783
KZT 582.224527
LAK 25373.1661
LBP 105718.384885
LKR 365.317939
LRD 219.580298
LSL 19.071364
LTL 3.484717
LVL 0.713869
LYD 7.478122
MAD 10.83512
MDL 20.062193
MGA 5222.974504
MKD 61.603711
MMK 2478.088599
MNT 4212.19062
MOP 9.500031
MRU 47.08985
MUR 54.358763
MVR 18.245263
MWK 2046.949571
MXN 20.550704
MYR 4.658141
MZN 75.247247
NAD 19.071364
NGN 1614.570237
NIO 43.441375
NOK 11.539255
NPR 170.698578
NZD 1.971812
OMR 0.453761
PAB 1.180534
PEN 3.968179
PGK 5.131888
PHP 69.345247
PKR 330.536312
PLN 4.218774
PYG 7795.424576
QAR 4.302498
RON 5.092762
RSD 117.373199
RUB 90.371868
RWF 1723.021352
SAR 4.425803
SBD 9.517607
SCR 16.18246
SDG 709.853886
SEK 10.66218
SGD 1.502904
SHP 0.885429
SLE 28.972816
SLL 24747.448565
SOS 673.441404
SRD 44.693245
STD 24427.012485
STN 24.523357
SVC 10.328837
SYP 13052.112374
SZL 19.062236
THB 37.497332
TJS 11.049324
TMT 4.136475
TND 3.420658
TOP 2.841551
TRY 51.383748
TTD 7.993613
TWD 37.360407
TZS 3050.72365
UAH 50.940417
UGX 4214.013542
USD 1.180164
UYU 45.553386
UZS 14479.79095
VES 446.083531
VND 30648.859615
VUV 141.251085
WST 3.217534
XAF 656.612977
XAG 0.01576
XAU 0.000244
XCD 3.189452
XCG 2.127535
XDR 0.815613
XOF 656.582347
XPF 119.331742
YER 281.262561
ZAR 19.083282
ZMK 10622.888903
ZMW 21.928071
ZWL 380.012333
EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação
EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação / foto: Mandel NGAN - AFP

EUA anuncia tarifas contra México, China e Canadá, que prometem retaliação

O governo dos Estados Unidos afirmou no sábado (1º) o governo do México tem "uma aliança intolerável" com os cartéis do narcotráfico e impuseram tarifas alfandegárias ao país, assim como ao Canadá e à China, até que cooperem na luta contra as drogas, acusação que o México chamou de calúnia.

Tamanho do texto:

Desde que retornou à Casa Branca em 20 de janeiro, o presidente republicano Donald Trump tem adotado uma diplomacia agressiva em sua luta contra os cartéis e as gangues, que foram declarados "organizações terroristas", além de endurecer as políticas contra a imigração irregular.

Trump havia anunciado que estabeleceria tarifas de importação, que serão de 25% para o México até que "coopere com os Estados Unidos na luta contra las drogas". Ele afirma que os cartéis mexicanos "são os principais traficantes mundiais de fentanil, metanfetamina e outras drogas".

O anúncio das tarifas foi acompanhado por acusações frontais.

"Estes cartéis têm uma aliança com o governo do México e colocam em risco a segurança nacional e a saúde pública dos Estados Unidos", afirmou a Casa Branca na rede social X. Em um comunicado posterior, afirmou que a aliança é "intolerável".

Uma afirmação devastadora que, na mesma plataforma, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, classificou de "calúnia".

Sheinbaum anunciou que pediu a implementação do "plano B", que inclui "medidas tarifárias e não tarifárias em defesa dos interesses do México".

- "Refúgios seguros" -

Segundo a Casa Branca, o governo do México proporciona "refúgios seguros para que os cartéis se dediquem à fabricação e transporte" de drogas.

Sheinbaum afirmou que as autoridades mexicanas apreenderam em quatro meses "mais de 40 toneladas de drogas, incluindo 20 milhões de doses de fentanil" e prenderam "mais de 10.000 pessoas vinculadas a estes grupos".

Apesar da irritação, ela acrescentou que o "México não quer um confronto" e propôs a Trump uma "mesa de trabalho".

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou recentemente que os cartéis têm o "controle operacional sobre enormes extensões das regiões de fronteira" entre México e Estados Unidos.

No passado, vários senadores já expressaram apoio a permitir que as forças militares americanas combatam os narcotraficantes em outros países.

Em declarações à AFP, o ex-embaixador mexicano Agustín Gutiérrez Canet descreveu o tom da Casa Branca como "muito duro" e "realmente muito preocupante".

"É realmente sem precedentes que o governo dos Estados Unidos vincule formalmente, em um documento oficial, o governo mexicano com o narcotráfico", disse.

Com o objetivo declarado de "proteger os americanos da crise do fentanil", um opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína, Washington também impôs tarifas de 25% sobre produtos do Canadá (exceto hidrocarbonetos, taxados em 10%).

Segundo as autoridades sanitárias americanas, o fentanil é a principal causa de morte entre americanos de 18 a 45 anos, com pelo menos 75.000 óbitos por ano, de acordo com os dados oficiais.

"Há uma crescente produção de fentanil no Canadá, e foi apreendido na fronteira norte no último ano fiscal fentanil suficiente para matar 9,8 milhões de americanos", acusou a Casa Branca, que também relatou um recorde de travessias ilegais nessa fronteira.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, reagiu ao que considera uma "fratura" nas relações com o país vizinho.

"O Canadá vai impor tarifas de 25% sobre um total de 155 bilhões de dólares canadenses (US$ 106 bilhões) a produtos americanos", anunciou.

A respeito da China, segunda maior economia do planeta, Washington anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre as já existentes para os produtos chineses.

O governo dos Estados Unidos acusa a China de desempenhar "um papel central" na crise e denunciam que o "Partido Comunista" que governa o país "subsidiou empresas químicas para exportar fentanil".

De acordo com Washington, "a China não apenas não consegue deter a fonte dessas drogas ilícitas, mas contribui ativamente para este negócio".

O Ministério do Comércio Exterior chinês afirmou que "se opõe de modo veemente" às tarifas e que apresentará uma demanda na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com essas tarifas, Trump acende a faísca de uma guerra comercial.

- Déficit comercial -

A Casa Branca considera "um privilégio" ter acesso ao mercado americano.

Segundo Washington, o comércio representa 67% do PIB de Canadá, 73% do México e 37% do comércio da China, mas apenas 24% do comércio dos Estados Unidos.

"Em 2023, o déficit comercial em bens dos Estados Unidos foi o maior do mundo, superando um trilhão de dólares", afirma o comunicado, sem revela detalhes sobre as tarifas.

Na sexta-feira, Trump indicou que algumas tarifas poderão entrar em vigor por volta de "18 de fevereiro".

Ele antecipou que afetarão microchips, petróleo, gás e aço. No futuro, produtos farmacêuticos e cobre também não estarão isentos.

Gregory Daco, economista-chefe da EY, calcula que a inflação aumentará 0,7 ponto percentual no primeiro trimestre deste ano devido às tarifas, antes de diminuir gradualmente.

A Casa Branca acusa a imprensa de mentir sobre o impacto da medida. A administração republicana cita um estudo que concluiu que as tarifas da primeira administração Trump "fortaleceram a economia americana".

O México e o Canadá, teoricamente, estão protegidos pelo acordo de livre comércio T-MEC, assinado durante o primeiro mandato de Trump e com renegociação prevista para 2026.

Portanto, a medida poderia abrir a porta para ações legais, tanto por parte dos países quanto das empresas afetadas, em virtude dos procedimentos de solução de diferenças previstos no T-MEC.

H.Hayashi--JT